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[AVALIAÇÃO] Batwoman Renascimento #2

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  • [AVALIAÇÃO] Batwoman Renascimento #2




    A caçada de Batwoman pelo grupo terrorista Os Muitos Braços da Morte a deixou em uma posição difícil: isolada em pleno Deserto do Saara a mercê do Agulha, um dos mais temidos assassinos da organização criminosa. Para piorar, o mestre do medo Espantalho está envolvido nos acontecimentos de uma maneira nefasta que caberá à Kathy Kane desvendar. Para isso, a heroína precisará encarar seus maiores temores, além de confiar em Colônia-Um, um adversário que se antes estava ansioso para matar Batwoman, agora pode ser sua única esperança.


    (Batwoman 7-12)


    Encadernado
    17 x 26 cm
    140 páginas
    Papel LWC
    Capa Cartão, Lombada Quadrada
    R$ 21,90
    Distribuição Nacional
    ----------------------------


    Esse gibi da Batwoman tá se saindo uma bella surpresa. Leitura agradável, bem cadenciada, bem narrada e história boa. Aqui fica mais do que comprovado que a força motriz por trás dessa nova fase é a talentosa Marguerite Bennet ainda no título junto a Kate Perkins, mas que no primeiro encadernado assinou junto ao insosso James Tynion IV, ou pra dar """"""""""""credibilidade"""""""""" a roteirista (credibilidade PRA QUEM?) ou pra aprender o ofício ao lado de uma escritora talentosa. Mesmo ela sendo aluna do Scott Snyder.





    A história Medo e Aversão começa com uma Batwoman desorientada no meio do deserto, logo vimos que houve um acidente com ela ao investigar a localização da base da organização "Os Muitos Braços da Morte" que sintetizam uma droga pra transformar o povo em monstro. Esse é o "esqueleto" da história, que se abre num leque para que Kate Kane relembre o seu relacionamento com a contrabandista e mercenária Safiyah, sua irmã Beth e o relacionamento com seu pai enquanto tenta vencer os psicotrópicos que afetam a sua mente.





    Esse gibi da Batwoman não é uma simples "versão feminina do Batman", o que é mais legal. Ler as histórias da Batwoman parece algo mais parecido com uma história de 007 só que a protagonista sendo mulher e vestindo a roupa do Batman. Essa abordagem diferente faz com que Kate Kane seja uma personagem especial. O fato dela ser lésbica, além de agradar os olhos do leitor onanista, não é tratado como algo que a personagem fique ESFREGANDO NA CARA DO LEITOR e ainda dando um "wink wink" sobre isso. Ela é lésbica e é como qualquer outra mulher, que goste de homem, mulher ou cavalo.





    Ao se ver presa e alucinada por drogas desenvolvida pelo "Muitos Braços da Morte" (uma alusão a Spectre?), Batwoman se alia a "Colônia Um", um agente da organização criada pelo pai de Kate no primeiro arco de Detective Comics do Renascimento. Esse "Colônia Um" é o melhor agente do pai da Kate, e a relação com a personagem de disputar a atenção de Jacob, mesmo Kate não dando a mínima, é muito boa. Ver os dois se aliarem para transpor o desafio é muito legal.





    A história toma ares surreais em sua parte final, num arco em quatro partes que nem é muito longo e nem muito curto. Uma habilidade rara ao se ler um gibi, como visto recentemente em Planeta de Capas onde metade do arco é uma metade demais. Kate vence os seus desafios, mas o mistério sobre quem está por trás do "Muitos Braços da Morte" permanece. Fernando Blanco e Marc Laming na última parte não devendo nada a ausência do Steve Epting, que pode ser sentida. Ambos fazendo mísera num arco que é uma aula de bom gibi.





    Em Chiqueiro temos o encontro com a Batwoman com outro vilão do Batman (o arco anterior teve a participação de um antigo inimigo do morcego como antagonista) numa parada bem "O Albergue". Esse vilão, Professor Porko, é um dos mais odiosos e asquerosos inimigos do Batman dos últimos tempos. É o tipo de vilão que é fórmula certa para dar certo devido ao seu modus operandi escrotaço. É uma pena a Batwoman não ter dado um corretivo nesse filha da puta. Contando com a ajuda de Julia Pennyworth!





    Na derradeira história, narra o passado de como Kate e Safiyah acabaram seu relacionamento. Outra boa história que só engrandece a personagem. Uma característica interessante da Batwoman é que ela está longe de ser uma personagem que consegue superar os seus desafios por completo e sempre LEVA MUITA PORRADA pra vencer, só tornando a personagem ainda mais humana. Scott Godlewski desenha essas duas últimas partes e não faz feio. Gibi muito bom. Capas originais no início de cada capítulo com indicação do autor na página seguinte. Gibizão!


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