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[AVALIAÇÃO] Coleção Definitiva do Homem-Aranha - Vol. 2 - Percepções

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  • [AVALIAÇÃO] Coleção Definitiva do Homem-Aranha - Vol. 2 - Percepções



    Com os rumores de um Pé-Grande assassino à solta e corpos sendo empilhados, Peter Parker viaja até o Canadá em busca de respostas. Fazendo uma parceria com o selvagem Wolverine para lidar com um antigo inimigo, o vingador aracnídeo descobrirá o quanto aquela região inóspita e gelada pode ser perigosa.

    Spider-Man 6 a 12

    176 páginas, R$24,90
    Homem-Aranha & Motoqueiro Fantasma: O arco com o Motoqueiro Fantasma é fraco. O roteiro praticamente inexiste, e não passa de uma desculpa para Homem-Aranha, Motoqueiro Fantasma e Duende Macabro (na época, fundido a um demônio) quebrarem o pau. E, claro, para o McFarlane se perfazer de sua arte.

    Todd até finge que tem uma história pra contar, com o lance do moleque corrompido pelo Duende... Mas o negócio é feito tão nas coxas, que não funciona. História para se folhear apenas apreciando os desenhos.

    Percepções: O segundo arco é o que faz a edição valer a pena. Aqui sim temos um roteiro de verdade, que chama a atenção desde o início e lida com temas pesados, como assassinato e abuso infantil.

    Peter Parker é enviado à pequena cidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, para cobrir o assassinato de duas crianças, e se envolvido numa trama com Wolverine e o Wendigo.

    Uma das coisas mais legais da história é o modo como McFarlane explora o circo midiático feito em cima da morte dos garotos. O crime provoca uma onda de histeria, com a imprensa tentando encontrar as próprias e caçadores atirando em tudo que se mexe, no intuito de pegar o suposto monstro responsável pelas mortes.

    Um ponto que deveria ter sido mais bem trabalhado por McFarlane é a participação do Aranha (o que é curioso, se pensarmos que se trata de um título regular do personagem). Embora presente o tempo todo, Peter Parker/Homem-Aranha não desempenha nenhum papel importante no desenrolar da trama. Quem descobre a verdade sobre os assassinatos na Colúmbia Britânica e resolve a treta toda é o Wolverine. Arrisco-me até a dizer que a história correria do mesmíssimo jeito, sem a presença do Aracnídeo.

    Falar da arte do McFarlane é chover no molhado, porque todo mundo já conhece o trabalho do cara. Eu, particularmente, gosto muito dos desenhos dele. Dos “astros” dos anos 1990, McFarlane é o único cujo traço continua me agradando até hoje.
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