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[AVALIAÇÃO] Batman & Mulher-Maravilha: O Bravo e o Audaz

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  • [AVALIAÇÃO] Batman & Mulher-Maravilha: O Bravo e o Audaz




    O assassinato de um deus celta coloca o povo das fadas à beira da guerra. Lutando para manter a paz, a Mulher-Maravilha recorre à ajuda do Batman, que investigava uma série de estranhas ocorrências em Gotham… e ambos os casos parecem estar ligados. Num mundo em que a verdade parece estar sempre encoberta pela magia e por feitiços, os heróis terão que confiar um no outro para solucionar o crime.


    (Batman & Wonder Woman - The Brave and The Bold 1-6)


    Especial
    17 x 26 cm
    156 páginas
    Papel LWC
    Capa Cartão
    Lombada Quadrada
    R$ 24,90
    Distribuição nacional

    --------------------------------------------


    Comprei esse gibi com uma certa expectativa baixa porque vi um ou outro colega do fórum dizer que o gibi é ruim. Mas além de me surpreender DEMASIADAMENTE com a arte detalhista e inspirada do Laim Sharp, que eu já sabia que era bom, mas não esperava o requinte que vi aqui, ainda teve a surpresa também de ser uma história bem legal e coesa. Aborda temas de mitologia celta e é bem interessante também.





    A história se inicia no mundo de Tir Na Nóg, onde criaturas e seres da mitologia celta foram viver muito tempo atrás, enclausurados pelo próprio rei para impedir que as criaturas malignas daquele mundo, como Balor, irmão do rei, fossem pro mundo real zoar. Devido a morte desse rei do povo De Dhanan que eles falam, uma espécie de sátiro chamado Cernunnos chama a Mulher Maravilha para auxiliar em descobrir quem foi o responsável pela morte desse rei. Entrementes, o Batman se vê as voltas com uma treta misteriosa no bairro irlandês de Gotham, onde as pessoas estão todas num perpétuo transe.



    Cernunnos é uma espécie de criatura sátira da fertilidade, e se oferece para levantar o bilau do Steve Trevor que já estava esfolado pela Mulher Maravilha



    Nisso, a Mulher Maravilha recorre a expertise do maior detetive que ela conhece, Batman, que é mandado aquele mundo por Cernunnos para investigar a morte do rei. Caras, gibi bem bom, viu? Eu como gosto dessas viadagens de elfos, mundos mágicos e mitologia, achei a história particularmente interessante, e talvez vá enriquecer ainda mais se o caboclo conhecer essas paradas, ou ao menos conhecer.







    De fato, Liam Sharp, que também ESCREVE a história, foca muito no aspecto mitológico para dar "cor" a sua história. Provavelmente descendente de irlandeses, Sharp faz um trabalho muito bom em reviver esses mitos através da cultura mitológica de seu povo. O cuidado e esmero do cara FICA EVIDENTE nas páginas da revista, acho que o melhor trabalho que eu já vi dele na vida. Sua narrativa também é bem interessante: num primeiro momento o gibi parece estático e cheio de painéis, mas a sua escrita é de uma maneira tão fluída e "casa" bem com a história, o tom épico, e caráter episódico. Parece que se está lendo um BOM livro ilustrado.




    acho que ficaria mais foda se o Batman não usasse capuz o tempo todo, afinal, quem o conhece ali naquela porra?



    Muito boa história que vai impressionar quem esperava um gibi monótono ou mesmo ruim. Esta edição não é nenhum dos dois, e Liam Sharp se destaca em seu primeiro (?) trabalho como roteirista e acima de tudo artista. Se tenho uma crítica é que lá pro final do gibi Mulher Maravilha e Batman se tornam um pouco que coadjuvantes na própria história, mas é um pequeno detalhe num gibi tão bem escrito e ainda melhor desenhado. Vale muito a pena!



    Liam Sharp fazendo mísera!




    Avaliação transmídia:

    Last edited by Pato_Osborn_Olsen; 14-06-2019, 09:09 PM.

  • #2
    O verdadeiro gibi para alfabetizados.

    Em tempos de leituras descartáveis, de meros lanches e aperitivos literários que se esvaem com um chacoalhar de memórias, essa minissérie tem sabor de refeição completa. Verborrágica, carregada, com fontes estilizadas e com desenhos rebuscados, quase barrocos. Daquelas que você precisa realmente tirar um tempo com calma para ler.

    A imersão de dois ícones da Trindade da DC no universo celta poderia soar forçada demais, mas o roteiro do Liam Sharp o faz de uma forma contundente, e quando você menos espera, lá está o Batman usando uma capa felpuda e galopando num cavalo, e isso parece a coisa mais normal do mundo, como ele sempre o tivesse feito. E olha que é um gibi parte da cronologia vigente, como ele faz questão de explicitar em menções a eventos passados, como a Guerra de Darkseid.

    LS transpõe e adapta séculos de mitologia para a linguagem dos quadrinhos, ele mesmo admitindo ter feito algumas simplicações e alterações, mas o trabalho é vivo nas páginas, seja pelo seu texto empostado e reverente, quanto pela sua arte, detalhista e viva. Em cada cenário, cada detalhe de vestimenta, artefato ou criatura, ele põe seu esmero. Daí me pego pensando em como o LS tornou-se hoje um refúgio da arte de outrem - reminscências de outro tempo, uma arte britânica dos anos 80, que seria fóssil não fosse sua sobrevivente renascença no mercado americano em plenos dias de hoje. Deleite ter um artista assim, que vai no ancestral e mitólogico ao futurista e espacial (na revista mensal do Lanterna Verde que atualmente desenha) com o mesmo élan.

    A edição nacional da Panini traz como extras uma introdução em duas páginas do Jim Fitzpatrick (recomendo vocês googlarem sobre ele e seus trabalhos), as seis capas originais e um pequeno glossário ao final.
    A nova geração.

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    • #3
      Taí uma avaliação que faz a gente pensar.

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      • #4
        Postado originalmente por Daft Flores Ver Post
        O verdadeiro gibi para alfabetizados.

        Em tempos de leituras descartáveis, de meros lanches e aperitivos literários que se esvaem com um chacoalhar de memórias, essa minissérie tem sabor de refeição completa. Verborrágica, carregada, com fontes estilizadas e com desenhos rebuscados, quase barrocos. Daquelas que você precisa realmente tirar um tempo com calma para ler.
        O mais legal dessa "verborragia" é que não é em nenhum momento cansativa. Como eu disse, o cara escreve verdadeiros painéis de livro ilustrado, mas com um senso narrativo muito bem estruturado. Tu pega uma página, cheia de texto, e lê de boa, o texto se mesclando com a arte, sem a atrapalhar. Poucos roteiristas/ desenhistas conseguem essa proeza, acho que o melhor no estilo é o Frank Miller.

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