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[AVALIAÇÃO] Monstro do Pântano - Raízes do Mal Vol. 3: Rio Acima, menos trash, mais Alan Mu. é trash

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  • [AVALIAÇÃO] Monstro do Pântano - Raízes do Mal Vol. 3: Rio Acima, menos trash, mais Alan Mu. é trash




    Ele sobreviveu ao ataque do Parlamento das Pedras e mais uma vez encontra-se uno com suas naturezas humana e vegetal. Agora seria o momento de Alec Holland voltar a viver uma vida tão normal quanto possível, mas a chegada da misteriosa Anna, às voltas com a própria morte, vai adiar esse retorno.

    Escritora, ela anseia em afogar os pesares em uma pantanosa sepultura. Mas suas vibrantes histórias não vão deixar que ela descanse enquanto não acabar de contá-las – e o Monstro do Pântano é a peça que falta em sua obra-prima.

    O avatar do Verde será lançado por uma turbulenta correnteza em uma série de estranhos novos mundos – realidades distorcidas que existem apenas na mente perturbada da escritora: uma New Orleans na qual os mortos andam e a magia negra é comum, uns Estados Unidos que perderam a Segunda Guerra e renasceram como a república dos horrores e o pântano onde um herói descobre um terrível segredo.

    E, esperando no fim dessa enxurrada de histórias, está uma força que pode afogar o Monstro do Pântano – e o mundo – em uma enchente de escuridão. Esse é o primeiro passo rio acima…

    Mark Millar (Kick-Ass) navega pelas corredeiras ao lado de Phil Hester (Arqueiro Verde), Kim DeMulder (HELLBLAZER, Os Defensores) e Tatjana Wood (Camelot 3000), levando o Monstro do Pântano rio acima em RAÍZES DO MAL.


    (Swamp Thing 151 a 155)


    Encadernado Eventual
    17 x 26 cm
    148 páginas
    Papel LWC
    Capa Cartão, Lombada Quadrada
    R$ 23,90
    Distribuição setorizada para bancas, nacional para lojas e bancas especializadas em HQs.
    ------------------------------


    Essa fase do Mark Millar em frente ao Monstro do Pântano é essencialmente trash. As tramas são trash, os personagens são trash, os fatos são trash. Isso é inegável. Porém é aqui neste volume onde o Millar dá uma certa guinada para algo mais "elaborado", algo mais elevado e até bem pensado. Trata-se de uma série de histórias que mostra o Monstro do Pântano DENTRO DE OUTRAS HISTÓRIAS.






    O gibi já começa de maneira inusitada mostrando o que seria uma cena que acontece de trás pra frente. Logo, o Monstro do Pântano encontra uma garota, Anna, as margens do lago que disse que esperava encontra o Monstrão e diz que uma vez acordou em um de seus contos. Como Alec é um mangina inveterado, prontamente ajuda a guria entrando no conto e com isso buscando atingir um fim de uma maldição, ainda nebulosa, que aflige Anna.





    Nas partes seguintes vemos o Monstro do Pântano "encarnar" em vários personagens ou receptáculos ao longo das histórias dos contos. Em Cidade dos Mortos, o Monstro encarna numa jarra () preso como um elemental mesmo, num mundo onde as pessoas estão acostumadas a lidar com o sobrenatural. História bem boa que lembra o clima "pulp" de histórias de detetives. Engraçado perceber também que a própria Anna se coloca em personagens ao longo dos contos. Danadinha.



    Neste conto, Monstro trabalha junto com Harry, um detetive particular que tatua seus casos na própria pele


    Já em Crepúsculo dos Deuses, o que pode ser muito bem a história mais bem desenhada de todo o encadernado, quiçá da série inteira (cortesia de Chris Weston), temos o mundo anos depois da Alemanha nazista ter GANHO a guerra! Apesar de não poder brincar muito com o cenário, por questão de restringir cada conto a uma edição americana, é possível ver pequenas pitadas que o Millar inseriu para deixar tudo mais interessante. Por exemplo, pesquisem aí o nome da mulher que é casada com o FILHO DE HITLER





    A história narra o presidente fantoche dos Estados Unidos tendo duvidas em relação a "pax germanica" que se estabeleceu após o Holocausto. Em meio a uma crise existencial e de consciência, cria um golem das lendas da magia judaica, a kabala, para vingar o mundo. Final surpreendente e história bem legal, bem boa e diferentona. Como dito, Chris Weston fazendo mísera na arte. Phil Hester é um desenhista legal, mas muito daquelas formas bizarras o tempo todo enjoa.






    Na história intitulada "Semente Ruim" vemos a Abby como a protagonista num conto envolvendo mistério, morte e desejo. Um verdadeiro conto de terror do interior americano. O receptáculo do Monstro do Pântano é tão fodido quanto em "Cidade dos Mortos", mas ao invés de ser algo cômico, apenas aumenta o grau de terror da história. Essa sem dúvida foi a que mais gostei, e o fato de ter a Abby em um dos contos da Anna me fez pensar o que mais se esconde por trás de tudo.





    No último conto do volume, em "O Segredo do Pântano da Matança" vemos uma história de super-herói, onde um herói já velho, o Caixa Preta, enfrenta o Solomon Grundy nos pântanos, ao mesmo tempo em que sofre da distância entre ele e sua esposa, após o sequestro de seu filho ainda novo, com deficiência física. Trata-se de uma história intimista, com um final macabro. Ou seja, uma boa história.




    A conclusão fica prometida para o próximo encadernado que já saiu meses atrás. Essa série do Monstro do Pântano do Millar eu estou gostando muito. Como gosto de dizer, é um trash em quadrinhos, nada mais aceitável para um personagem como o Monstro do Pântano. A arte do Phil Hester é a que permeia a maior parte do encadernado, mas gostei quando Chris Weston desenhou um dos capítulos. A DC poderia ter feito o mesmo com os demais, mas acho que não quiseram gastar muito. Um bom gibi.


    Last edited by Pato_Osborn_Olsen; 16-01-2018, 06:31 PM.
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