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[AVALIAÇÃO DUPLA] Batman #38 & #39 - CIDADE DO BANE! A POLÊMICA DOS BALÕES DE GOTHAM GIRL! FÃS NÃO SABEM LER UM GIBI!

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  • [AVALIAÇÃO DUPLA] Batman #38 & #39 - CIDADE DO BANE! A POLÊMICA DOS BALÕES DE GOTHAM GIRL! FÃS NÃO SABEM LER UM GIBI!




    Batman do Ponto de Ignição finalmente revela o motivo de ter arrastado Batman com ele, e também quem está no sinistro caixão que eles vêm arrastando em sua jornada. Enquanto isso. começa o arco "Cidade do Bane"! Agora, Gotham City está sob total domínio de Bane, e sem o Batman. A cidade nunca esteve tão macabra como agora. Não perca!

    (Batman 74-75)


    Revista mensal
    Formato americano (17 x 26 cm)
    64 páginas
    Papel couché
    Capa Cartão, Lombada canoa
    R$ 11,90
    Distribuição nacional

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    Batman e Thomas Wayne, o Batman do Ponto de Ignição, chegam ao seu destino: o Fosso de Nain. O plano de Thomas era ressuscitar Martha Wayne para que os três voltassem a ser uma família. Mas esse estranho plano não agrada ao Homem-Morcego, que luta com seu pai e, em um misterioso desfecho, sai sozinho do Fosso. Em Gotham City, os vilões estão exercendo funções burocráticas na cidade, e um novo Batman, bem diferente do qual estamos acostumados, patrulha a cidade com sua parceira, Gotham Girl. Bruce Wayne sofre mais um ataque pelos aliados de Bane, mas dessa vez tem sorte: Selina Kyle vem em seu socorro.

    (Batman 76-78)

    Revista mensal
    Formato americano (17 x 26 cm)
    64 páginas
    Papel couché
    Capa Cartão, Lombada canoa
    R$ 11,90
    Distribuição nacional

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    Na edição #38 temos a conclusão do arco "A Queda e Aquele Que Caiu", que na verdade é um "preâmbulo" para o arco final da revista, creio eu, "Cidade do Bane". Aqui nos vemos o que se deu entre o Batman Bruce e o Batman Thomas de Flashpoint, aquele bate e volta gostoso deles conversando sobre a relação do Bruce como Batman e o meio que o Thomas fará, dando-lhe a felicidade, para que deixe de ser o Batman.





    Aqui temos referência aquela fábula russa que foi ilustrada pelo Mark Buckingham na edição #30 nacional onde os animais ficam presos no poço e um fica escrotizando o outro até todo mundo se foder. Na hora pareceu uma história um tanto aleatória, já que tematicamente era preciso se esforçar um pouco para ter alguma relação com o que o Batman faz com o KGBesta, mas aqui faz todo o sentido dado o desenrolar dos fatos: Tom King não dá ponto sem nó! O diálogo entre os dois Batmen é delicioso e o desfecho é impressionante, de deixar o coração na boca! Na arte, Mikel Janinho faz um trabalho primoroso, mas o destaque mesmo vai para as BELAS CORES de Jordie Bellaire, que consegue transparecer a quentura do deserto e a escuridão de suas noites através da cor, e a lúgubre caverna onde os dois personagens se digladiam. Gibizão!





    Aí na mesma edição temos o começo do FIM DA SAGA do Tom King com o Batman. E o Tom King já tira o leitor da zona de conforto, entregando um gibi onde os vilões de Gotham, os malucos, assumiram as funções de segurança da cidade. Nem mesmo a arte do Tony SALVADOR Daniel conseguiu estragar esse começo! Agora vamos a página que gerou polêmica e muita discussão entre os """"""""""""""entendidos""""""""""" na internet quando o gibi foi lançado:





    MERMAUM, VÉI, A GALERA CHOROU, CHIOU, DISSERAM QUE O TOM KING NÃO SABIA MAIS ESCREVER, QUE DESAPRENDEU A ESCREVER GIBI, QUE P GIBI ERA CHEIO DE BALÃOZINHO A TOA - MERMAUM, VÃO TOMAR NO MEIO DO CU E CHUPAR UMA PICA DO TAMANHO DE UM COMETA, CARAAAAAAI - OS CARA NEM LÊ MAIS GIBI, LÊ TUITER, LÊ BLLEDING CU, LÊ FACEBOOK E NÃO SABE MAIS LER A PORRA DUM GIBI CARALHO - O trecho em questão é somente uma página exagerada da Gotham Girl ESTANDO ANIMADA, ela está EXCITADA, está EXULTANTE com a situação, por isso ela tagarela sem parar. Só isso. Nem se repete mais no gibi. É uma piada. Puta que me pariu, é uma piada para caracterizar a personagem, seus chupa-rolas dum caralho. Quando o cara é bom, é assim. Ficam INVENTANDO polêmica para tirar uma casquinha! Lastimável.





    O gibi termina ainda com um adendo ao evento "Ano dos Vilões", mostrando a tratativa do Bane com o Lex Luthor para ficar de fora da perrenga toda. Engraçado como o Tom King explica sem explicar como Gotham fica fora da jurisdição dos Estados Unidos. Ele não precisa explicar nos mínimos detalhes, ele só precisa fazer com que o leitor aceite a condição. E ele consegue. Porque isso é gibi. É fantasia. É ficção. É literatura. O mundo se molda a vontade do leitor se ele tiver a habilidade de deixar verossímil. E Tom King consegue porque é foda. Arte exuberante de Mitch Gerads.




    Sobre a edição #39 vou dizer DUAS COISAS que achei ruim até agora nesse arco do Tom King. Aliás, ruins não, DESCUIDOS do Tom King. Primeiro que o capítulo seguinte de Cidade do Bane parece mais uma reafirmação do primeiro, ou seja, repete um pouco. Mesmo entregando alguns elementos novos, como a Mulher Gato fazendo referência a uma pintura de Vermer Homer, o famoso piloto holandês, sobre o "trabalho de fé" de alguém.





    A segunda coisa é que desde o fim da edição #36, onde temos o Batman dando um tapa no Tim Drake, que não vemos a repercussão disso e aqui os Robins agem como se nada tivesse acontecido. E isso talvez seja até um erro de leitura meu, já que pela economia narrativa do Tom King, basta supor que a Batfamília se afastou do Batman ali.





    O restante da edição traz um evento chocante (infelizmente uma porra de youtuber estragou a minha surpresa, mas é bem impactante!) e temos a primeira de uma trecho em duas partes onde Selina e Bruce apenas conversam. Certamente remetendo a história também em duas partes "No Telhado" onde vimos a relação dos dois se aprofundar. Aqui tem direito até a Selina comentando sobre sua vida na época pré-crise, onde ela e Bruce realmente casaram e tiveram uma filha! A única coisa ruim dessa história, embora os cuequinhas verdes que querem ver o Batman brigando com macho possam discordar, é que o Tom King não pôde fazer uma história verdadeiramente erótica com os dois personagens!




    Rapaz, é o seguinte, continua um GIBIZAÇO, no aguardo de ver como tudo vai se desenrolar, com Tom King não espere o óbvio. A galera que disse que o gibi tava ruim por causa de UMA PÁGINA da Gotham Girl falando sem parar só podiam estar de sacanagem. Na certa eram bots de fake news dos amiguinhos do Scott Snyder para tirar o KINGAÇO do gibi e colocar aquele aprendiz dele, o Tynion IV, que não é ruim, mas tirar o King pra botar esse chupa-rola é deboche. Deve ser porque o Scott Snyder faz rachadinha. Na arte temos um Tony Daniel SE ESFORÇANDO PRA CARALHO, tá ruim não, é que o estilo dele que é datado mesmo. Um pouco de Mikel Janinho e essa última história desenhada pelo Clay Mann com cores BELÍSSIMAS de Tomeu Morey, que rouba a cena. Puta que me pariu, o cara fez um mar tão bonito que dá vontade de pular dentro da página do gibi!





    Na edição #38 ainda temos uma capa variante reproduzida pela Panini no interior e na contra-capa do gibi do Batman desenhada pelo artista argentino Juan Giménez, falecido no último dia 02 de Abril de 2020 por conta da Pandemia do Coronavírus. Bela homenagem da DC e que bom que a Panini Brasil teve a noção de colocar a bela imagem na contra-capa, além de inserida no gibi. Justa homenagem das duas editoras.



    Juan Antonio Giménez López (Mendoza, 16 de setembro de 1943 – Mendoza, 2 de abril de 2020)


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