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[AVALIAÇÃO] Capitão América #13

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  • [AVALIAÇÃO] Capitão América #13




    A nova Quasar está começando a despertar a sua Consciência Cósmica e tamanho poder chama as atenções mais variadas: enquanto a SHIELD quer usar a heroína como uma arma, Steve Rogers quer a ajuda dela para localizar Kobik! O Demolição, um dos parceiros de Sam Wilson, sobe no ringue!

    (Captain America: Sam Wilson 15 e Captain America: Steve Rogers 8-10)


    Publicação mensal
    Formato 17 x 26 cm
    88 + 4 páginas
    Lombada canoa, LWC
    R$ 14,00
    Distribuição nacional
    --------------------------

    Cap Nazi: com três edições americanas de Captain America: Steve Rogers esta edição ficou um pouco carregada no texto, mas pelo menos explica direitinho todos os motivos, relações e causas que deixaram o Steve Rogers como membro da Hidra. A premissa pode parecer idiota, mas o Spencer faz um trabalho muito bem feito de conseguir justamente transformar essa coisa non sense em algo que tenha sentido.





    A primeira parte mostra uma trama bem interessante dos chitauri (sim, eles de novo) invadindo a Terra e sendo parados por Capitão, Capitã Marvel e a nova Quasar. Nos flashbacks como são de praxe, o aprofundamento do passado do Steve Rogers criança leva até a amizade criada com o Zemo Filho! A revelação ao final do porquê os aliens estarem invadindo a Terra e quem está por trás disso é impactante e muito bem feita. Arte sensacional de Jesús Saiz pro capítulo.



    além disso, é mostrado também o Capitão fazendo laços com a nova Quasar a fim de recapturar a Kobik


    Já na segunda parte o caldo entorna com o "julgamento da Maria Hill", uma das edições mais enfadonhas e cretinas que li no run do Spencer, aliás, provavelmente a história mais merda que já li desse run. A Maria Hill tá sendo julgada pela ONU, no Aeroporta-Aviões Voador da SHIELD, num julgamento que não é criminal e nem político, por senadores, com direito a testemunhas e até mesmo representantes internacionais servindo como juri. Pior é que a defesa da Hill quando confrontada com as implicações políticas e super-humanas que fez, coloca no banco das testemunhas "gente comum" falando das coisas boas que ela fez, como pagar o aluguel em dia. Vai tomar no cu.





    O julgamento além de intercalado por mais flashbacks de Steve Rogers, também mostra uma missão do Capitão América para um dos conselheiros no Reino Unido. Essa missão do Capitão leva do nada a lugar nenhum, visto que o conselheiro iria votar contra a Hill de qualquer maneira e mesmo levando em consideração o que ocorre com ele, a Hill acaba sendo punida de pronto (comicamente deixado para próxima parte, que nós, leitores brasileiros, com sorte não precisamos esperar pra ler essa cretinice). Em lugar de coisas relevantes, a Hill gasta o seu tempo de defesa explicando que ela é foda, naquele jeito sarcástico que o Spencer escreve a personagem e NÃO TEM NADA A VER COM ELA, porque vai criar um ESCUDO DEFLETOR para proteger a humanidade de ameaças externas alienígenas. Ela roubou a trama de Highlander II pro plano dela.





    Além de não ter NADA A VER com o que ocorre no JULGAMENTO, visto que o CONCEITO de JULGAMENTO É JULGAR ALGO QUE OCORREU, JULGAR COMPORTAMENTOS PASSADOS e não PLANOS PARA O FUTURO, o pior mesmo é esse jeito que o Spencer escreve a Hill. Desde que apareceu pela primeira vez nos gibis dos Novos Vingadores do Bendis a Hill NUNCA foi uma DEBOCHADA, SARCÁSTICA, ENGRAÇADINHA, SNARKY, SAFA, ou "malandra" nas acepções do termo. AO contrário, ela é uma personagem compenetrada, sisuda, disposta a fazer sacrifícios para o bem maior, ordeira, cumpridora de ordens e mantenedora das instituições.




    O que ela NÃO É é do jeito que o Spencer a retrata. A diferença de qualquer outra caracterização, seja pelo Bendis ou por qualquer outro autor, é clara. Somente a Hill do Spencer age desse jeito idiota. O pior é que seria bom se pelo menos houvesse motivo ou uma evolução da personagem, mas parece que ela ficou assim depois de Guerras Secretas e é isso e pronto, justamente quando o Spencer assumiu o título e a Hill faz parte do núcleo do Capitão mais do que qualquer outra revista. A edição americana ainda tem o requinte de simular uma das capas (veja pesquisando no miolo ou no Google imagens a edição americana) da fase do Brubaker justamente no julgamento do Capitão Bucky, tentando emular algum efeito daquele arco realmente memorável com essa bosta aqui. Que ainda tem a pachorra de deixar o veredito pra próxima parte com essa cara aqui:



    Que porra mais escrota...


    Eu queria que o Spencer secretamente ODIASSE a Hill, e que a escrevesse se achando a sabichona só pra que no futuro a personagem "caísse do cavalo" de forma soberba. Teria sido ótimo se esse "afastamento mantendo os benefícios" fosse o começo da derrocada dessa personagem cabulosa que tem feito, mas o Spencer já deixou em vários momentos claros que adora a personagem, eu também gosto, mas escrevendo desse jeito tosco que não tem nada a ver com a mesma. Enquanto as partes dos flashbacks é desenhada pelo Javier Pina na segunda parte e soberbamente pelo Jesus Saiz novamente na terceira, os momentos no presente são cagados por esses rabiscadores do naipe de Andres Guinaldo (segunda parte), Ted Brandt, Ro Stein e Kevin Libranda (terceira parte).





    Na terceira e última parte do gibi, enquanto a Maria Hill dá uma de espertona e escapa da SHIELD (???? pra quê? Ela não vai ser PRESA nem nada, só removida do cargo) roubando os planos do Escudo Interplanetário dela, conversas sobre a Sharon Carter se tornar a nova diretora tem andamento, e entrementes o Capitão precisa dar cabo daquela nulidade do Jack Flag pra que seus planos ocorram sem pontas soltas. Nos flashbacks são mostrados o Steve se infiltrando no projeto Supersoldado a mando da Hidra, a fim de matar o Erskine, mas acaba virando a sensação do projeto. No geral um bom gibi, mas que sua metade foi prejudicada devida a verborragia imbecil do julgamento da Hill, coisa que parece que vai melhorar nas próximas histórias, e pelos desenhos abaixo da crítica que tão colocando nessas duas últimas partes.






    Capretão: uma edição atípica para o título, dessa vez Sam Wilson, Rage e Joaquin vão curtir uma LUTA PROFISSIONAL DE LUTA LIVRE, com o amigo deles, Danny Demolição, que tá fazendo um grande "revival" pra caridade. Uma oportunidade perfeita para o preto com alma de branco, Sam Wilson, fazer as pazes com o negô do gueto, Rage.





    Danny é o grande protagonista da história, na verdade. Encontra-se com seu antigo rival da Luta Livre Ilimitada, Estrela Negra, que pra quem se lembra, também era o parceiro na época que o atual Agente Americano, John Walker, foi o Capitão América. É um verdadeiro caldeirão de referências e uma história divertida e competente. Muito bom esse one-shot!



    O cara se chama "Battlestar" no original e no Brasil foi traduzido como "Estrela Negra", puta que me pariu


    Nunca pensei que o Danny fosse gay, contudo. Acho que na época de mendigo, algum mendigo bêbado acabou comendo o cu sujo dele com sebo e cuspe e acabou gostando. Desenhos bem bons do Angel Unzueta.


Working...
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