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[AVALIAÇÃO] Jessica Jones #2 - Os Segredos de Maria Hill

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  • [AVALIAÇÃO] Jessica Jones #2 - Os Segredos de Maria Hill



    Jessica Jones está de volta a seu lugar de direito: seu próprio título, onde ela pode continuar a trabalhar como detetive particular em sua própria agência, Codinome Serviços Investigativos! O que será que a ex-heroína fará quando começar a se deparar com alguns dos mais perigosos mistérios do Universo Marvel? Será este novo caso demais até para a investigadora superpoderosa? Qual é o papel de Maria Hill, a foragida ex-diretora da SHIELD, nisso tudo? E, talvez o mais importante... será que ainda é tempo de Jessica tentar consertar os mais recentes problemas em sua vida particular?

    Jessica Jones #7 a #12

    R$21,90 - 140 páginas
    E não é que Bendis realmente voltou aos bons tempos? O volume anterior foi surpreendentemente bom (considerando o histórico não tão recente do roteirista) e o nível se mantém aqui.

    Aqui, Jessica Jones é procurada por Maria Hill, que precisa descobrir quem colocou sua cabeça a prêmio. A partir daí, a protagonista se envolve em um intrincado jogo de espionagem, que esbarra, inclusive, em segredos da SHIELD.

    O roteiro de Bendis segue aquele estilão das histórias de espionagem, com muito mistério e personagens que sempre parecem saber mais do que revelam. Além disso, a trama captura nossa atenção desde início e deságua em um plot twist bem interessante. A esta altura, não é novidade que a SHIELD já fez (e faz) altas merdas secretas, sob o pretexto de manter a “paz e a ordem mundial”. Mas não deixa de ser legal ver uma agência de segurança, identificada como uma força do “bem”, colocando esqueletos para fora do armário.

    Achei meio pobre a forma como Jessica descobre a identidade de quem está caçando Maria Hill. Narrativamente falando, é muito conveniente que a protagonista conheça alguém com trânsito suficiente no submundo, capaz de descobrir, sem a menor dificuldade, uma coisa dessas. Isso não compromete a história, mas é um detalhe que poderia ter recebido um cuidado maior por parte de Bendis.

    Embora não tenha sido inteligente, foi bem divertido ver Jessica zoando o cabelo de Sharon Carter. Pior que Gaydos desenhou a Sharon com a maior cara de baranga mesmo.

    Falando em Michael Gaydos, ele mantém a qualidade habitual. Sua arte é estática e, decididamente, não funcionaria em uma trama de ação. Mas para história no estilo de Jessica Jones, com raros momentos de ação, funciona bem. Até por causa disso, foi uma boa iniciativa escalarem Javier Pulido para desenhar as sequências em flashback, que mostram uma antiga missão da SHIELD executada por Maria Hill.

    Destaque para as capas de David Mack. Uma mais foda que a outra.

    8.jpg9.jpg11.jpg































    Review Volume 1:
    https://www.mbbforum.com/forum/mbb/q...nes-1-afastada
    Last edited by Cabral; 20-07-2019, 12:18 PM.

  • #2
    Re: [AVALIAÇÃO] Jessica Jones #2 - Os Segredos de Maria Hill

    Chupa, R2


    Postado originalmente por Gesuis
    Eu, um cara com certo conhecimento e bagagem, que é ligado em música nem sabia que um deles tinha morrido, de tão relevante que eles são.
    Comentando sobre os Beastie Boys


    www.twitter.com/matheuslaneri

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    • #3
      Re: [AVALIAÇÃO] Jessica Jones #2 - Os Segredos de Maria Hill

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      • #4
        Re: [AVALIAÇÃO] Jessica Jones #2 - Os Segredos de Maria Hill

        Dando continuidade nas histórias da Jessica, o primeiro arco mostrava uma personagem quebrada, ou pelo menos encenando isso, pois sua missão era agir como agente infiltrada. Isso, claro, abalou o relacionamento com várias pessoas, inclusive seu marido Luke Cage que sumiu com a filhinha do casal.

        Nesse arco vemos a reconciliação para em seguida aceitar o trabalho de descobrir quem quer matar Marial Hill, agora já sem trabalhar para a Shield. A trama se complica quando Jessica precisa descobrir não quem, mas por que a própria Maria Hill criou um contrato para ser assassinada. Michael Gaydos, junto com Matt Hollingnsworth recuperam o traço que já tinham usado na criação da personagem na década passada, com exceção de uma parte da edição 11 que fica a cargo total de Javier Pulido.

        Uma arte que casa bem com a proposta da história. Mais densa, que busca um realismo ao mesmo tempo que se esbalda na tensão da baixa iluminação e remetendo ao estilo Noir. Temos cores, mas é o contraste pesado que guia a narrativa como algumas quebras nos enquadramentos interessantes, embora confuso em diferentes casos. Enquanto o Javier Pulido se responsabiliza pelos enxertos no passado da Maria Hill nas últimas edições, com traço mais estilizado e menos cores, mostrando poucos tons de cinza na personalidade da personagem em começo de carreira.

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        • #5
          Re: [AVALIAÇÃO] Jessica Jones #2 - Os Segredos de Maria Hill

          Mais um GIBIZÃO do Bendis a frente da Jessica, fica até redundante eu dizer alguma coisa sobre a revista depois das análises minuciosos e precisas de Cabral e prestogaudio, mas vou tentar dar alguma conotação nova.





          Logo de cara a gente vê que o gibi vai ser alta espionagem (como foi o primeiro). E isso não falo de filmes como Espiões 3D ou 007 (embora a história do Pulido envolvendo o tal do "segredo" da Maria Hill remeta a essas séries, seu conteúdo é bem hardcore), mas em obras como O Espião que Sabia Demais, Intriga em Berlin ou O Dia do Chacal. A história do Bendis nesse sentido tem uma sutileza MUITO BOA, e acho que como o Cabral disse "mostra menos do que os personagens sabem".



          negão cheio de firula


          Uma crítica que faço é quanto a situação de mal estar envolvendo Jessica e Luke da última edição. Ao que parece, o negão ficou boladão porque a mulher dele foi fazer papel de infiltrada para desbaratar celula da Hidra, só que o bicho não gostou. Porra, muito machismo do Luke aí não acham? Já que quando saia com os Vingadores, o negão era só putaria, até pelado ficou. Sem contar que o celeuma foi rapidamente resolvido e pensei que pudesse ser estopim para até uma separação do casal. Achei que se resolveu de forma "en passant demais. Quase como se não tivesse importância, e como visto no encadernado anterior, as situações foram bem tensas.






          Folheando agora o gibi eu vejo como a trama é até meio "jogada", não tem uma investigação em curso, Jessica apenas vai de um lado para o outro causando reações e ocasionalmente alguma coisa ocorre com ela para dar um "susto" na história. Mas de maneira nenhuma isso é ruim, visto que o Bendis tem uma capacidade filha da puta de pegar o leitor e levar para onde quiser. O gibi PARECE complicado e intricado, mas é bem simples e direto. Até em relação as suas revelações, como o Cabral falou, tiradas do cu, como a puxada pela personagem Orvalho em determinado momento, essencial para a progressão da trama.



          Jessica Jones: não investiga porra nenhuma



          A outra coisa que eu queria dizer é que a parte com o Javier Pulido desenhando traz uma carga hardcore muito boa. Já tô me repetindo, mas acho que tem a ver com os "contrastes" que o prestogaudio falou, muito utilizado em histórias "noir". O encontro da Maria Hill com o Nick Fury que vale além das filha da putices envolvendo espiões, num traço que devia ser mais animado e cartunesco, mas que os tons escuros dão uma outra pegada.






          Gibizão. Uma das melhores leituras atuais e Bendis em ótima forma. A edição da Panini tá boa, com capas originais e variantes ao final da edição. Só fica um pouco ruim de saber quando termina um capítulo e começa outro, fico procurando aquela porra de referência, mas às vezes parece que tão escondendo do leitor. Ah, e Michael Gaydos fazendo mísera.






          Postado originalmente por Cabral Ver Post
          E não é que Bendis realmente voltou aos bons tempos? O volume anterior foi surpreendentemente bom (considerando o histórico não tão recente do roteirista) e o nível se mantém aqui.

          Aqui, Jessica Jones é procurada por Maria Hill, que precisa descobrir quem colocou sua cabeça a prêmio. A partir daí, a protagonista se envolve em um intrincado jogo de espionagem, que esbarra, inclusive, em segredos da SHIELD.

          O roteiro de Bendis segue aquele estilão das histórias de espionagem, com muito mistério e personagens que sempre parecem saber mais do que revelam. Além disso, a trama captura nossa atenção desde início e deságua em um plot twist bem interessante. A esta altura, não é novidade que a SHIELD já fez (e faz) altas merdas secretas, sob o pretexto de manter a “paz e a ordem mundial”. Mas não deixa de ser legal ver uma agência de segurança, identificada como uma força do “bem”, colocando esqueletos para fora do armário.

          Achei meio pobre a forma como Jessica descobre a identidade de quem está caçando Maria Hill. Narrativamente falando, é muito conveniente que a protagonista conheça alguém com trânsito suficiente no submundo, capaz de descobrir, sem a menor dificuldade, uma coisa dessas. Isso não compromete a história, mas é um detalhe que poderia ter recebido um cuidado maior por parte de Bendis.

          Embora não tenha sido inteligente, foi bem divertido ver Jessica zoando o cabelo de Sharon Carter. Pior que Gaydos desenhou a Sharon com a maior cara de baranga mesmo.

          Falando em Michael Gaydos, ele mantém a qualidade habitual. Sua arte é estática e, decididamente, não funcionaria em uma trama de ação. Mas para história no estilo de Jessica Jones, com raros momentos de ação, funciona bem. Até por causa disso, foi uma boa iniciativa escalarem Javier Pulido para desenhar as sequências em flashback, que mostram uma antiga missão da SHIELD executada por Maria Hill.
          Cara, eu achei um gibizão, inclusive, melhor do que o volume 1 (que também é excelente).

          Parece até que são as histórias que o Bendis queria continuar contando com a Jessica, mas chamaram ele para Vingadores no meio e ele não ia recusar a grana.

          Acho que se fez POUQUÍSSIMAS alterações para "caber" na cronologia.

          Concordo que assim como o Bendis tirou essa tal de "Orvalho" do cu, ela tirou a informação que a Jessica precisava, mas acho que é um detalhe menor que não influencia a qualidade da história.

          Arte do Gaydos continua foda.

          E sim, uma mulher que envelhece dos 30 e poucos para mais de 50, mesmo sendo a Sharon, ia ficar uma coroa meio baranga - mas tem coroa que dá muito show. Foda, queria comer.


          Postado originalmente por prestogaudio Ver Post
          Dando continuidade nas histórias da Jessica, o primeiro arco mostrava uma personagem quebrada, ou pelo menos encenando isso, pois sua missão era agir como agente infiltrada. Isso, claro, abalou o relacionamento com várias pessoas, inclusive seu marido Luke Cage que sumiu com a filhinha do casal.

          Nesse arco vemos a reconciliação para em seguida aceitar o trabalho de descobrir quem quer matar Marial Hill, agora já sem trabalhar para a Shield. A trama se complica quando Jessica precisa descobrir não quem, mas por que a própria Maria Hill criou um contrato para ser assassinada. Michael Gaydos, junto com Matt Hollingnsworth recuperam o traço que já tinham usado na criação da personagem na década passada, com exceção de uma parte da edição 11 que fica a cargo total de Javier Pulido.

          Uma arte que casa bem com a proposta da história. Mais densa, que busca um realismo ao mesmo tempo que se esbalda na tensão da baixa iluminação e remetendo ao estilo Noir. Temos cores, mas é o contraste pesado que guia a narrativa como algumas quebras nos enquadramentos interessantes, embora confuso em diferentes casos. Enquanto o Javier Pulido se responsabiliza pelos enxertos no passado da Maria Hill nas últimas edições, com traço mais estilizado e menos cores, mostrando poucos tons de cinza na personalidade da personagem em começo de carreira.

          O que eu NÃO GOSTEI foi o fato que na edição anterior o Luke ficar todo putinho com a Jessica, aí é revelado que foi tudo uma missão e agora eles tão de boa.


          Isso eu achei uma bosta.


          Pergunta se quando esse negão irresponsável foi brincar de Vingadores se a Jessica ficava regulando esse puto.

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