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[AVALIAÇÃO] Guerra Civil II #1 - Uma ALEGORIA de nossos tempos...

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  • [AVALIAÇÃO] Guerra Civil II #1 - Uma ALEGORIA de nossos tempos...




    A capacidade de prever o futuro poderia impedir que muitos desastres e atos criminosos ocorressem, permitindo à comunidade de super-heróis da Terra uma vigilância ainda mais acirrada sobre as ameaças que põem em risco a vida no planeta! O aparecimento de alguém com esse tipo de dom, no entanto, acaba por transformar tamanha bênção num martírio que atira herói contra herói, irmão contra irmão, colocando a Capitã Marvel e seu grupo num dos lados do ringue enquanto o Homem de Ferro e seus apoiadores se encontram no outro! É o início de Guerra Civil II!


    (Civil War II 0, Civil War II 1, Free Comic Book Day Civil War II I)


    Minissérie mensal
    Formato 17x26 cm
    84 páginas
    Papel LWC
    Capa Cartão, Lombada Canoa
    R$ 15,00
    Distribuição nacional
    -------------------------------------------


    Esse é um gibi controverso. Controverso porque foi muito achincalhado desde o momento que saiu, por conta de seu título, chocho, confesso, que remete diretamente a uma das melhores e maiores sagas dos quadrinhos do século XXI, Guerra Civil, apenas para ter um pouco daquele glamour que a primeira série teve, e quis trazer um pouco disso pra si. Embora como veremos ao decorrer dessa análise, o termo muito tem de correto para ser utilizado, uma vez que devido a alusão que faz a história, estamos muito mais próximos de uma guerra civil de verdade nesses tempos, do que naqueles que poderiam ser chamados de desobediência civil. Lá os heróis, e apenas a comunidade heroica, lutava contra a aprovação de uma lei, enquanto o povo comum ficava na miúda. Toda a alegoria criada aqui tem muito mais a ver e é muito mais próxima de uma guerra civil de verdade, um conflito de ideias distintas que é levado as vias de fato, como tentarei demonstrar a seguir.





    Nossa história começa onde não podia deixar de ser, numa corte de justiça, com a Jen defendendo o caso do Polichinelo (esse maluco não morreu umas DUAS vezes já?) que foi preso por falar abertamente num plano que tinha pra cometer um ato criminoso. Porém tal ato nunca foi realizado e mesmo assim o cara foi preso. O discurso de Jen gira em torno da liberdade de expressão que uma pessoa tem mesmo sendo super-humana e pra comentar coisas que são crimes, mas não foram perpetuados (eu ACHO que conspiração ainda é um crime nos Estados Unidos...) e é um espectro totalmente diferente quando se entra no campo da ficção do que poderia acontecer, quando nunca houve a intenção de tal fato. Pra simplificar, é como se a polícia quisesse prender todo mundo que fala "eu vou matar você" numa discussão acalorada por tentativa de homicídio.



    Se Jen não é da defensoria pública, me pergunto o quanto de dinheiro o Polichinelo guardou de seus esquemas para poder contar com a defesa de uma das maiores advogadas de Nova York...


    Entrementes, o presidente entra em contato com um dos heróis mais próximos do governo, o Máquina de Combate, para uma conversa sobre cargos e futuros políticos. É uma abordagem bem interessante, só que meio inútil considerando o que vai acontecer logo mais. Talvez Bendis quis dar mais relevância para o personagem em questão antes do fatídico preview que foi apresentado? Infelizmente o público americano ( e os scanzeiros de plantão) não puderam desfrutar do peso que a morte de Rhodes vai causar, mas nos que lemos na ordem da Panini conseguimos sentir a morte do personagem que ia auçar voos maiores. Uma boa cena para trazer relevância ao Rhodes e uma espécie de "inevitabilidade da morte" que ronda todos nos. Uma verdadeira migalha da genialidade do Bendis para dar mais cor ao gibi.





    Enquanto uma nuvem terrígena se aproxima de uma Universidade em Ohio, o que será o estopim para o começo da saga, vemos a Capitã Marvel, Carol Danvers, ter uma espécie de "sessão de análise" com o Leonard Samson. É aqui que vemos os primeiros LAMPEJOS da alegoria que se desenha: Carol segue com seus deveres e admite pro Samson que está um pouco fadigada das ameaças que sempre escapam por um triz e isso a preocupa muito. Ao mesmo tempo que SE IRRITA PROFUNDAMENTE com a possibilidade do SAMSON A ESTAR ANALISANDO! Ora, já vimos não sei quantas vezes os heróis em situações de estresse QUEBRAREM e se tornarem algo pior. A Capitã Marvel, do alto de seus poderes e salto, se julga IMPOSSÍVEL de ser analisada! O mais foda é que isso preocupa de forma enorme o Samson, como podemos ver por sua expressão. Uma mulher empoderada como a Capitã Marvel se sentindo oprimida por ser analisada e julgada de sua capacidade por alguém? Onde foi que já vimos isso antes????









    Ao final desse prelúdio em Civil War II #0, Jen descobre no aeroporta aviões da SHIELD que apesar de seus esforços, o Polichinelo levou ferro na boneca na prisão, porém o mais cabuloso pra Jennet no momento é que a diretora Hill (aliás, como é bom ler a personagem como deve ser escrita, e não como uma inconsequente piadista que o Nick Spencer faz) parece bem demais com a situação, mesmo o Polichinelo estando na prisão injustamente (nem eu sou tão condescendente com aquele freak do caralho). Mas Jen como advogada possui uma formação humanista e sabe quando direitos básicos são violados e como isso soa bem ditatorial de uma AGENTE DA LEI, ainda mais sendo a DIRETORA de tal organização, que direitos civis devem ser violados.






    Ao final desta parte, o humano que foi acometido pela nuvem terrígena sai do casulo. Ulysses é seu nome e corre para escapar da morte certa pela outra humana da mesma universidade que se transforma em algo medonho. A parte acaba abruptamente com a visão de uma Nova York totalmente destruída com céu vermelho. Essa parte é belamente desenhada pelo Olivier Coipel, só para logo depois ser enganchada com o primeiro número de Civil War II #1, esta desenhada pelo David Marquez, que também não deixa a peteca cair. Ulysses é prontamente resgatado pelos Inumanos (e o Fera) assim que começa esta parte. Para logo depois, num esforço heroico, a comunidade super humana impedir que a visão de Ulysses se tornasse realidade.





    Após a vitória rola a já tradicional "festiva pós vitória", que desde o final de O Cerco, quando a hipocrisia, a canastrice e a cara-de-pau que os heróis tiveram em derrubar uma lei por conta de uma invasão de agentes da lei a um morro asgardiano tomaram conta, são recorrentes. Nessas festas é onde o Tony Stark pode se perfazer por ser milionário, embora nunca fizesse isso no passado entre os heróis, levantam champagne pro alto e começam a beber até alguém virar o cu e começarem a se aproveitar. A coisa toda parece até que foi tirada de um gibi do The Boys do Garth Ennis. É nesta ocasião que a "cúpula" dos heróis tomam conhecimento sobre o Ulysses e logo são postos de lados opostos: os que acham que é uma mão na roda o Ulysses antevê as crises antes de acontecerem e o Tony Stark querendo pagar de defensor da moral e misturando alhos com bugalhos.





    Não demora muito pra que todo o poder do Ulysses seja usado mais uma vez, quando ele descobre que uma ameaça cósmica, nada menos que o Thanos, ou um thanos, vem pra Terra pra uma instalação do governo para roubar artefatos de poder. Logo após saber da baixa que os Supremos tiveram, e mais uma outra baixa inesperada, o Homem de Ferro fica pistola e acha que saber das coisas antes que elas aconteçam é "brincar de deus" e quer parar com tudo o mais rápido possível, agora que seu token black morreu. Por outro lado temos a Capitã Marvel que acredita que o poder de Ulysses é a resposta para as preces dela, e uma maneira de cortar o mal pela raiz e a podagem das pessoas antes mesmo delas se tornarem uma ameaça. É aquele negócio que um certo grupo de pessoas deseja fazer, de condenar outro grupo só por ser do jeito que é, sem respeitar suas liberdades individuais.



    Capitã Marvel quer condenar criminosos, vilões e alienígenas antes deles cometerem qualquer ato ilícito.
    Um cara de turbante andando como médico pelas instalações da SHIELD? tá de boa



    O gibi acaba mostrando o que aconteceu entre o começo e o final da primeira edição americana de Guerra Civil II, com os heróis Supremos e Inumanos lutando contra Thanos e como eles se deram mal. A verdade é que o Rhodes não se fudeu por conta da previsão do Ulysses. Ele se fudeu por ser um idiota de armadura que acha que não deve ficar só no suporte de longe quando enfrenta o Thanos.







    Parte esta desenhada pelo Jim Cheung pro Free Comic Book Day e fazendo mísera. No geral, foi uma edição razoável. Tem porrada e aventura e um subtexto político interessante. Só não ver quem não quer e acredito que ficará ainda mais nítido ao passar das edições. Quanto a edição em si da Panini: puta que me pariu que gibi caro do caralho! Tem menos páginas que Liga da Justiça vs. Esquadrão Suicida e ainda colocam aquela capa cartonada SAFADA no gibi só pra encarecer mais. A edição também tá bem pobrinha, ao contrário do preço, porque não tem NEM CAPAS ORIGINAIS e APENAS UMA VARIANTE em seu miolo. A edição seguinte tem ainda menos páginas e o mesmo cartão como capa para encarecer, custando dois reais a menos. Verdadeira safadeza esse gibi.



    O que salva são a arte e o subtexto mais elevado que na concorrente. Porém Bendis caga na continuidade do próprio gibi

  • #2
    Re: [AVALIAÇÃO] Guerra Civil II #1 - Uma ALEGORIA de nossos tempos...

    Não consegui ler essa tranqueira não, ruim demais

    Enviado de meu ASUS_Z012DC usando Tapatalk

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    • #3
      Re: [AVALIAÇÃO] Guerra Civil II #1 - Uma ALEGORIA de nossos tempos...

      Lixo puro...
      DIGITAL ART: https://www.instagram.com/eduardo.spicacci.art/

      sigpic

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      • #4
        Re: [AVALIAÇÃO] Guerra Civil II #1 - Uma ALEGORIA de nossos tempos...

        Postado originalmente por thiago.savela Ver Post
        Não consegui ler essa tranqueira não, ruim demais

        Enviado de meu ASUS_Z012DC usando Tapatalk
        O mesmo aqui, porém irei tentar ler novamente

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        • #5
          Re: [AVALIAÇÃO] Guerra Civil II #1 - Uma ALEGORIA de nossos tempos...

          Lixo
          “Back like lateral passin'
          With that motherfuckin' gladiator manner of rappin'
          As an addict I let percocets and xannies relax me
          Fall back if your paddies is Maxi, please”

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          • #6
            Re: [AVALIAÇÃO] Guerra Civil II #1 - Uma ALEGORIA de nossos tempos...

            Postado originalmente por Maioral Ver Post
            O mesmo aqui, porém irei tentar ler novamente
            eu fui até a edição número 4, que foi onde eu fiquei puto com essa bosta de saga , depois só peguei um resumo pra ver o final desse pedaço de lixo

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            • #7
              Re: [AVALIAÇÃO] Guerra Civil II #1 - Uma ALEGORIA de nossos tempos...

              nenhum gibi desenhado pelo Marquez pode ser chamado de lixo... por pior q seja a histórinha
              fotografia é desenho de luz

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              • #8
                Re: [AVALIAÇÃO] Guerra Civil II #1 - Uma ALEGORIA de nossos tempos...

                li esse gibi

                Lixo
                the 40y.o. hypeboy

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