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[AVALIAÇÃO DUPLA] - O Espetacular Homem-Aranha #14 e #15

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  • [AVALIAÇÃO DUPLA] - O Espetacular Homem-Aranha #14 e #15



    O Espetacular Homem-Aranha tem de encarar mais uma vez Mendel Stromm, que não está sozinho. E o Rei do Crime conseguirá manter a cabeça sobre os ombros com o Justiceiro em seu encalço? E ainda: o Homem-Aranha!

    (Amazing Spider-Man Civil War II 3, Civil War II: Kingpin 3, Spider-Man 9)

    76 páginas, R$ 9,40




    Os efeitos das visões de Ulysses determinam a batalha entre o Espetacular Homem-Aranha e Clash. Será que os dois conseguirão se entender ou as previsões se confirmam de vez? Veja também a conclusão do arco do Rei do Crime que busca o traidor dentro de sua organização. afinal ninguém se torna o rei sem deixar um rastro de sangue, suor e lágrimas! E ainda: o Homem-Aranha!

    (Amazing Spider-Man Civil War II 4, Civil War II: Kingpin 4 e Spider-Man 10)

    76 páginas, R$ 10,50
    Guerra Civil II – Homem-Aranha (Capítulos 3 e 4): O tien-in do Aranha melhorou a partir do segundo capítulo, quando passou a se concentrar em Clayton Cole e sua recaída para o lado negro da força. E as duas últimas partes mantêm o bom nível.

    A mini ganha ares de tragédia grega, já que Peter Parker, ao tentar evitar a visão de Ulysses (Clayton Cloe, caracterizado como Clash, enfrentando o Homem-Aranha), acaba fazendo com que ela se concretize. Um lance meio Édipo Rei.

    Isso levanta a questão: até que ponto o conhecimento sobre o futuro é exatamente o que provoca esse futuro? Tipo, alguém prevê que você vai se foder na prova de semana que vem. Aí você simplesmente deixa de estudar. E, claro, se fode bonito.

    Normalmente, gosto da arte de Travel Foreman, mas achei o trabalho dele aqui um tanto irregular. Além disso, seu traço, a meu ver, não combinar muito com o Homem-Aranha.

    Guerra Civil II – Rei do Crime (Capítulos 3 e 4): O tie-in do Rei do Crime, por sua vez, se mantém irregular. A ideia de Fisk ter um assecla imune às visões de Ulysses é interessante, mas o conceito acaba subaproveitado.

    Na verdade, os poderes do tal Janus ficam perdidos em meio à dispUtA pelo controle do submundo que se estabelece. Mesmo assim, há alguns momentos legais, como a sanguinolenta batalha entre o Rei e o Justiceiro; e depois Fisk, todo fodido, sendo usado por um agente da SHIELD em busca de ascensão.

    Acho que faltou foco ao roteiro de Matthew Rosenberg, que não conseguiu conciliar os dois plots apresentados (os poderes de Janus e a luta pelo submundo) de forma satisfatória.

    Os desenhos são terríveis. Quando não é Ricardo Lopez Ortiz decidindo se desenha (mal) comics ou mangá, é Hayden Sherman rascunhando (ainda pior).

    Miles Morales: A HQ segue mostrando as consequências de Guerra Civil II na vida de Miles, que acabou se tornando uma peça central da saga. Sim, a série do personagem virou um tie-in da saga.

    Achei a história de HA 14 mais interessante, por focar o desaparecimento de Miles (que sumiu, após a visão de Ulysses, em que o jovem Aracnídeo mata o Capitão América) e em como isso afeta seus amigos. Destaque para Ms. Marvel e Nova procurando pistas na casa de Miles (uma sequência bem divertida), e para Ganke, que pede ajuda à youtuber fã do Aranha. Torço até para que a tal Danika Hart se torne mais presente na série, pois pode ser uma personagem interessante. Só achei estranho que, durante a conversa com Ganke, ela chama o Aranha de Miles. Ela sabe o segredo do herói? Se sim, quando descobriu? Ou foi um vacilo do roteiro que passou batido por todo mundo?

    Já a história de HA 15 é arrastaaaaaada... Basicamente, temos Bendis gastando páginas com diálogos e mais diálogos, enquanto a Guerra Civil II caminha para a conclusão. Ou seja, enrolação, pura e simplesmente.

    Os desenhos de Nico Leon, em ambas as histórias, continuam bacanas.
Working...
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