Anúncio

Collapse
No announcement yet.

[AVALIAÇÃO] Hellblazer Origens - Vol. 5: Histórias Raras (reimpressão)

Collapse
X
 
  • Filter
  • Hora
  • Show
Clear All
new posts

  • [AVALIAÇÃO] Hellblazer Origens - Vol. 5: Histórias Raras (reimpressão)



    HELLBLAZER - ORIGENS VOL. 5: HISTÓRIAS RARAS

    Vivendo muito próximo dos limites da loucura, entrando e saindo do manicômio Ravenscar, John Constantine luta para se conformar ao mundo a sua volta. Mas um encontro o arremessará em direção a uma aventura nos limites do tempo. Ou pode muito bem ser que ele finalmente tenha perdido a noção da realidade… E ainda, nesta edição: Grant Morrison e Neil Gaiman alternam os roteiros com Jamie Delano para contar diferentes aventuras da vida de John, seja entre fanáticos adoradores da bomba nuclear, entre pagãos em uma celebração que foge do controle ou ao longo de uma fria noite de primavera em Londres. E, acostumado a encontrar o horror nas profundezas do inferno, dessa vez John terá que encará-lo no gelado coração da humanidade – um prólogo para mais uma clássica saga do mago inglês: O Homem de Família.


    Histórias originais: Hellblazer Annual 1 (1989), John Constantine Hellblazer 24-27

    Detalhes da edição:
    172 páginas
    Papel LWC
    R$ 25,90
    Findado o imenso arco da Máquina do Medo, esse quinto encadernado serve como uma espécie de interlúdio entre histórias. Ele abre com o anual, desenhado pelo Bryan Talbot. Sobre ele, uma consideração: a Panini escolheu coloca-lo aqui, em seu lugar cronológico de publicação (1989). Diferente do que a Vertigo fez nos novos encadernados lá fora, quando o publicou antes, após a edição #13. Isso o coloca pouco depois da edição de Newcastle, na ordem de leitura. O anual se passa logo após John Constantine sair de Ravenscar, então de alguma forma as duas histórias tem laços mais próximos. Quem escolheu melhor, Panini ou Vertigo? Não sei, mas fica aí pro debate.

    Esse anual é uma história que um tanto confusa em uma primeira leitura, por alguns momentos me perguntei onde todos aqueles flashbacks do Santo Maldito (mais sobre a peśsima tradução abaixo) levariam, sua afinidade com o oculto e posterior adesão ao cristianismo. Mas tudo se amarra muito bem ao final, ainda remetendo ao legado de Ravenscar, aos dragões e ao Merlin e aos Artthurianos (só que aqui não consegui concatenar tão bem a reparição do Merlin nos tempos atuais que aconteceria lá na fase do Paul Jenkins...precisaria reler aquelas histórias). A arte detalhista do Bryan Talbot é ótima.

    A Edição #24 é o prólogo do arco do Homem de Família, e nasce diretamente dos eventos do one-shot da #23, que a princípio parecia sem importância e um exercício conceitual, mas posiciona o Mago em sua nova moradia e o joga na teia do serial killer que dá nome ao vindouro arco. É um ótimo prólogo, que a princípio dá ao Constantine uma ameaça menos mística e mais "real". Bela edição, uma pena que desenhada pelo Ron Tiner, que faz tudo muito atarracado,

    Depois temos as duas edições com roteiros do Grant Morrison, sobre a histeria coletiva em uma cidadezinha esquecida no interior da Inglaterra. É daquelas histórias bem pessimistas que o Morrison gosta de fazer, ecos de uma ameaça ancestral e inominável assombrando (ainda que ele também dê um contexto pseudocientífico) um vilarejo há muito espiritualmente morto, vivendo como um fantasma. Desenhos sujos do David Lloyd que combinam com o tom do roteiro.

    E por fim, temos a celebrada edição #27, Hold Me, até hoje sempre lembrada como uma pequena pérola do personagem, cortesia da dupla Neil Gaiman e Dave McKean (aqui retornando ao título, após sua passagem como capista no primeiro ano do título). A história é super simples e direta, e o Gaiman costura com sua elegância habitual o caso do mendigo fantasma querendo aplacar seu frio, com o tema recorrente da solidão que circunda os personagens. Muito da força da história se dá ao fato também dela funcionar mesmo para quem nunca leu uma história do Constantine. São 24 páginas muito bem executadas, que ajudaram em sua "fama" por aí. E a arte do McKean é coisa de louco, mestre demais (e para um artista que não desenhou tanto miolo assim na vida, é sempre um prazer especial ler ou reler uma edição com sua arte).

    E edição da Panini é ipsis literis a mesma lançada de 2013, apenas reimpressa em papel LWC. Ou seja, eles nem se preocuparam em revisar seu próprio trabalho...o que nos leva a grande questão aqui: talvez esse seja um dos piores trabalhos já feitos pela Panini, e que aqui é replicado em toda a sua "glória":

    - temos os costumeiros erros de digitação, detonando a óbvia deficiência da editora em revisão (temos o "Ron Timer", "John Consanine" e por aí vai);
    - as duas folhas de rosto das histórias do Morrison trazem seus títulos trocados;
    - em um dos erros mais grosseiros, seja lá quem reuniu as biografias ao final do encadernado colocou a do David Gibbons, ao invés da do David Lloyd;
    - a a tradução sempre questionável da Panini...lá em cima questionei o fato de traduzirem "The Bloody Saint" como "O Santo Sanguinolento", sendo que o "Bloody" sempre me pareceu mais no sendo de xingamento, perdido na tradução escolhida. Mas como não conhecia o texto original, fui procurar mais coisas, e encontrei esse review do UniversoHQ hoje o autor destrincha mais as escolhas catastróficas de tradução:

    O que compromete mesmo é a tradução, que falha em diversos pontos com adaptações que tiram o sentido original, sem uma nota ou algo do tipo, que viria a calhar, como no caso do título da primeira história O Santo Sanguinolento – no original, The Bloody Saint, que dá também o sentido de O Santo Maldito (ou Desgraçado), uma vez que Bloody em inglês, principalmente o britânico, tem outras traduções que não as literais, normalmente apenas uma forma de praguejar.

    Vênus do varejo (Venus of Hardsell) também é uma tradução questionável, pois Hardsell seria algo mais próximo de “venda forçada” ou “venda a qualquer custo”, o que é diferente da noção de varejo, algo regulado por regras. Nesse caso, ao menos, há o título original, deixando claro que é uma tradução livre.

    De maneira semelhante, ao final da história de Grant Morrison, Constantine usa um dos bordões mais famosos do Homem de Aço “Up, up and away” (conhecido no Brasil como “Para o alto e avante”). Mas, na edição da Panini, aparece como “Descendo toda a vida”, com o tradutor tentando manter o tom levantado pela história.

    Só que é justamente o bordão do Superman que serve como o contraponto que a série representa aos heróis tradicionais do Universo DC – em um momento ainda no início da produção de quadrinhos para adultos, antes do surgimento do selo Vertigo.

    O mesmo acontece com a emblemática história de Neil Gaiman, Hold me, em que foi suprimido o pronome reflexivo e o título ficou Abraço. Isso tira parte do impacto do nome da HQ, uma vez que é justamente esse minúsculo pronome que elegantemente aproxima o leitor pelo egocentrismo nele contido.

    Abrace-me ou Me abrace é como uma súplica, enquanto Abraço, por mais poético e drummondiano que seja, reflete algo bem diferente do tom da história – que nada tem de poética, e sim de crítica –, que é um tanto depressiva.
    http://www.universohq.com/reviews/jo...storias-raras/

    Enfim, um conteúdo ótimo em uma edição pífia - cuja cereja no bolo é essa reedição, três anos depois, trazer todos esses erros replicados.


    Last edited by Daft Flores; 17-04-2018, 11:01 AM.
    A nova geração.

  • #2
    Re: [AVALIAÇÃO] Hellblazer Origens - Vol. 5: Histórias Raras (reimpressão)

    Panini não edita, Panini irrita

    Comment


    • #3
      Re: [AVALIAÇÃO] Hellblazer Origens - Vol. 5: Histórias Raras (reimpressão)

      Caralho que editores de merda PQP!!
      Estou vendendo algumas HQs, Visite minha loja:
      https://mbbforum.com/mbb/showthread....-nacionais-etc

      Comment


      • #4
        Re: [AVALIAÇÃO] Hellblazer Origens - Vol. 5: Histórias Raras (reimpressão)

        Atualizei o tópico com links para as avaliações dos quatro volumes anteriores.
        A nova geração.

        Comment


        • #5
          Re: [AVALIAÇÃO] Hellblazer Origens - Vol. 5: Histórias Raras (reimpressão)

          Ainda não li essa edição e to impressionado com a lista de erros!

          Comment


          • #6
            Re: [AVALIAÇÃO] Hellblazer Origens - Vol. 5: Histórias Raras (reimpressão)

            Voltem o blog "Cagadas da Panini"


            LISTÃO DE VENDAS:
            http://www.mbbforum.com/mbb/showthread.php?42803-List%E3o-de-Vendas

            Comment


            • #7
              Re: [AVALIAÇÃO] Hellblazer Origens - Vol. 5: Histórias Raras (reimpressão)

              A Panini é regida pela Lei do Menor Esforço.
              A nova geração.

              Comment


              • #8
                Re: [AVALIAÇÃO] Hellblazer Origens - Vol. 5: Histórias Raras (reimpressão)

                PQP! Ia recomprar a edição pois essas histórias são foda (tirando o anual do Delano, que pra mim é qualquer coisa), mas deixa quieto...
                O Quadro e o Risco - meu blog sobre quadrinhos

                oquadroeorisco.com.br

                Comment

                Working...
                X