Resultado de imagem para jessica jones 3 o retorno do homem purpura

A única coisa que pode ser pior do que ser perseguida por um ser tão repugnante e doentio quanto o Homem Púrpura é ser perseguida por um ser tão doentio e repugnante quanto o Homem Púrpura quando se tem uma filha bebê! Direto das mentes criativas que nos trouxeram Jessica Jones e sua relação com o detestável vilão narcisista que controla mentes, prepare-se para um reencontro traumático nesta última edição de Jessica Jones!

Jessica Jones #13 a #18
Marvel 75th Anniversary #1
Foi bom enquanto durou. Nos dois primeiros volumes, fui surpreendido pelo Bendis das antigas, com suas tramas surpreendentes e reviravoltas inteligentes. Mas, neste terceiro volume, o autor volta ao marasmo dos seus últimos anos de Marvel, com aquelas histórias arrastadas e seus diálogos cansativos.

Trazer o Homem Púrpura de volta para o último grande arco de Jessica Jones? Ok. Tentar uma abordagem diferente, mostrando o vilão arrependido de seus atos passados? Ok. Explorar o trauma que ele causou em Jessica anos atrás? Ok também. Mas Bendis não consegue transformar esses elementos em algo interessante. Em vez disso, temos 5 capítulos arrastados, cheios de psicologia de botequim e diálogos insossos, que só servem (na maioria das vezes) pra ocupar espaço.

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Fechando a série, temos uma edição one shot, com Jessica sendo contratada por uma loirinha lindinha e gostosinha, apaixonada pelo Armadílio (sério). De início, parece o tipo de história maluca que tanto fez sucesso em Alias. O desenvolvimento é até bacana, explorando o fato de que o Armadílio é um vilão merda, que serve apenas como “bucha”. Mas o desfecho é tão abrupto, que deixa a história com o maior gosto de coito interrompido.

Bendis diz, em seu texto de despedida, que decidiu fechar a série com esse one shot, porque queria um “dia perfeito” para Jessica. Até entendo isso, mas a história é tão aleatória que, a meu ver, funcionaria melhor entre arcos.

Depois, uma historinha curta, do especial Marvel 75th Aniversary, com Jessica sendo contratada por uma mulher para encontrar o bombeiro que salvara sua vida 75 anos atrás. É uma trama previsível e “água com açúcar”, que não fede nem cheira, como comumente acontece com esses especiais.

A arte de Gaydos continua excelente