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[AVALIAÇÃO] Art Ops: Agentes da Arte #2 - Popismo

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  • [AVALIAÇÃO] Art Ops: Agentes da Arte #2 - Popismo




    Reggie Revolt era um típico rebelde sem noção até que sua vida foi transformada para sempre quando perdeu o braço em um psicodélico ataque artístico. Com uma pintura viva servindo de prótese, ele agora transforma visões em realidade à frente da organização secreta Agentes da Arte.

    Mas esse não foi sempre o caso. Os Agentes da Arte eram uma equipe muito maior liderada pela mãe de Reggie, que sumiu ao lado de praticamente todos os integrantes originais da organização. Reggie e seu grupo pouco ortodoxo são tudo o que sobrou.

    Esse grupo especializado de combatentes culturais jurou proteger as obras de arte da humanidade a qualquer preço – inclusive resgatando-as das duas dimensões às quais estão confinadas e trazendo-as para o mundo real.

    E eis que surge a figura de Danny Doll, o pai desaparecido de Reggie e antigo líder da Agentes da Arte. Doll foi o enfant terrible da cena de arte pop de Nova York até que um misterioso incidente o enviou a um caminho mais sombrio e perigoso. Agora ele está de volta e quer se reconectar com o filho. Mas isso quer dizer que ele está indo em direção à luz do dia ou se preparando para arrastar o mundo e todos ao seu redor para as trevas?

    A celebrada série criada por Shaun Simon (coautor de The True Lives of the Fabulous Killjoys) e pelos artistas Michael Allred (cocriador de iZOMBIE) e Matt Brundage (The Spirit: As Novas Aventuras) ganha o reforço de Eduardo Risso (100 BALAS) e Rob Davis (Don Quixote) em sua explosiva conclusão!

    (Art Ops 7 a 12)

    Encadernado
    17 x 26 cm
    172 páginas
    Papel LWC
    Capa Cartão, Lombada Quadrada
    R$ 25,90
    Distribuição setorizada para bancas, nacional para lojas e bancas especializadas em HQs
    --------------------------


    Se a primeira edição foi uma história onde o importante era curtir as bizarrices e o experimentalismo dos artistas numa trama lisérgica e surreal, aqui a mesma vibe se mantem, e por isso mesmo o gibi, os seus autores, fizeram muito bem em ficar por aqui mesmo. A "trama" é um fiapo de ideia apenas necessária para manter uma certa estrutura mínima, onde o que mais interessa são as ideias loucas, as gags do roteirista (a mais legal certeza que foi a inclusão dos "papais suburbanos") e as artes de Matt Brundage, Mike Allred e Eduardo Risso permeando e embelezando o gibi (Rob Davis na história curta na penúltima história é meio merda).




    As duas primeiras histórias trazem o passado de como Regina Revoltis teve o filho com o pai desaparecido do Reggie, Danny Doll. Na história, vemos como o Danny "sobrepujou" o moralismo mundano e começou a considerar arte mais importante do que a vida. Uma boa história, mostrando os primórdios do Art Ops. Uma pena os "parças" do Danny não aparecerem mais na série, de fato, foi uma decepção, pois esperava que fossem ser "capangas" do Danny mais a frente. Só um exemplo de como a estrutura da história é zoada em prol de entregar algo diferentão.





    A trama volta ao tempo presente e Reggie ainda envolto com as tretas da Art Ops, sem saber o paradeiro da sua mãe e o resto da organização encontra com o seu pai, Danny Doll. Entrementes, O Corpo tenta vender seu roteiro em Hollywood acompanhado de Juliet, a garota com toque que transforma tudo em veludo. É quando surte os "papais suburbanos", um grupo de homens de meia idade que querem "uniformizar" a arte ao redor do mundo.





    Rapaz, esse gibi foi uma viagem. Mas uma viagem gostosa, uma viagem prazerosa, uma viagem suave. A trama como dito é uma desculpa esfarrapada pras mais transloucadas desvairações. As gags do gibi são ótimas, pra se ter uma ideia, o "guru" dos Papais Suburbanos é o Frederic Werthon.


    se eu tivesse o poder da mão de pintura, faria o mesmo


    O trecho do Corpo em Hollywood parece ser algo totalmente fora do escopo da trama principal e de forma cretina e ao mesmo tempo engraçada é colocada em correlação a história do Reggie. Longe de parecer preguiçoso, é apenas uma maneira mais "deskolada" de enxergar o gibi.



    os "papais suburbanos" em ação


    O final da história é simples e bem sacado. Nada que vai transformar Art Ops no gibi mais relevante da última década, mas com certeza é uma leitura que compensa. O mais importante aqui é a "mensagem" e a experiência que o gibi proporciona. Como nem tudo são flores, mesmo na arte, temos um penúltimo capítulo desenhado de forma porca (mas com estilo) pelo acima citado Rob Davis numa história para lá de banal.





    No frigir dos ovos, Art Ops foi uma série com uma proposta diferente, mais "leve" da linha Vertigo e bem divertida. Uma leitura bem ágil e com bela arte na maioria das vezes. Uma boa série!



    Matt Brundage não faz feio como artista com mais tempo na série, mas que foi vendida pela arte do Mike Allred
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    Magnus Opus
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    Camp
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    Popular
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    "Kitsch"
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  • #2
    Re: [AVALIAÇÃO] Art Ops: Agentes da Arte #2 - Popismo

    Não curti essa série não... achei bem genérica, uma mistura de Missão Impossível desconstruído com Homens de Preto no mundo da arte. Gosto da equipe criativa Shaun Simon tem um argumento interessante e tem tudo a ver com a arte psicodélica do Michael Allred, mas não me convenceu.

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