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[AVALIAÇÃO] Superwoman Renascimento - Volume 2

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  • [AVALIAÇÃO] Superwoman Renascimento - Volume 2




    A Superwoman está em uma encruzilhada. Suas lembranças estão fora de sincronia com o mundo, seus superpoderes estão drenando sua vida pouco a pouco e a única esperança de sobrevivência é abrir mão de sua neófita carreira como super-heroína. E enquanto Lana lida com seus demónios internos e externos, novas ameaças monstruosas seguem ferindo aqueles mais próximos. Com ou sem poderes, a Superwoman não terá outra opção a não ser dar tudo de si para mudar o trágico destino da cidade de Metrópolis!


    (Superwoman 8-12)


    Encadernado
    17 x 26 cm
    124 páginas
    Papel LWC
    Capa Cartão, Lombada Quadrada
    R$ 19,90
    Distribuição Nacional
    ----------------------------------


    Mesmo achando o Volume 1 uma BOSTA, voltei pra esse volume pensando que seria o "encerramento" da fase da personagem. Pensei "porra, foi ruim o primeiro, mas se o segundo acabar, pelo menos tenho a fase completa", acontece que bosta com bosta só faz feder e virar bostanágua. Não tem nada que fique melhor sendo bosta. E infelizmente, não temos mais a arte do Phil Jimenez na revista, o único diferencial do volume anterior. Mas felizmente ele abandona os roteiros também, para o bem e para o mal.





    A primeira história serve como epílogo da porqueira que foi a história anterior. Como se já não tivéssemos muito disso, temos a Lana enfrentando seus fantasminhas só que com a surpresa que é dentro da cabeça dela (oops). A história inteeeeeeeeeira é um exercício de consciência da personagem, tratando os seus anseios e angustias com as figuras de Lois Puta, Clark e os pais e irmão da Lana, mas é claro que esses não importam, né? Afinal a relação com a Lois Puta foi muito mais marcante. O roteiro aqui ainda é Phil Jimenez como dá pra perceber devido a caneta pesada no texto. Arte bem boa de Jack Herbert e Stephen Segovia.



    mulheres descontroladas - eu sei o que elas querem (amor


    Na segunda história, temos MAIS HISTÓRIA com falação tendo que "estabelecer" a Lana como protagonista. Desta vez ela recebe a visita do Clark e fica voando com ela, chorando porque seus poderes foram embora. Puta que me pariu. Como se o gibi ainda ficasse INSISTINDO em MOSTRAR PORQUE A PERSONAGEM VALE A PENA SER LIDA, ao invés de criar algo realmente cativante e interessante, o gibi agora quer fazer draminha porque essa rapariga que mal teve doze edições de vida fique chorando porque perdeu os poderes que ela nem quis pra começo de conversa, foi cooptada pela Lois Puta.



    Superwoman: a queridinha de Metropolis, já que o Super-Homem tava de férias com a família quando a Ultrawoman atacou


    A Lana entra assim na categoria "Miss Marvel de Brian Reed" dos personagens que ao invés de fazerem coisas heroicas e serem reconhecidos por isso, querem a "fama" porque são o que são, personagens com um objetivo que é um fim em si mesmo. Sem contar que esse draminha é a puta que me pariu, né? Ao final do encadernado ela ganha poderes de qualquer jeito. Arte muito boa de Billy Tan contudo, e a partir desta história o gibi consta com roteiros de K. Perkins, obrigado, Panini, por não avisar no início dos capítulos.





    Na história seguinte temos o começo de um novo arco. MAIS UMA VEZ, seguindo o exemplo da bosta de A Morte do Gavião Negro, um exemplo de merda, temos vários flashbacks sendo utilizados a fim de se dar "cortes rápidos" na narrativa, como se isso a deixasse mais interessante e dinâmica. Em poucas páginas o gibi passa de "agora", para "muitos meses atrás" e depois para "semanas atrás", ainda tem um "mais tarde". Mas é semanas atrás em relação ao quê? Em relação a "muitos meses atrás" ou a "agora"? E "mais tarde" é de "semanas atrás", quer dizer que é "mais tarde" no passado do "agora", mas é o futuro em relação ao "muitos meses atrás". Mais tarde é passado, puta que me pariu...



    Lana busca ativamente os seus poderes de volta


    Confusões cronológicas a parte, a trama que se inicia neste arco é a Lana tendo crise porque perdeu os poderes (poderes que não queria), recorrendo a ajuda da sobrinha do Aço pra conseguir uma roupa que a permita ficar poderosando por aí, enquanto o irmão dessa sobrinha, Natasha, foi sequestrado por um vilão meio bosta, o Gancho, mas que sequestrou esse pirraia, o Zeke. O irmão do John Henry, Aço, é um criminoso que também já apareceu no último volume tunado pela Ultrawoman e agora busca também esse mesmo vilão que sequestrou seu filho.



    como é que esse porra de Clay, o pai do Zeke e irmão do Irons, aparece depois no gibi atrás do Gancho se aqui ele vai preso?


    Não preciso dizer que essa trama é uma bosta desinteressante e aborrecida, PERMEADA de caixas de texto da filosofia de superação de Lana Lang. A única coisa REALMENTE interessante de fato é o CAVEIRA ATÔMICA virar um operativo da Unidade de Crimes Especiais. Isso sim é uma história do caralho!



    Caveira Atômica, oficial da UCS, esse sim um gibi que valeria a pena ler


    Na conclusão da história, finalmente a Superwoman faz algo que preste depois de ter falhado. Só demorou um encadernado inteiro para ela resolver seus problemas mentais e fazer alguma coisa que valesse o título. E ainda sai por aí se achando a fuderosa, mesmo tendo a assistência de Aço, Natasha Irons transformada. E olha que o moleque acaba ainda desaparecido, mas o importante é que a Lana Lang se sinta bem como heroína fuderosa. Que heroína do caralho, um verdadeiro exemplo pra todas as raparigas. O importante é você. Seja a mais fuderosa, busque ativamente por isso mesmo que não tenha vocação e consiga seus objetivos, ajudar os outros é apenas um mero detalhe que você deve postar em todas as redes como a maior coisa que já fez. É a heroína para os novos tempos de Lois Puta por aí.



    Superwoman: "o importante são meus poderes!"



    Se a história é uma bosta, pelo menos no quesito arte o gibi está bem servido. Esses últimos capítulos tem arte de Ken Lashley e José Luís (que nome diferente do caralho...), fazendo um trabalho tão bom quanto Segovia e Billy Tan, e até mesmo superior (esse José Luís desenha pra caralho). A história tem um "fechamento" meio capenga, mas tem, porém o run completo da Superwoman só vai se encerrar num eventual próximo encadernado. Até lá eu fico pensando se vale a pena gastar mais dinheiro com essas raparigas. Se eu fosse você parava, mas eu sei que vou continuar porque sou burro.



    você vai acreditar que uma rapariga pode voar

  • #2
    Re: [AVALIAÇÃO] Superwoman Renascimento - Volume 2

    Com desenhos ok, e equipe artista bem variada, o maior problema está nos roteiros que apresentam uma gritante quebra com a troca de escritores, e estilos narrativos completamente diferentes. Apesar das críticas, eu gostava de como Jimenez vinha levando a trama, ainda que cansativa, e preferia que o título tivesse sido cancelado após sua saída. A edição 8 seria um bom final, no qual a continuação diminuiu seu significado com histórias mais bobas e simplistas.

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    • #3
      Re: [AVALIAÇÃO] Superwoman Renascimento - Volume 2

      até hoje eu quero saber o que os defensores viram de bom no roteiro do Jimenez

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