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[AVALIAÇÃO] - Coleção Graphic Novels DC #33 - Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha - Parte 2

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  • [AVALIAÇÃO] - Coleção Graphic Novels DC #33 - Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha - Parte 2



    Os membros da LJA estão muito felizes em ver seu companheiro de equipe, o Arqueiro Verde, de volta dos mortos. Mas por que ele está mais jovem e sem as memórias do Arqueiro Verde que eles viram morrer? Etrigan pode ter a resposta, mas ele parece ansioso para levar o Arqueiro de volta para seu túmuo.

    Ediçõs originais: Green Arrow #6 a #10; Flash Comics #86 e #92

    R$ 49,99
    Se o volume anterior foi todo mistério (com Oliver Queen simplesmente aparecendo em Star City, mais jovem e sem qualquer lembrança dos últimos anos), aqui temos todas as respostas. E Kevin Smith foi muito feliz nas escolhas que fez.

    Obviamente, o retorno de Ollie tem suas “viagens”, mas isso é praticamente regra em histórias de ressurreições. Ainda mais no mundo dos comics, em que personagens morrem e ressuscitam a torto e a direito. Mas, pelo menos, as “viagens” são coerentes e – muito – bem ancoradas na cronologia do Universo DC. Os fanboys devem ter ficado particularmente satisfeitos com o modo como o roteirista referencia uma série de eventos para justificar a volta do Arqueiro Verde.

    Smith teve a perspicácia de se aproveitar do fato de que Hal Jordan (o melhor amigo de Oliver Queen) pirou, adquiriu poderes divinos, assumiu a forma de Parallax e, posteriormente, se tornou hospedeiro do Espectro. Sem contar que, por muito tempo, Hal ficou marcado pela obsessão de querer consertar as coisas. Por tudo isso, faz todo o sentido do mundo que o antigo Lanterna Verde seja o pivô do retorno de Oliver.

    A interação com outros personagens, aliás, é uma das coisas mais legais do arco. Além do já mencionado Jordan, o roteirista explora muito bem a relação de Queen com Dinah, Roy e Connor. Isso, sem mencionar outros “convidados”, como Batman e o demônio Etrigan. Smith arrumou até um jeito de enfiar Lorde Sonho (de Sandman) na história, em uma participação que é puro fanservice, e deve ter feito nerds gozarem litros. Eu, pelo menos, gozei.

    A situação, digamos assim, peculiar em que Oliver Queen se encontra ao retornar à vida foi outra boa sacada do roteirista. Afinal, dar de ombro para certas responsabilidades e ficar numa boa é a cara do personagem. Prova de que Smith conhece o personagem que se dispôs a escrever.

    O ponto negativo é a verborragia do penúltimo capítulo, no qual o vilão conta todos os pormenores de seu plano maligno ao Arqueiro Verde. Este, pelo visto, é um vício do qual Kevin Smith não consegue (talvez nem queira) superar, visto que recorre ao mesmíssimo expediente em Diabo da Guarda e em O Mal no Coração dos Homens.Além de tornar o capítulo maçante, isso joga o vilão em estereótipo que, há muito tempo, virou motivo de piada.

    Também podemos discutir a enorme coincidência de o desmemoriado (e recém-ressuscitado Oliver Queen) ser encontrado justo pelo tal Stanley Dover, cujos planos secretos exigiam exatamente alguém na peculiar condição de Ollie. Como se trata de uma boa história, a gente acaba não dando importância para esse tipo de coisa, mas não tem como fechar os olhos totalmente a essa comodidade roteirística.

    A edição traz ainda duas historinhas dos anos 1940, publicadas em Flash Comics 86 e 92. A primeira é protagonizada por Johny Trovoada e apresenta a primeira aparição da Canário Negro, que surgiu como uma ladra que roubava outros criminosos. A segunda já mostra Dinah Lance como heroína, enfrentando bandidos genéricos e esquecíveis. Ambas são bobinhas e simplórias, e servem apenas como curiosidade.

    Como “extras”, as capas originais do Arqueiro Verde, inclusive as que faltaram na primeira edição.
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