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[AVALIAÇÃO] - Demolidor: Decálogo

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    A heroína mais sensual a fazer parceria com o Demolidor está de volta para ajudar o novo Rei da Cozinha do Inferno a manter as ruas seguras. Mas qual é o verdadeiro motivo para seu retorno? Um dos mais célebres romances da Casa das Ideias tem uma interessante reviravolta! Com participação especial de Nick Fury e os Vingadores! E acompanhe Matt Murdock numa história que literalmente percorre toda a história do Universo Marvel! Quem era o Rei do Crime antes de Wilson Fisk, e qual era seu relacionamento com Matt? Por fim, saiba exatamente o que aconteceu durante todo o ano em que o próprio Demolidor ficou no posto de seu célebre arqui-inimigo! A histórica limpeza que o herói fez na Cozinha do Inferno será revelada em seus mais sangrentos detalhes. Uma épica aventura fundamentada nos Dez Mandamentos!

    Daredevil 61-75

    396 páginas, R$95,00
    O primeiro arco revive a parceria com a Viúva-Negra, que teve a cabeça colocada a prêmio, e procura Matt Murdock em busca de esconderijo.

    O que eu mais gostei foi a caracterização da Viúva, que aqui sim é mostrada como uma superespiã. Natasha age sempre com segundas intenções, enganando todos à sua volta para sobreviver. Gostei, principalmente, de ela ludibriar até mesmo os sentidos de Matt, por nunca alterar o ritmo da pulsação.

    A edição #65 é o ponto fraco da edição. A história mostra a reação de outros heróis ao turbilhão que se instalou na vida de Murdock. A parte com Frank Castle encrespando com o fato de Matt ter se declarado o “Rei” da Cozinha do Inferno é legal, e poderia até ser explorada em uma história exclusiva. Mas as partes com Aranha e Capitão América são bem nhé, apenas requentando fatos já mostrados.

    No arco seguinte, Bendis retoma o bom nível. A trama mostra Alexander Bont, um antigo chefão do crime, deixando a prisão após décadas, e encontrando uma Cozinha do Inferno completamente diferente.

    O roteiro alterna flashbacks com cenas do presente, mostrando tanto a ascensão e queda do jovem Bont, quanto seus atuais planos de vingança. A narrativa fragmentada confere um charme especial à história. Outra coisa bacana é que Alex Maleev utiliza estilos diferentes em cada época da história, com artes em preto e branco e colorizadas com retículas, demarcando bem os trechos do passado. De quebra, Bendis retoma a morte do Tigre Branco, ocorrida em Demolidor: Revelado, mostrando que nada acontece por acaso aqui.

    O arco Décalogo é o ponto alto da edição. A história começa de maneira inusitada, com um grupo de moradores da Cozinha do Inferno reunidos em uma igreja, compartilhando suas experiências com o Demolidor. Sim, uma espécie de grupo de ajuda para debater as ações do Homem Sem Medo. E funciona!

    A situação por si só já é interessante, por mostrar como os atos dos super-heróis repercutem na vida das pessoas comum à volta. Mas a história fica realmente foda a partir de um confronto do Demolidor com o Polichinelo (sério!). Bendis dá uma guinada radical na trama, que toma um rumo bizarro e assustador. Eu só estou lendo essas histórias do Bendis agora, e fiquei realmente chocado com o que acontece com o Polichinelo. Que diferença do Bendis dessa época pro atual...

    A arte de Alex Maleev continua mostrando mesmas as qualidades e defeitos. De positivo, temos o detalhismo, as expressões faciais caprichadas, o uso de texturas, luz e sombras. Outro ponto positivo é que não reutiliza tantos quadros, quanto no volume anterior. De negativo, as sequências de ação duras e travadas, que não dinâmica nenhuma e, exatamente por isso, não empolgam.

    No geral, continua um gibi de primeira. Falta pouca coisa agora, para fechar a fase do Bendis.
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