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O Raio que me Despertou

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  • O Raio que me Despertou

    Resolvi postar aqui um trechinho de um roteiro que eu tinha escrito faz algum tempo.

    A idéia que tive era fazer uma "primeira edição", somente isso, uma primeira edição de um personagem que eu mesmo criei, um herói Brasileiro, apesar dessa afirmação ser uma heresia contraditória...

    Quem quiser dar uma lida para ver como é, esteja a vontade, se pá coloco o resto ai até o fim...

    Bom, é isso aí meu povo

    [hide:a25becbaed]Introdução

    Geralmente, quando as pessoas se olham, na pressa ou na calma, para suas próprias feições refletidas na película de um espelho, todas elas fecham suas caras com um ar de seriedade misturado com tristeza. “O que eu vou fazer hoje”? “Por que será que ela não me ligou”? “Tanto a se ter, e tão pouco com o que se pagar...”. Não os culpo. Não em totalidade.
    Indiferente do resto do mundo, sempre olho para o abismo que sou com um sorriso, como que se, numa emulação de canastrão “aí está você, seu fornicador inveterado. Como vai essa força?”.
    Como o destino de todas as folhas no outono, entretanto, esse era o caminho que eu seguia. Antes dos supers, ultras e hipers se transformarem nas escalas de comparações para o que seria esse mistério que me tornei para mim mesmo. Não obstante a todos os problemas de alguém imerso no dilema diário que é a vida, na palma da minha mão, bailavam todas as palpitações do mundo.


    Projeto Zaratrusta – Tupã
    O Raio que me despertou...


    Página 1



    Quadro 1
    Um olho negro, envolto por uma rósea pele, quase transparente. Claramente se tratando de um feto já em seu término de sua formação uterina.

    Narração Tupã 1:
    Eu me lembro de quando nasci.

    Quadro 2
    A cabeça e uma mãozinha, de um bebê em formação. Zoom Out do quadro anterior, revelando mais a forma da criança.

    Fala Tupã 2:
    Sério! Todos nós temos esse hard disk que chamamos de cérebro. A diferença é que o meu tem bons backups.

    Quadro 3
    O Corpo inteiro do bebê, na velha conhecida posição fetal em um aconchegante “ventre” rosa e iluminado. Zoom Out dos quadros anteriores.

    Fala Tupã 3:
    Mas eu me recordo de tudo. Meu tato já era poderoso o suficiente para absorver todas as impressões do “mundo exterior”. O calor do útero, a umidade do liquido amniótico...

    Quadro 4
    O Bebê dentro de um “útero artificial” oval, preso a duas estruturas, uma vinda do solo e a outra vinda do teto. Lembram um pouco duas garras artificiais, contrastando com o ambiente, repleto de atarefados cientistas em seus jalecos clássicos, cabos de força jogados pelo chão, como se isso fosse o máximo de segurança para a época. Nos cantos da instalação, computadores, um pouco antigos, com design dos anos 70/80, porém mais avançados que os da época (okay, talvez não tenha como demonstrar isso, mas tenha em mente que são). As paredes são de aço e rebites, enquanto algumas telas enormes demonstram gráficos de especulações diversas. Parado na frente da estrutura materna, um homem de costas observa a pequena figura.

    Fala Tupã 4:
    As luzes externas em suas oscilações vibratórias, reagindo com a eletricidade que corria veloz por meus nervos sobre-infantis...


    Página 2


    Quadro 1
    O Senhor que está olhando para o útero artificial. Só que agora visto de frente, com algumas luzes sendo refletidas em seu jaleco e grandes óculos, com um corte da sua cintura até um ou dois dedos acima da sobrancelha. Ao lado, mais ao fundo aparece uma figura de terno, mais sóbria e fria. Um efeito “olho de peixe” ficaria legal aqui, para dar uma idéia que esta é a “visão do bebê”.

    Fala Homem de Terno 1:
    Eles estão irritados McKnight.

    Fala Doutor 2:
    Hmmm?

    Fala Homem de Terno 3:
    Ela está irritada meu caro Doutor...

    Fala Doutor McKnight 4:
    Oh... A dama de ferro...

    Fala Homem de Terno 5:
    O partido acredita que o trato com os trabalhistas irá ruir em breve. Eles querem o seu brinquedinho para...

    Fala Doutor McKnight 6:
    Agora você está sendo equivocado agente Huntingan... Se tudo der certo...

    Quadro 2
    Face do Doutor , virando um pouco para trás. Ele aparenta ter algo em torno dos cinqüenta anos, cabelo 60% grisalho e aquele ar de londrino legítimo. Ao fundo, alguns pedaços do laboratório e do útero artificial.

    Fala Doutor McKnight 7:
    ...Nós é que seremos os brinquedos dele...

    Quadro 3
    O Agente Huntingan de braços cruzados, insatisfeito com a resposta, enquanto doutor olha para ele, pegando um bloco de notas com um assistente.

    Fala Agente Huntingan 8:
    O que você está querendo insinuar Doutor? Que o governo britânico está subsidiando verbas para criar um super-ser que NÃO ESTARA SOB SEU CONTROLE?

    Fala Doutor McKnight 9:
    Shhhhhh, silêncio! Há uma criança crescendo aqui. Serão todos os agentes do MI-5 tão irritadiços ou essa é uma peculiaridade sua Huntingan? Jesus! Estou apenas lhe dizendo que: sem os devidos polimentos educacionais, sim, ele poderia nos escapar do controle...

    Fala Desconhecido (fora do Quadro) 10:
    Algo que evitaremos com plena certeza...

    Quadro 4
    Parte do Rosto do doutor McKnight, as costas do agente olhando para um outro cientista, que está um pouco distante, acima de um pequeno lance de escadas. Atrás dele, algo que seria uma grande porta automática circular. Dá para se notar isso, por que ela está se abrindo para um outro cientista sair.

    Fala Doutor Desconhecido 11:
    Afinal, o governo anterior permitiu que Malcolm MacLaren escapasse de seu controle com seus filhos insanos e anárquicos. E não queremos que esse filho seja tão descontrolado...

    Fala Doutor McKnight 12:
    Mas o que você...

    Fala Agente Huntingan 13:
    Presumo que não recebera o memorando, mas foi por isso que vim até aqui em baixo. O governo está alocando o doutor Morgan Drake para liderar o projeto Beowulf... Juntamente com o senhor. Creio que já se conhecem não?

    Quadro 5
    Morgan cumprimentado o agente, enquanto olha com um certo ar de cínico para McKnight. Morgan tem um grande bigode loiro, cabelos fartos, levemente encaracolados e loiros além de olhos azuis, frios como a Groelândia, usando um óculos, como a maioria dos cientistas. Aparenta estar na casa dos quarenta e ter uma constituição robusta.

    Fala Doutor Morgan 14:
    Enfadonhamente. Lecionávamos em Oxford, há alguns anos atrás. Parece que sua teoria da influência genética no meio físico o levou a algum lugar... Bem melhor do que uma cadeira efetiva e o nome em algum laboratório...

    Fala Doutor McKnight 15:
    Assim como suas práticas abusivas e desrespeitosas aos direitos humanos...

    Fala Morgan 16:
    Ás vezes um pai precisa ser duro com seu filho. A ciência é cruel Owen, é através dela que disciplinamos o nosso filho...

    Fala McKnight 17:
    Fale o que quiser doutor Drake...

    Quadro 6
    A vista de dentro do útero artificial, em sua cor vermelho-rosada. Onde pode se ver a palma da mão de McKnight aberta em cima dela, e sua cabeça baixa e triste. A coloração reflete um filtro de luz que torna tudo ligeiramente avermelhado.

    Fala McKnight 18:
    ... Mas ele nunca será seu filho...


    Continua[/hide:a25becbaed]
    CONFIRA MEUS TEXTOS NO CONTRAVERSÃO
    http://contraversao.com/author/antoniotadeu/

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