Anúncio

Collapse
No announcement yet.

Reportagem do ESTADÃO sobre 40 anos da Marvel Brasil

Collapse
X
 
  • Filter
  • Hora
  • Show
Clear All
new posts

  • Reportagem do ESTADÃO sobre 40 anos da Marvel Brasil

    Os 40 anos da intrigante história da Marvel no Brasil

    Chega às bancas e livrarias em edição da Panini um documento histórico sobre HQ, 'Marvel: 40 anos no Brasil'

    Adriano Marangoni, especial para o Estado






    SÃO PAULO - Epopéias não são exclusividade dos heróis. No Brasil, publicar quadrinhos foi um desafio dramático com seus próprios personagens. Uma boa parte dessa história chega às bancas e livrarias em Marvel: 40 anos no Brasil (Panini Brasil, 338 páginas, R$ 49,00).



    O álbum reúne 14 histórias clássicas da Marvel, casa de heróis como Homem-Aranha e X-Men, além da reedição da primeira revista publicada com os personagens da editora no Brasil. Tudo impulsionado por um resumo detalhado da história desses heróis em território nacional, do seu início até os dias de hoje.



    Escrito por Gonçalo Jr., um dos maiores pesquisadores sobre o assunto atualmente, e Fernando Lopes, editor de quadrinhos da Panini no Brasil, esse resumo é leitura imperdível tanto para quem aprecia quadrinhos como para quem deseja conhecer um pouco do mercado editorial nas últimas décadas.



    Grandes nomes



    Permeado de emoção, o texto mostra a importância de nomes como Hélcio de Carvalho, Jotapê Martins, Marco Moretti, além de Naumim e Paulo Aizen (filhos do lendário Adolfo Aizen), sujeitos que trabalharam com quadrinhos muitas vezes de forma diletante, mas com verdadeiro entusiasmo. Além deles, o texto faz menção à influência de nada menos que o barão das comunicações Assis Chateaubriand e do ex-presidente João Goulart.



    Vista assim, a trajetória da Marvel no Brasil é dos episódios mais curiosos da história recente, cuja relevância, muitas vezes, é negligenciada sob o estigma de "literatura infantil".



    Relevância que já fica indicada na reedição que complementa o álbum. A primeira revista da Marvel no Brasil, lançada em 1967, foi fruto do esforço conjunto entre duas empresas, a companhia de combustível Shell e a Ebal, então, maior editora de quadrinhos no Brasil. O objetivo era vender revistas daqueles personagens, então desconhecidos, exclusivamente nos postos da Shell impulsionando o lucro das duas empresas.



    Chateaubriand, Marinho e Civita



    Naquela altura, os direitos de publicação sobre os heróis de quadrinhos eram disputados por Assis Chateaubriand (Diários Associados), Roberto Marinho (Globo), Adolfo Aizen (Ebal) e Vitor Civita (Abril). Como relatam Gonçalo e Lopes, Adolfo Aizen, um antigo beneficiado de Getúlio Vargas (vulto "esquerdista" na opinião dos militares brasileiros), abriu mão da sua aliança com a Shell e passou a publicar histórias de temáticas exclusivamente nacionais, com receio de despertar a ira do governo que depôs João Goulart.



    A partir da década de 70, com Chateaubriand já falecido e fora da disputa, os direitos sobre a Marvel passariam a outros donos, a RGE (Rio Gráfica Editora), braço editorial das organizações Globo, e a Editora Abril. A divisão teria sido feita por um motivo simples: à RGE interessava a publicação daqueles personagens mais famosos, Homem Aranha, Hulk e X-Men, por causa dos desenhos animados veiculados na televisão. À Abril, "restaram" heróis como Surfista Prateado, Demolidor e Capitão América.



    Fim da HQ na Abril



    Depois de repetidos à exaustão, os desenhos animados saíram da programação da Globo, pouco a pouco, abrindo mão da publicação de suas revistas. Cedendo espaço para a Abril, a partir da década de 80, começou um dos períodos mais prolíficos para aqueles heróis no Brasil, que duraria cerca de 20 anos e que redimensionaria o mercado de quadrinhos. O mérito se deve, em grande parte, aos editores Hélcio de Carvalho e Marco Moretti e ao tradutor Jotapê Martins.



    Daquele momento até hoje, os autores remontam à nova crise enfrentada pela Abril nos anos 90, até extinguir a sua linha de quadrinhos e passar os direitos de publicação à Panini, multinacional italiana com filial no Brasil.



    Como se o texto não bastasse, os quadrinhos reunidos na edição são um deleite à parte. Memoráveis ao seu próprio modo, cada um marcou a história da editora tanto no Brasil quanto no exterior.



    Dentre eles, uma edição de 1966 que mostra o confronto entre o Quarteto Fantástico e Surfista Prateado contra Galactus, mote do filme lançado neste ano; Dias de um Futuro Esquecido, história dos X-Men, de 1981, que influenciou uma geração de autores (e de suspeitíssima semelhança com o filme O Exterminador do Futuro, de 1984); Homem-Aranha 2099, primeira edição de uma série que fez mais sucesso no Brasil do que nos Estados Unidos a qual mostrava uma versão futurista do herói. Entre as histórias mais polêmicas, uma sobre o Homem de Ferro enfrentando seu problema com alcoolismo e outra sobre o Hulk, impotente diante da morte de um jovem amigo, vítima de aids

  • #2
    Como as histórias foram selecionadas?

    Houve alguma enquete no fórum da panini ou foram os próprios editores que decidiram o quê publicar?

    Acredito que o álbum foi muito bem produzido, mas de quem foi a idéia "genial" da capa?

    É papel couché, genérico LWC ou de pizzabrorráite?

    Imagino que seja papel do mesmo. Por esse preço...

    Mas vale a pena comprar mesmo com tanta história que a gente já tem só por um fac-símile?

    Valeu.

    Fui.
    Se algum dia Deus não te deu algo que você quis muito,é porque Ele tem coisa muito melhor reservada pra você.

    Comment


    • #3
      Como as histórias foram selecionadas?
      Tem uma explicação, mas nao gostei.

      Houve alguma enquete no fórum da panini ou foram os próprios editores que decidiram o quê publicar?
      Os Editores.

      Acredito que o álbum foi muito bem produzido, mas de quem foi a idéia "genial" da capa?
      Parece q foi de 2 edições amercicanas, nao sei se era enciclopedia ou outra coisa. Senao me engano o Darth q sabe disso.

      É papel couché, genérico LWC ou de pizzabrorráite?

      Imagino que seja papel do mesmo. Por esse preço...
      É LWC com capa mole.

      Mas vale a pena comprar mesmo com tanta história que a gente já tem só por um fac-símile?


      Fac-símile da revista Capitão Z Apresenta: Dois Super-heróis Shell - Capitão América & Homem de Ferro, de 1967!

      Coitado de quem um dia pretendia vender isso dai por uma boa grana.

      Comment


      • #4
        Pô Jasom, é fac-símile, se pelo menos fosse a original..

        Comment


        • #5
          Esse fac-símile é tão toso que chega a ser legal demais.

          Comment


          • #6
            O álbum é excelente, um dos melhores lançamentos do ano.
            Inscreva-se na ALMANACÃO, minha newsletter sobre quadrinhos > http://eepurl.com/b3_M4v

            Comment


            • #7
              Marco Moretti?

              Comment


              • #8
                Eles podiam ao menos lançar umas três aventuras inéditas nesse almanacão.

                Alguém poderia sugerir outra boa aventura do passado que ficou de fora?

                Valeu.

                Fui.
                Se algum dia Deus não te deu algo que você quis muito,é porque Ele tem coisa muito melhor reservada pra você.

                Comment

                Working...
                X