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Baseado na obra de AUGUZTO VELAZQUEZ...

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  • Baseado na obra de AUGUZTO VELAZQUEZ...

    CONTOS DE INFERNO.

    Tive uma idéia vendo as versões da galera no tópico do Projeto Inferno, e decidi escrever um conto sobre ela, baseado em algumas pessoas que eu realmente conheci.

    Dêem uma lida aí e me falem o que acham da idéia:

    A trama:

    Rômulo é uma pessoa que vive no meio do black metal. É um cara frustrado, sem nenhum talento pra nada, que vive em uma casa completamente normal. Ele acha que nasceu na época errada, e que nada desse mundo serve para ele.

    Por esses motivos, se envolveu com magia negra, kabala, bruxaria e outras coisas góticas do gênero. Seu sonho sempre foi conhecer o inferno. Ele sempre fala sobre isso com os amigos.

    Um belo dia, lendo sobre as coisas sobre as quais ele se interessa, ele encontra em um sebo um livro com um ritual que descreve a abertura de um portal para o inferno. Ele descobre que o portal não é nenhum lugar físico, e sim a própria mente das pessoas. Os grandes bruxos abriam o portal para o inferno em seu próprio corpo, e então recebiam um guardião para zelar pelo portal (e em conseqüência pela pessoa que o abriu).

    Como todo black metaller bruxo praticante de magia negra, o Rômulo tem poucos amigos, é excluído dos círculos sociais que freqüenta constantemente.

    Na faculdade, é sempre zoado pelos pitboys.

    Depois de ler sobre a abertura do portal do inferno, ele fica seduzido pela perspectiva de tanto poder, e decide abrir um portal nele mesmo para se defender de seus inimigos. Ao mesmo tempo, ele poderia realizar seu grande, sonho de ir ao inferno e voltar, assim como Alesteir Crowley, Roderick, e tantos outros demonólogos.

    Ele então chama seus dois amigos do grupo de RPG, mais o seu “bruxo-mestre” (que calha de ser o vocalista de uma banda de black metal) para fazer o ritual.

    Eles fazem o ritual de uma forma completamente ridícula, e obviamente não funciona. Mas eles se tatuam, e na mente deles, agora são protegidos por guardiões do portal do inferno.

    Na mesma semana, Rômulo é zoado novamente pelos pitboys, mas dessa vez ele é diferente, ele está protegido por um guardião do inferno, as coisas não são mais como eram antes.

    Então ele e seus dois amigos esperam um dos pitboys sair da faculdade, e os três atacam o cara sozinho. O pitboy já leva uma paulada nas costas e desmonta como qualquer ser-humano. Os três se sentem poderosos, e batem no cara até ele começar a sangrar e implorar para eles pararem. Os dois garotos se acovardam e ficam com pena, decidem fugir. Rômulo não. Sentindo a influência (Psicológica, evidentemente) do seu guardião do inferno, ele desfere uma paulada diretamente no crânio do pitboy, que sofre um traumatismo craniano e entra em coma.

    No momento, os guardas da faculdade, avisados da briga por um vizinho chegam, e levam Rômulo para a delegacia.

    Ele é condenado há dois anos de prisão, e mais dois de serviços comunitários.

    Assim que entra na cela, pequena e apertada, os outros presos vão dar “boas-vindas” a ele.

    Um dos presos fala: “Ae mermão. Agora... tu vai conhecer o INFERNO!!!”

    FIM

    Qualquer semelhança com pessoas não é coincidência, eu realmente conheci gente assim quando fazia faculdade, e tocando por festivais de heavy metal.



    Meu objetivo no roteiro é ir apresentando os fatos vagarosamente, e deixar sempre implicitas as motivações dos caras.
    "Please allow me to introduce myself. I am a man of wealth... And taste!"

  • #2
    ROTEIRO PARTE 1:

    CONTOS DE INFERNO

    PAG 1.

    Aqui é a preparação para a apresentação dos personagens. O objetivo é demonstrar o estilo de vida deles, seu grupo social, sua forma de pensar. Estamos em um festival de black metal. O espaço é pequeno, o som é horrível, gutural. Todos se vestem de preto, com camisa de bandas desconhecidas. Cada pessoa possui uma variação no visual, alguns com sobretudo, outro com botas de motoqueiro, cabeludos, cabeças raspadas, cabelos pintados, piercings e acessórios. Cruzes ao contrário, anéis, tatuagens medonhas.

    QUADRO 1.

    Todo escuro.

    Texto:

    Recordatório: 00:00.

    QUADRO 2.

    Uma boca em frente a um microfone. Com uma barba feita para ser pontuda. É o vocalista de uma banda que está se apresentando. Possui um piercing abaixo do lábio inferior, e uma pintura que lembra uma lágrima abaixo do olho esquerdo, mas é estilizada para ser mais quadrada. Seu cabelo é anelado, muito escuro e comprido. É um jovem de aproximadamente 22 anos.

    QUADRO 3.

    A Cena se afasta e mostra o vocalista por inteiro. Suas roupas são estilo death metal, com correntes e pentagramas pendurados pelo corpo, anéis.

    QUADRO 4.

    A cena é o palco mostrando a banda por inteiro no palco, e parte do corpo de sua platéia. Os demais integrantes da banda se vestem como o público. O palco é pequeno, baixo, os equipamentos são amadores, o show é totalmente underground.










    PAG 2

    Estamos na porta do show. Aqui iremos introduzir os personagens. As pessoas na porta do show são jovens que jogam RPG, gostam de black metal, não possuem nenhum talento em especial e estão acompanhados de mulheres feias vestidas em roupas estranhas e com acessórios excêntricos. A porta do show é uma casa antiga, pequena, com um portão que não possui mais de 2 metros de largura. Deve ser possível perceber que é uma casa antiga que foi transformada em um local para shows.

    Os personagens principais são o protagonista Rômulo, seus dois amigos Jean e Roni.

    Rômulo sempre utiliza a mesma roupa. Botas pretas até o joelho com fitas de tecido que são amarradas em volta da bota. A calça preta velha está sempre para dentro da bota, a camisa preta de manga comprida e gola alta sem nenhuma estampa para dentro da calça. Seu cabelo é castanho, anelado e vai até a cintura. Suas unhas são grandes.

    O visual de Jean e Roni não diferem do resto das pessoas que estão na porta do show. Eles estão os três juntos tomando uma garrafa de vinho chapinha.

    QUADRO 1:

    Mostra a porta do show.

    Recordatório: “Do lado de fora...”

    Quadro 2:

    Cena dos três amigos.

    Roni: Quando iremos marcar a próxima sessão de Vampire?

    Jean: O Lorde Black falou que não vai poder na quinta. Ele saiu mal na prova e o pai cortou...

    Quadro 3:

    Rômulo Segura ou bebe da garrafa de chapinha.

    Roni: Só no fim de semana então?

    Quadro 4:

    Close na garrafa de chapinha.

    Jean: Acho que na sexta à noite deve dar...

    Página 3

    Estamos na casa de Rômulo. Sua casa é bem normal, sua família é normal, tudo extremamente muito normal. Tão normal que até enjoa, Essa normalidade toda foi um dos motivos pelo qual ele é hoje a pessoa excêntrica que é.

    Quadro 1:

    Close em uma garrafa de vinagre, no mesmo ângulo do chapinha do quadro da página anterior (Para amenizar a transição da cena). A mãe de Rômulo está preparando um almoço.

    Quadro 2:

    A mãe de Rômulo continua preparando o almoço. Desta vez ela é mostrada inteira junto com o ambiente da cozinha.

    Mãe de Rômulo: “Rômulo, vem almoçar meu filho”.

    Quadro 3:

    Estamos no quarto de Rômulo. É um quarto decorado para parecer praticamente o Inferno. Pôster de banda de black metal (Deicide, etc...), pentagramas ao contrário pendendo do teto, livros de RPG nas estantes.

    Ele está deitado em sua cama lendo um livro

    Quadro 4:

    Ele deixa o livro de lado. Lê-se no título “A Bruxa Satânica – LaVey”.

    Quadro 5:

    Rômulo está na cozinha de sua casa, junto de sua mãe, abrindo a porta que dá para a rua.

    Rômulo: “Nâo quero almoçar. Vou sair”.

    Quadro 6:

    Rosto de sua mãe.

    Mãe de Rômulo: “Você não vai sentir calor?”





    Página 4

    Quadros 1, 2 e 3.

    Aqui teremos uma sequência para mostrar o deslocamento de Rômulo. Precisamos de uma câmera fixa, junto ao chão. O primeiro quadro mostra parte da porta de sua casa aberta e seus pés de costas para a câmera, pois ele está fechando a porta. O Segundo quadro a câmera continua no mesmo lugar, a porta fechada e Rômulo de costas, andando na calçada a alguns metros da porta. O Terceiro quadro a câmera continua estática, e Rômulo está dobrando a esquina.

    Quadro 4:

    Rômulo chega na frente de um sebo. É um local com paredes negras, e fica embaixo de um prédio de apartamentos. Possui uma vitrine pequena com vários itens pendurados. Livros de RPG, incenso, Itens de ritual de magia negra, pentagrama, Gibis, Bonequinhos de Super Heróis. A Porta de entrada fica abaixo do nível da calçada, em frente a uma pequena escada de dois degraus. A impressão da fachada é que a loja foi enterrada no chão por causa do prédio acima dela. A loja chama Abrakadabra.

    Quadro 5:

    Mostra Rômulo entrando na loja, descendo as escadas. O nome da loja é semi-visível em um letreiro acima de sua cabeça. (Só é possível ler “rakadab”).

    Quadro 6:

    Os próximos quadros, e as próxima página são um diálogo entre Rômulo e o Dono da Loja. Fica a critério do desenhista ilustrar a página. Pode-se utilizar quadros com o ambiente da loja, páginas do livro, quadros ilustrativos da história que o dono da loja conta, flashbacks, expressões do rostos de Rômulo...

    O Dono da loja é um homem de +- 35 anos, não é gordo mas também não é magro. Veste uma camiseta preta de manga comprida com aparência de velha, estampada com a imagem do King Diamond. Possui o cabelo não muito comprido e uma barba bem escura.

    Rômulo: “E aí Juninho”.

    Juninho: “E ae. Gostou do último livro que eu te passei?”

    R: “Principalmente dos rituais de abertura de portais para o submundo”.

    J: “É, mas você sabe que esses rituais foram modificados a partir de outros rituais da Roma Antiga. O LaVey era devoto desses rituais, mas descreveu do jeito que eles são mesmo, por que usou textos que foram alterados por metáforas na idade média para disfarçar da santa inquisição.”

    R: “Mas como você sabe disso?”

    J: “Ah, é por que eu tenho coisa fina aqui. Esses rituais foram trazidos dos confins do império persa, onde já tinham rituais ocultos dedicados ao Ahriman, o Deus persa do inferno. Os escritos vieram a público na Roma antiga, no reinado do Imperador Augustus, e depois foram escondidos quando o cristianismo se tornou a religião mais popular. Só que eu consegui um original.”

    R: “Nossa. Você já leu?”

    J: “Bem, eu dei uma olhada. Pelo que eu li, os portais do inferno na verdade não são criados do nada. Eles precisam ser abertos em pessoas, gente de carne e osso. As pessoas que eram escolhidas para serem portais tinham sua pele marcada, e então serviam de passagem para os demônios. Como essas pessoas atraem muitos inimigos divinos, uma besta-fera guardiã era incumbida de vigiar o portal. Essa besta fera defendia o humano-portal de todos os seus inimigos.”

    R: “...” (Espantado).

    J: “Vai levar? É Cinqüentinha”.

    Penúltimo quadro pag 5:

    Rômulo abrindo a porta da loja pelo lado de dentro da loja com uma sacola. Essa sacola contém o livro com os rituais. Deve ser visível isso.

    Último quadro pág 5:

    Um outro cliente da loja se aproxima do balcão e ele conversa com juninho.

    Cliente: “Essa história de porta do inferno é verdade mesmo?”

    Juninho: “Pffff... hehehe” (Com olhar irônico).
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    • #3
      QUE MEDO!!!

      El Lobo, ADOGUEY a sua versao. Ainda mais que o "Inferno" no caso pode ser confundindo com uma ESQUIZOFRENIA COLETIVA dos membros do "Culto do Portal do Inferno",,,

      Estou CURIOSO para ver aonde isso vai dar.

      Depois eu posto artes dos personagens do El Lobo.

      Beijokas

      Canibal
      PROTOCOLO: A ORDEM foi impressa e está sendo vendida. APENAS ACEITEM!!!

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      • #4
        É, eu tipo imaginei +- assim:

        O inferno, do jeito que você fez, existe mesmo, o lance das tatuagens e tudo mais.

        E existe tem muito tempo, desde o começo do inferno.

        Só que evidentemente é uma coisa que não acontece com todo mundo. E de vez em quando saem alguns textos sobre o assunto, mas sempre sem dizer nada com nada como é a maioria dos textos sobre ocultismo.

        Então esses caras sem noção que se acham bruxos leêm sobre o assunto, e acabam interpretando errado e tal...

        A mensagem mesmo é dizer que 90% das coisas que esse povo fala é pura imaginação.
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