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[AVALIAÇÃO] Batman - Detective Comics #21: O FIM DO INÍCIO DO COMEÇO DO FIM

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  • [AVALIAÇÃO] Batman - Detective Comics #21: O FIM DO INÍCIO DO COMEÇO DO FIM



    Batwoman teve a coragem e o sangue frio necessários para alvejar o Cara de Barro. Agora, ela terá que lidar com o julgamento do Homem-Morcego… e pior, de seus colegas, que não parecem nem um pouco dispostos a perdoá-la. E mais: a origem do Cara de Barro revisitada e reformulada. Uma história comovente criada pelos autores James Tynion e Eddy Barrows, a dupla que ousou levar o vilão para o lado dos heróis. Pra completar, uma matéria sobre o lodoso personagem.


    (Detective Comics 974, Detective Comics Annual 1)


    Revista tradicional
    17 x 26 cm
    68 páginas
    Papel LWC
    Capa Couché, Lombada Canoa (Grampeada)
    R$ 7,50l
    Distribuição Nacional
    --------------------------

    A Queda dos Cavaleiros: esta história é como um "epílogo" dos eventos do "arco" finalizado na última edição, A Queda dos Morcegos.





    Basicamente trata da Batfamília se partindo depois que a Batwoman resolver dar um tirumbaço na cabeça do Cara de Barro depois que ele se descontrolou. História boa, com diálogos e emoções intensos. Gosto desse tipo de edição que trata das "reações" dos personagens aos fatos da história. Tem muito autor que não liga pra isso. Philippe Brriones fazendo o trabalho de sua vida, o que não é dizer muito.





    Anual: esta história é a "origem do Cara de Barro" e..., ela é estranha. Mas não o que tá na história em si que é bem banal, meio que recauchutagem pra leitores que já tem alguma bagagem de Batman. Mas ela é estranha no sentido de COMO ela é escrita. Ela COMEÇA RUIM, FICA BOA e NO FINAL FICA RUIM DE NOVO!





    A história começa com o Basil e o seu pai num estúdio de cinema, e o pai do Basil sendo o primeiro que lhe introduziu a droga cosmética que o transformaria no Cara de Barro, o Renu. Aí depois tem um salto do tempo onde mostra o Basil gostosão da galera, ator famoso e comendo ocasionalmente a "amiga" assistente. Vira uma cópia de "Dr. Estranho - O Filme" e ainda mais exagerada quando ambos, PAI E FILHO se acidentam ao mesmo tempo em coisas não relacionadas. Até aí é ruim.



    "eu quero que as pessoas me vejam como sou de verdade. Agora chupe meu pau"


    Aí a história FICA BOA quando o Basil se acidenta, vai atrás do Renu e começa a usar para modificar o seu rosto e deixar bonito de novo. O Batman começa a investigar o roubo do material, que foi banido pelo governo por causar derretimento do cérebro, ou algo assim, e encontra Basil novamente. ATÉ AÍ A HISTÓRIA É BOA, mas chega num momento que fica ruim DE REPENTE.





    CHEGA UM MOMENTO onde o Basil tá preso pelo Batman por roubar a pomadinha, aí chega a DIRETORA DO FILME QUE ELE TRABALHA, que foi depois do acidente com a cara ajeitada, e dá uma LIÇÃO DE MORAL da porra no Basil, dizendo que se ele quisesse trabalhar, ele teria trabalho no filme, porque o que importava pra ela era a pessoa, a atuação, blá blá blá. Aí a PORRA DO BATMAN, logo depois, também vem cheio de BOA VONTADE e vem dizer que o cara não é monstro, que o cara tem que se controlar, que o que importa é ele, etc. OU SEJE, a PORRA DA HISTÓRIA DEIXA CLARO E EVIDENTE QUE TUDO QUE TRANSCORRE DESFAVORÁVEL AO BASIL É APENAS E UNICAMENTE DEVIDO AS ESCOLHAS QUE ELE MESMO FEZ. E até certo ponto, isso é verdade. Acontece que a história IGNORA COMPLETAMENTE QUE ARTISTAS DE CINEMA VIVEM QUASE QUE EXCLUSIVAMENTE DE BELEZA E APARÊNCIA. É FATO CONSUMADO ISSO, NINGUÉM VAI TRABALHAR EM PAPEL IMPORTANTE SENDO UM FEIOSO. É JUSTAMENTE DEPOIS DE MUITO TEMPO E ALGUNS TRABALHOS E TESTES DO SOFÁ, QUE O ARTISTA SE PROVA, E AÍ SIM, É LEVADO EM CONSIDERAÇÃO APENAS EM RELAÇÃO AO SEU TALENTO.



    Basil: que porra nenhuma!


    Tem até um trecho, e eu realmente gostaria de ter achado a imagem, onde o Tynion IV coloca na boca da diretora Verônica Cale ""e quero que entenda que não tem nada a ver com sua aparência". Indubitavelmente as escolhas que fazemos são culpa e razão de nos mesmos, mas TAMBÉM é INEGÁVEL que fatores externos são a principal força motriz por trás dessas escolhas. A história "nova" (entre parenteses porque tirando essa parte cagada, é uma cópia descarada da origem do personagem em Batman - The Animated Seres, o próprio autor afirma que foi tirado de lá numa matéria ao final da revista) do Tynion IV ignora solenemente isso. Vai tomar no cu.



    Basil: vai tomar no meio do seu cu!



    Grande parte do APELO de personagens é que podemos nos identificar com seus problemas e termos EMPATIA POR ELES. Não precisa ser igual a nós, mas apenas que reconhecemos o nós no outro. QUE PORRA DE HISTÓRIA É ESSA onde o cara vem dizer que "as chances estão todas aí, só depende de você"? Ainda mais nas circunstâncias apresentadas? QUER DIZER QUE TODOS TEM CHANCES E CONDIÇÕES IGUAIS, É? Quando eu vejo um negócio desses eu me pergunto se o autor vive no mundo real ou se quer trazer alguma de suas "crenças" na "mensagem" que a história passa, como se fatores externos não influenciassem nas suas decisões e condições. Nojo.





    Depois disso a história ainda fica boa, mostrando que o Basil manda o Batman se foder, só que no processo fode todo mundo ao seu redor. Aí o final é foda que o gibi DECIDE PARAR. Tem um final voltando o flashback do Basil com seu pai, mas no meio do faite contra o Batman o gibi decide "é, tá bom já, né?" E corta pro final. - um dos finais mais abruptos que já vi, mas beleza, já sabemos como a história termina mesmo. Só que foi muito cagado. A EXCELENTE arte do Eddy Barrows quase suaviza esse anual com "mensagem de moral cretina" embutida.



    "pai, você tá morrendo? Eita porra, eu também!"


    Ao final do gibi, uma matéria falando da complicada mitologia a cerca do tão fascinante personagem que é o Cara de Barro. Este gibi foi bem mais ou menos e tá longe da "empolgação" que eu tive no começo desse arco, lá em Detective Comics #19, parece até que o gibi fez um "pega-trouxa"... . Vamo andar com fé que melhore, né?

  • #2
    Re: [AVALIAÇÃO] Batman - Detective Comics #21: O FIM DO INÍCIO DO COMEÇO DO FIM

    A narrativa é em saltos para momentos pontos chaves da vida do Basil e acho que a conversa com o pai é meio uma metáfora para
    o monstro que ele iria se tornar. O irônico que seguindo o conselho do pai de esconder o monstro ele acaba se transformando no monstro nas atitudes que toma ferido pessoas próxima a ele.
    Isso veio enquanto eu lia seu texto. O cara da caverna do morcego falou que poderia ter um sub texto sobre abuso.
    Essa foi minha primeira dectetive e pensando se continuo com essa revista apesar dos aumentos da panine

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    • #3
      Re: [AVALIAÇÃO] Batman - Detective Comics #21: O FIM DO INÍCIO DO COMEÇO DO FIM

      Postado originalmente por Gárgula Vermelho Ver Post
      A narrativa é em saltos para momentos pontos chaves da vida do Basil e acho que a conversa com o pai é meio uma metáfora para
      o monstro que ele iria se tornar. O irônico que seguindo o conselho do pai de esconder o monstro ele acaba se transformando no monstro nas atitudes que toma ferido pessoas próxima a ele.
      Isso veio enquanto eu lia seu texto. O cara da caverna do morcego falou que poderia ter um sub texto sobre abuso.
      Essa foi minha primeira dectetive e pensando se continuo com essa revista apesar dos aumentos da panine
      Vamos definir "saltos" de tempo como algo visto na edição #4 de Watchmen onde é um personagem rememorando os fatos ocorridos consigo, sem alteração do cenário por nenhum recurso como o tom ou outros baluartes e geralmente se estende por poucos quadros, não várias páginas.


      mais ou menos isso aí - o Manhattan vai ao passado ao futuro e depois ao passado novamente em meros três quadros

      Esse negócio de "narrativa em saltos" não cola, porque ao meu ver só teve dois ou três "saltos" aí, quando ele faz o flashback (ao final da edição o "salto" se torna um flashback já que volta imediatamente a um momento no passado) no começo, depois vai pro "presente da história" (a história não avança e nem volta cronologicamente para outro tempo a partir deste ponto) onde toda a ação transcorre com sua passagem de tempo normal (também não é "salto" quando um acontecimento sucede outro como TODAS AS OUTRAS HISTÓRIAS são feitas) e na última página volta ao princípio, o que pra mim é mais flashback do que "salto".


      A metáfora sobre o "monstro que vai se tornar" tudo bem, é bem óbvia na verdade. O que critiquei principalmente foi a TOTAL FALTA DE HABILIDADE em fazer com que a história REALMENTE fosse unicamente por conta das decisões de Basil, como o texto deixa claro a entender, e não por conta de alguns fatores externos, como aparência, carreira, etc. O que seria o mais "normal".

      Uma coisa é fazer com que o personagem tome decisões por causa unicamente de sua personalidade, mesmo tendo outras chances de se redimir. Aí é uma tragédia. Quando os personagens vão na cama do hospital do Basil dizer que a culpa é toda dele, aí eu acho uma puta duma idiotice.

      O subtexto sobre abuso é interessante, poderia ser identificado porque o pai do Basil tava com uma cachaça e um copo na mão, mas eu acho que é um pouco de "ver demais" o que tem ali, afinal o cara tava ensinando as nuances de sua profissão ao Basil. No começo do gibi até INCENTIVA A CURIOSIDADE do moleque. No fim do gibi tá vendo filme de terror com ele. Se fosse um relacionamento abusivo, acho que a atitude seria outra.

      Se por "abuso" você quer dizer que o pai do Basil comia o cu dele, aí eu só acho nojento. Uma coisa é "sutileza" outra coisa é "devaneio".

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      • #4
        Re: [AVALIAÇÃO] Batman - Detective Comics #21: O FIM DO INÍCIO DO COMEÇO DO FIM

        Certo.
        Sobre abuso só passei o que vi em um vídeo.
        Aos saltos me referia não necessariamente a longos períodos de tempo,mas a momentos decisivos do personagem.
        Folhei a revista e realmente é flashback, mas oque queria dizer era o pontos do Basil conversa com agente, namorada e acidente .
        Mas vendo aqui decisivo mesmo foi o acidentes.
        e concordo em momentos da historia eu me pegava pensando ´´velho olha a situação do cara`` sobre o autor foi a primeira historia que li.

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