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[AVALIAÇÃO] Grandes Astros: Batman #7 - A Polêmica do Papel Explicada!

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  • [AVALIAÇÃO] Grandes Astros: Batman #7 - A Polêmica do Papel Explicada!



    Uma terrível praga foi liberada nos EUA e somente uma pessoa pode ajudar o Homem-Morcego a detê-la. Mas será que a Hera Venenosa estará disposta a salvar a vida de pessoas que nunca a respeitaram?

    (All-Star Batman 7)


    Minissérie
    17 x 26 cm
    36 páginas
    Papel LWC
    Capa Cartão, Lombada Canoa (Grampeada)
    R$ 9,90
    Distribuição Nacional
    -------------------------------------


    Agora eu lembro porque comecei a comprar este gibi. Eu comecei a comprar porque eu lembro vagamente que li ou por aqui ou outro veículo que a partir da sexta edição o gibi teria histórias FECHADAS com diferentes artistas. Aí me pareceu uma boa, já que o material é CARO para ler uma história a toa do Batman quando se tivesse 10 reais sobrando. A PROPOSTA da história é que fosse boa, e aqui confesso que o Snyder atingiu minimamente isso.





    O único problema ao meu ver é que o Snyder parece que ainda pensa que quanto mais letrinha ele escreve num papel e aparece no gibi, mais o público vai notar o quanto um """"""""""""""""grande escritor""""""""""""" ele é. Do tipo que se você passar 30 minutos lendo e se o leitor de gibi, que convenhamos não está entre os maiores QIs do mundo, compreender tudo, então você terá uma grande aceitação e então será "reconhecido". É por isso que o Snyder é tão aclamado: a galera começava a ler o gibi, passava bastante tempo lendo e não sobrava tempo para outros e ainda por cima entendia tudo, porque o Snyder fazia questão de explicar em textões nas falas de seus personagens. Aí a galera aclamava o quão jênio ele é, quando fazia que uma massa acéfala entendesse o que estava lendo. E com figuras bonitas.



    Primeira regra do gibi ser considerado inteligente: começar com uma citação de algo, mesmo se for algo inventado, como aqui


    Inclusive, a melhor parte do gibi aqui são nas primeiras páginas após o aparecimento de títulos e créditos, que é quando parece que o Snyder deixa o "desenhista brilhar" na história e coloca menos texto em seus balões, deixa uma coisa mais fluída e, vejam só, tem momentos até em que os quadros não trazem nenhum balão. Aqui temos toda a genialidade, leveza e expressão da artista Tuta Lotay fazendo um trabalho belíssimo.





    A trama é a seguinte: uma vez ao ano a Pamela Isley vai até uma parte deserta do mundo pra ficar isolada e testar novas poções botânicas com a ajuda de uma árvore ancestral. Porém o Batman vai atrás dela para pedir sua ajuda para descobrir a cura de uma infecção fungicida que uma garotinha teria sofrido. A trama revolve em o Batman pedir ajuda a Hera, e por incrível que parível, os mesmos milicos que tacaram uma bomba no Sr. Frio na edição passada estão monitorando o Batman e o seguindo. Então de alguma forma, FOI O BATMAN QUE FODEU TUDO!



    Snyder estragando o gibi enfiando um monte de texto entre os balões, parece que eu tô lendo uma bula



    A infecção da garotinha precisa ser curada antes que se espalhe pelo mundo inteiro. Uma coisa que me surpreendeu é que eu pensei que também na edição anterior o Batman tivesse MORRIDO e aquilo era uma história elseworld onde o Frio teria quase dominado o mundo e os dois tivessem se explodido. Mas ao fazer referência aquela história nesta história aqui, eu me dei conta que ao final o Batman todo infectado, mas conseguindo resistir porque vive com morcegos, trancou-se junto ao Frio numa câmara e aparentemente sobreviveu. Que loucura. Parece que o tema recorrente nesse Os Confins da Terra é a humanidade ser ameaçada por algum vírus e o Batman impedir em histórias fechadas, mas com pequenos detalhes as enlaçando. Que empolgante.





    Apesar do Snyder fazer tudo pra estragar sua história contando uma OUTRA história com muito texto ao invés de se concentrar na narrativa desta, até que a história é bem bacana com um final bem legal. O final da história é bom mesmo, e puta que me pariu, essa é a primeira história boa do Scott Snyder que eu li em muito tempo. Como dito, a arte da Tula Loley é algo que salva a história de uma possível mediocridade, mas quando o Snyder acerta, como aqui, só faz abrilhantar mais a mesma.



    A melhor parte da história



    A Roda Amaldiçoada: continuação da trama que começou desde a edição #1 onde em histórias curtas e com arte fenomenal de Francesco Francavilla é narrado o treinamento dessa porra de Duke em parceria do Batman. Após o gancho fuderoso da última edição onde o Duke teria explodido com um monte de gente num prédio ao resolver uma charada, ou isso não ocorreu, foi uma simulação como mostrado aqui nas primeiras páginas, ou ocorreu, o povo se fudeu e o gibi não diz. Quando o Snyder tem menos de 20 páginas pra escrever uma história, dá essas merdas aí.





    O Duke aparece todo fodido e o Batman menciona estilhaços, então eu creio que o que foi mostrado na última edição ocorreu de fato, mas porra, uma bomba explodiu com um monte de gente! Mesmo assim, o que importa é o mimimi do Duke em não ser um parceiro a altura. Como será que acaba essa novela? E eu me importo?






    A polêmica do papel é que ele devia ter sido couché ao invés de LWC, como foram nas edições anteriores, afinal é um gibi CARO. Mas a resposta para isso é óbvia: se a edição é voltada para a Hera Venenosa, que é uma defensora do meio ambiente, a Panini resolveu fazer um gibi temático onde menas árvores seriam devastadas para fazer gibi que poucos gordos tetudos compram, salvando assim o meio ambiente. Bola dentro da Panini.
Working...
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