Anúncio

Collapse
No announcement yet.

[AVALIAÇÃO] Arqueiro Verde Renascimento #4 - A Tale of Two Cities

Collapse
X
 
  • Filter
  • Hora
  • Show
Clear All
new posts

  • [AVALIAÇÃO] Arqueiro Verde Renascimento #4 - A Tale of Two Cities



    Seattle enfrenta a pior crise de sua história: aviões caem do céu, prédios estão vindo abaixo e incêndios se espalham rapidamente. Enquanto a contagem de corpos aumenta, o pânico consome a cidade. E, no centro de tudo, está um misterioso grupo de incitadores do caos, o Nono Círculo. Seu objetivo: a morte do Arqueiro Verde. Será que Oliver Queen e sua equipe conseguirão salvar a cidade e cuidar do Nono Círculo de uma vez por todas? Ou o Arqueiro Esmeralda está fadado a sofrer um destino sinistro ao lado de sua amada cidade?

    Green Arrow 18-25

    Encadernado
    17 x 26 cm
    196 páginas
    Papel LWC
    Capa Cartão, Lombada Quadrada
    R$ 28,90
    Distribuição Nacional
    -------------------------------------


    A medida que os encadernados de Arqueiro Verde vão passando parece que o Benjamin Percy vai acertando mais. Tivemos um primeiro onde o fator novidade contava mais do que a qualidade, mas que ainda se mostrava um gibi legível. A PIOR com certeza foi a segunda edição onde tivemos coisas absurdas como trem transatlântico que passa pelo oceano de um continente a outro e o Ollie revivendo o passado, mas não sozinho numa ilha deserta, com a Canário e uma briga de dois amantes pelo fornecimento de droga. Foram muitas nuances. O terceiro já sinalizava para um meio termo entre o absurdo do roteiro do Percy, seu ritmo frenético e uma boa dose de diversão. Esse encadernado segue a mesma toada, onde parece que Percy encontrou o seu "tom" de aventuras bobildas, divertidas e com um pé no non-sense preguiçoso.





    A primeira história no entanto é mais pé no chão e "crível" no universo do Arqueiro: mostra o reencontro dele com Roy Harper, o Arqueiro Vermelho, por conta de um conflito entre nativos americanos e a empresa do Oliver, as "Industrias Queen" (por favor, parem de inventar nomes de empresas com o sobrenome do dono dela, quase nunca é assim, exceto firma de advocacia) que quer passar um duto pelas terras deles. Os índios bem que podiam calar a boca e aceitar o aluguel pela passagem pelas terras, mas ao invés disso fazem arruaça, e até mesmo os Cães Raivosos aparecem para zoar.


    tem uma parte que o Arsenal reclama dos visores que o Oliver usava nos Novos 52. Olha quem fala...


    História bacaninha, enfase no "inha" porque é bem qualquer nota. Vale mais pela interação entre Oliver e Roy, ver o Oliver tratar com alguém ainda mais louco que ele é legal, porém o Percy não faz nada memorável. Também a história é entrecortada por vários momentos dos dois se conhecendo e entrando juntos no combate ao crime. Arqueiro Vermelho é o Asa Noturna do Arqueiro Verde piorado. Também mostra o passado do Roy antes de conhecer o Oliver, onde ele era meio irmão de índio. Tá sertu...



    Roy Harper: RESPEITE MINHA HERANÇA INDÍGENA! Mais: como é que a Canário que em termos cronológicos só começou a se relacionar com o Ollie um dia desses já sabe tanto sobre legado, família, etc do Arqueiro?


    Além de mostrar também a parte conturbada do Roy drogado viciado. Essa história é como se fosse uma "versão resumida" do status do Arqueiro Vermelho/ Arsenal perante o Oliver. Arte muito boa de Eleonora Carlino e Mirka Andolfo.





    Nas demais histórias do gibi temos um arco que lembra os bons tempos do Benjamin Percy aloprando nos roteiros. Nele o prefeito da cidade, DOMINI, após uma série de eventos onde morrem um monte de gente (meu preferido foi o Eddie Fyers espalhando PEREBA nos hotéis de Seattle), decide que Seatlle tem que mudar, que o negócio tá ficando velho, não vai mais pra frente e que a solução é que Seatlle MUDE DE NOME! Se a moda pega..., alguém avise ao Temer que pro Brasil tomar jeito é só mudar o nome para República dos Bananas.



    Eddie Fyers trabalhando de camareiro no Hotel passando a rola nos travesseiros pro povo pegar pereba


    Entrementes, Oliver vai descobrindo o passado de seu pai que fazia parte da organização Nono Círculo, organização essa que não tem seus objetivos lá muito claros, exceto que querem zoar o barraco. É através de DOMINI que Broderick vai fazer um círculo místico em Seattle para transformar em Star City. Aparentemente fazer isso vai deixar todos os seus planos indo de vento em popa. Essa trama é tão preguiçosa que me dá preguiça apontar as incoerências dela. Primeiro, que o prefeito ameaça o filho de um dos vereadores para que mude o nome da cidade. Tipo, o que impediria o cara de que assim que dissesse que ia fazer o que o prefeito pediu não fosse correndo pra polícia avisar o que ocorreu?



    "é uma manobra política"


    Essa história opera numa lógica bizarra da conveniência. Personagens aparecem do nada, as coisas acontecem da forma que precisam, não dando elementos de roteiro para que aconteçam e façam com que as coisas sejam naturais. As situações são caricatas. No clímax da história, a passagem do penúltimo para o último capítulo, temos cena de Broderick jogando golfe na chuva enquanto desfralda o seu plano de acabar com um símbolo de Seatlle, enquanto Eddie Fyers e seus capangas levam uma sova inverossímil para caralho do Arqueiro. Aí no começo do último capítulo, temos isso:


    não fique de bobeira nas portas dos restaurantes. Oliver pode intimidar você a dar esmola pros outros


    Se tem uma coisa que não se pode negar contudo é que é uma história bem divertida. Até que foi divertido ver o Arqueiro lutando contra vários oponentes para salvar a cidade dos planos esquizofrênicos do Nono Círculo. E por pior que tenha sido essas andanças com os panacas do Nono Círculo, pelo menos vamos começar uma nova fase (mas é pegadinha, porque DE ALGUMA FORMA, eles sobreviveram). Foi legal ver os parceiros do Oliver também, Arsenal e Canário Negro, derrotando Muralha, Lince. Afora o final ridículo e a história cretina, foi um gibi legalzin.





    Se tem uma coisa que compensa esse roteiro tosco do Benjamin Percy é a arte. Juan Ferreyra entre lindas marcantes imagens das lutas. Ao fim do gibi, temos um epílogo onde esse negócio de "rico também vai pra cadeia" é balela, e o Oliver dá uma despistada porque tem mais amigos que o Lula, saindo da cadeia paga sob fiança do coadjuvante mais útil para o Ollie, mas que no entanto é o mais desprezado, Henry.





    Enfim, pra não deixar de ser panaca, Benjamin Percy vai e coloca no final um gancho idiota para as próximas aventuras. Se se pensasse que seria o fim do Nono Círculo, Percy CONTINUA INSISTINDO nessa ideia de merda. Sei lá porque ainda compro essa bosta. E olha que foi MAIS CARO, hein? Bateu quase os 30 reais esta edição.



    cenas das próximas merdas por vir na série

  • #2
    Re: [AVALIAÇÃO] Arqueiro Verde Renascimento #4 - A Tale of Two Cities

    estes desenhos são tão legais que chego a duvidar que seja ruim




    Postado originalmente por Pato_Osborn_Olsen Ver Post
    Eddie Fyers trabalhando de camareiro no Hotel passando a rola nos travesseiros pro povo pegar pereba

    Comment


    • #3
      Re: [AVALIAÇÃO] Arqueiro Verde Renascimento #4 - A Tale of Two Cities

      Finalmente Benjamin Percy está me agradando, foi um longo processo de três encadernados sofríveis, mas com melhoras pontuais.

      Percy finalmente encontrou o Oliver ativista que a muito tempo não existia. São três histórias, dois arcos e um one shot. Começando pelo retorno de Roy Rarper para Seattle enfrentando policiais corruptos e empresários exploradores que tentam acabar com uma reserva indígena. A história tem altos e baixos e se desenvolve em duas linhas temporais. O ponto forte é o lado político no presente onde uma manifestação contra a instalação de um oleoduto é massacrada pela polícia aliada a uma milícia supremacista racista.

      Infelizmente o passado do Roy como Ricardito foi bem bobo, um repeteco da origem do Jason Tood, mas com o Roy morando em um shopping e roubado a carteira do Oliver, e depois a relação dos dois sempre de forma superficial. Percy ainda referencia a fase em que Roy estava viciado em heroína, mas não funcionou. Acredito que a única passagem relevante do passado, e que deveria ser mantida era sobre o Roy antes do Oliver, esse mais importante para a trama.

      Em relação ao senso de urgência e a ação, esse arco se desenvolve de forma bem legal, inclusive com uma conclusão que realmente força mudanças de status quo. Mas ela não entrega muito mais que isso.

      Comment

      Working...
      X