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[Avaliação] Exterminador do Futuro: Terra em Chamas

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    EXTERMINADOR DO FUTURO: TERRA EM CHAMAS

    TERRA EM CHAMAS - A guerra contra as máquinas assassinas perdura por mais de quatro décadas. A civilização humana está à beira da extinção. Percebendo que pode, enfim, consumar sua diretriz primordial de extinguir a humanidade, a Inteligência Artificial Skynet prepara uma ofensiva nuclear total. Para a espécie humana, resta uma única e tênue esperança: liderado por John Connor, um reduzido mas arrojado grupo miliciano tem de executar um ataque suicida à virtualmente inexpugnável base central da Skynet. Mythos Books apresenta o primeiro trabalho daquele que se tornou um dos mais lendários artistas da história dos quadrinhos: Alex Ross.

    Título EXTERMINADOR DO FUTURO: TERRA EM CHAMAS
    ISBN 9788578673840
    Páginas 140
    Editora MYTHOS EDITORA
    Assunto FICÇÃO CIENTIFICA

    -------------

    Antes de ler TERRA EM CHAMAS, é bom saber que essa minissérie (em cinco edições) foi lançada em 1990 - ou seja, o cânone da saga Exterminador do Futuro se resumia apenas ao primeiro filme e muitas das coisas que sabemos hoje sobre a história ainda não existiam. Se passando num futuro não-determinado, ela mostra o confronto final entre John Connor e seu exército (todos com aquele visual futurista/retrô que é a cara dos anos 80)contra as forças da Skynet. É uma trama bem direta e movimentada, e há espaço limitado para respiro e desenvolvuimento de personagens entre um tiroteio e outro. Curioso e engraçado ver a conceção de alguns modelos de exterminadores que lembram muito os cylons de Battlestar Galactica (da série original, obviamente), e uma Exterminadora que parece modelo de capa de revista masculina, Playmate mesmo
    Essa mini traz um final para a saga do John Connor (mas não sem deixar um gancho), pois ela marca o fim da validade dos direitos da franquia na editora NOW Comics, então é compreensível esse seu caráter de fechamento.

    E outro grande destaque aqui (e um dos maiores selling points do encadernado) é o fato dessa história ter sido o primeiro trabalho de ninguém menos que Alex Ross para o mercado de quadrinhos. Então assinando como "Alexander Ross", o desenhista mostra um estilo bem marcante desde aquela época, mas ainda com diferenças com o que viria a ser solificado do imaginário dos leitores em obras posteriores como Marvels e Reino do Amanhã. É um ótimo registro histórico da aparição de um dos desenhistas mais reconhecidos dos últimos 30 anos no mercado e só por isso já justifica uma conferida no material.

    O encadernado nacional, publicado pela Mythos com aquele selo "Prime Edition", tem um acabamento bem bom. Tamanho oversized, encadernação boa e uma seleção interessante de extras. Temos as capas originais (da minissérie e do primeiro encadernado), uma arte promocional, e esboços do Alex Ross para a capa nova do erncadernado (relançado lá fora pela Dark Horse, que assumiu os direitos da franquia após a NOW Comics). Mas o grande destaque vai para a introdução (do Ron Fortier) e o posfácio (do Alex Ross). a introdução é aquela coisa mais comum, mas é bacana ver o Fortier dizerndo que não propriamente queria escrever Exterminador do Futuro, mas sim outros títulos, e um pouco dos bastidores de como acontecem esses acertos com editoras e agentes, encontros em convenções, etc. Mas a grande pérola mesmo é o posfácio do Ross. Esqueçam aqueles clichês desse tipo de material onde é só rasgação de seda e elogios. As duas páginas do Ross são um grande relato sincero de um artista mostrando suas dificuldades em encontrar um estilo em seu início de carreira. É senscional ve-lo falando em como uma certa "arrogância" o fez achar que seria um trabalho fácil (pela sua experiencia prévia com artes pintadas e fotorrealistas) e o choque de realidade que recebeu ao ter que lidar com prazos e ter que produzir 22 páginas por mẽs. É massa demais le-lo falando de como teve que adaptar seu estilo e o material com que trabalhava na época, e o quanto isso foi importante para seu crescimento como artista. Resumidamente, é daqueles posfácios que realmente enriquece e expande a leitura.

    Um bom e inesperado lançamento da Mythos, de um material que ficou quase 30 anos inédito no Brasil. Muito bom ter a oportunidade de conferi-lo, especialmente para mim que sou fã da saga Exterminador do Futuro.

    E uma leitura recomendadíssima com essa trilha sonora de fundo:

    A nova geração.

  • #2
    Re: [Avaliação] Exterminador do Futuro: Terra em Chamas

    Esse gibi tá no meu radar faz tempo. Certeza que é um gibizão.


    E nunca esquecer da sinceridade do Alex Ross quando na dedicatória de Marvels ele não dedicou a ninguém porque foram todos uns filhos da puta com ele

    Comment


    • #3
      Re: [Avaliação] Exterminador do Futuro: Terra em Chamas

      pow vamos lá, é um bom gibi, cagado pela mytho$. Vale, estourando, 45 mangos.

      Postado originalmente por Pato_Osborn_Olsen Ver Post
      Esse gibi tá no meu radar faz tempo. Certeza que é um gibizão.


      E nunca esquecer da sinceridade do Alex Ross quando na dedicatória de Marvels ele não dedicou a ninguém porque foram todos uns filhos da puta com ele
      Uma excelente leitura de banheiro gentrificada.
      Capa dura de cu é rola.

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      • #4
        Re: [Avaliação] Exterminador do Futuro: Terra em Chamas

        este gibi volte e meia entra na oferta do dia na amazon, mas vende pouquissimo...mesmo com descontos na casa dos 63%

        na próximo vez eu pego....

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        • #5
          Então amigos, depois de DOIS ANOS do lançamento, eu devo ter comprado ano passado (depois eu confiro no histórico de compras da Amazon e até mesmo quanto paguei por ele) e recentemente o li. E tudo que o Daft comentou se traduziu na leitura que fiz, com uma ou outra divergência. Primeiro que a história, mesmo sendo de ação, não achei essa coca-cola toda. Eu SÓ RECOMENDARIA ESSE GIBI PRA QUEM ou é fã da saga Exterminador, o qual o Daft afirmou que é um desses, ou se você é fã do Alex Ross, coisa que eu sou de carteirinha. Até porque, este gibi é um DESSERVIÇO tanto pra ROSS QUANTO PARA OS FÃS DO EXTERMINADOR!





          A primeira coisa que o fã do Exterminador ao meu ver devia torcer o nariz foram esses "Exterminadores de quinta" que arrumaram aí. Quer dizer que pra se proteger eles são parecendo essas máquinas de passar aí? Daft citou os Cylons de Battlestar Galactica, mas eu me lembrei foi do robô de "O Dia que a Terra Parou" que cuida da nave. Além disso, os coadjuvantes do gibi são uns mais patéticos que o outro. Deve ter PELO MENOS umas TRÊS SARAH CONNORS no gibi, fora um ou outro coadjuvante que tem alguns diálogos. De longe o que mais se destaca é o tal do "Caolho", por sua irreverência frente a morte. A trama do gibi é que depois de tanta morte, o John Connor se cansa e resolver dar um fim na Skynet.






          Como o Daft também disse, o gibi é de uma era "pré abundância de adaptações". A única referência que os autores tinham foi o primeiro filme e mais nada. Sem contar que nessa época era comum eles pegarem uma IP e desenvolverem as ideias mais loucas, vide o Star Wars pela Marvel. Só que assim como o André Maloqueiro falou, é realmente uma leitura de banheiro: é só AÇÃO, coisa que o roteirista do gibi já revelou que é sobre isso que Exterminador é sobre, em seu prefácio no próprio gibi. E tem até umas coisas desnecessárias. A tal da Exterminadora modelo playmate que o Daft cita, a "Aurora" inspirada na Cindy Crawford segundo o próprio Ross, NÃO TEM SERVENTIA NENHUMA NA HISTÓRIA! O final dela inclusive chega a ser cômico...





          O próprio Ross no mítico posfácio que o Daft citou comenta que a sua arte ESTÁ UMA MERDA! De fato, o Ross que vemos aqui está um tanto quanto irreconhecível do que vemos utilizar modelos fotográficos pras suas cenas. Os personagens tem um CABEÇÃO num CORPINHO, quase como se o Ross estivesse desenhando bonequinhos. E ele comenta no posfácio que não teve tempo de pesquisar modelos. Aí saiu tudo da cabeça dele, um prato cheio pros seus detratores. O gibi vale mesmo como documento histórico, e eu, como fã do trabalho do autor, ficarei com essa pequena pérola pra coleção. Afinal , é o PRIMEIRO TRABALHO DE ALEX ROSS NOS QUADRINHOS, e é uma merda.




          esse disco é bom mesmo...




          Enfim, gibi que vale mesmo pela curiosidade mesmo de ver o Ross em início de carreira. Como é meu caso, estou satisfeito com o gibi, mas pode desagradar, e muito, aqueles que buscam uma história marcante. Mas pelo menos é divertido, o tal do Ron Frontier tinha sempre isso em mente. Vale até 30 reais, nessas condições.

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          • #6
            A primeira mini da Dark Horse é melhor.

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