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O Beco de Sangue

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  • O Beco de Sangue

    *Bem aventurados os com a falta de uma alma. Pois deles, será o mundo.
    O anjo caído ira surgir do próprio Deus. No dia do primeiro apocalipse, a foice será o instrumento do fim.
    O anjo caído ira voltar um dia de seu túmulo. Sua busca por Deus sera longa, porem incansável.
    A um messias ira se unir e um Judas pode a todos trair.
    A cruz é sua lembrança. A morte é sua eterna herança.
    O anjo caído levara suas palavras e ações até ter sua vingança.
    Deus ira sorrir, enquanto o resto do gado, da terra banir.
    E no dia do segundo e definitivo apocalipse, Deus poderá sorrir ou eternamente lamentar, pois seu perfeito anjo, é um amante da senhora Morte.
    Que alguém, não importa quem, tenha piedade de nossos corpos imortais.
    Amem.
    Mariah Lich, A lenda do anjo caído.*

    “É a sexta badalada do relógio. Na enorme sala, um homem sentado em seu trono fica imóvel, esperando pela decima segunda delas. Em sua mão direita uma taça de vinho tinto. Trajando um elegante terno negro, o homem permanece de cabeça baixa e imóvel.
    O relógio continua com sua bela sinfonia, até a derradeira badalada.
    Nela, como magica, em volta do trono do homem surgem varias pessoas.
    Espíritos talvez, ou apenas seres perdidos. Em seus olhares eles demonstram uma mistura de medo e terror.
    O homem então finalmente levanta a cabeça. Ele tem uma feição gentil aparentando seus 40 anos.
    Um cavanhaque reside em volta de seu sorriso, enquanto o homem joga seus longos cabelos inteiramente grisalhos para trás. Ele abre os olhos lentamente, finalmente mostrando olhos azuis como o mais belo dos oceanos.
    Um dos seres se aproxima do homem, com a mesma feição de medo de anteriormente.
    Ele se ajoelha em sinal de respeito e mantém sua cabeça abaixada.

    - Senhor... todos queremos ajudar...e sermos ajudados.- Diz o ser meio gaguejando.
    - Sabe que o vosso dia esta chegando, correto? – Diz o homem ainda em seu trono e degustando o vinho que possui na mão.
    - Ouvimos dizer que o primeiro apocalipse se aproxima senhor. – Comenta o ser, levantando um pouco os olhos.
    - Então, apenas querem estar ao meu lado quando o apocalipse estiver perto? – Diz o homem colocando a taça nos braços do trono e cruzando os braços.- Porque eu deveria lhes proteger?
    - Não será de graça, meu senhor... veja... – Diz o ser levantando os braços.

    O ser então faz um sinal com a cabeça e as portas da enorme sala se abre.
    Um outro indivíduo, muito parecido com o que esta com o homem passa pela porta e atras dele, varias mulheres lhe seguem, todas com cordas amarradas no pescoço.
    O homem olha para as mulheres a abre um enorme sorriso, deixando finalmente enormes presas a mostra. Seus olhos antes azuis, ganharam uma enorme tonalidade de sangue, um brilho vermelho como o de um animal.
    Ele solta uma pequena gargalhada e se levanta, fazendo um pequeno sinal com a mão, para que o ser que com ele conversava, se afastasse.
    Então caminha lentamente em direção as mulheres. As pessoas que ainda estavam em volta do trono, começam a fazer feições de tristeza. Sabendo do destino que aguardava aquelas mulheres.

    - Mulheres? Sabe como agradar um vampiro meu amigo... – Diz o homem rindo e andando lentamente.
    - São todas humanas...ou como vocês dizem... “gado”... – Diz o estranho ser, sem coragem de olhar para as mulheres. – Queremos sua proteção em troca delas.
    - Não se preocupe meu amigo, você não ira morrer no apocalipse. –Ele então fica totalmente parado.

    Os olhos do elegante homem, em questão de milésimos, percorrem toda a enorme sala.
    Como num movimento de dança, tão belo quanto mortal, ele se move como uma sombra e aparece atras do ser, que a essa altura já estava totalmente apavorado. Suas mãos percorrem todo o pescoço do pobre ser e com apenas um pequeno esforço, o homem quebra e esmaga o pescoço.
    Ele então percebe o sangue em suas mãos e leva ela ate a boca, passando a língua por todos seus dedos.
    Seus olhos ficam novamente azuis e suas presas parecem diminuir um pouco.
    Como se nada tivesse acontecido, ele então olha para as mulheres, nesse instante já chorando de pavor. E numa feição de benevolência, lhes abre um enorme sorriso.

    – Eu cumpri minha promessa, ele não morreu no apocalipse. – Diz o homem ao mesmo tempo que solta uma enorme gargalhada, seguido pelos outros que estavam em volta do trono. – Bem... agora temos que cuidar dessas belas damas. Natham??
    - Sim senhor D? – Diz um homem com uma pele muito pálida e um fraque, indo ate o lado do homem, que chamava D.
    - É hora do jantar...- Diz D abrindo novamente o sorriso demoníaco e tendo os olhos ardendo em chamas. Então tudo escurece e tudo que resta é um grito.”

    Seu nome é Paulo. 23 anos, cursando segundo ano de psicologia. Ele grita como nunca havia feito antes, quase rasgando os lençóis de sua cama. Ele se levanta e em apenas um passo acende a luz de seu quarto, ofegante como se tivesse corrido uma maratona.
    Enquanto se senta na cama, ele abaixa a cabeça, murmurando algumas palavras.
    Ele se lembra do homem no trono. Se lembra da feição de terror no rosto das mulheres e do pavor no rosto do ser ao perceber que seria morto.
    Paulo sempre teve pesadelos, mas tirando uma vez, na escola a alguns anos atras, eles nunca haviam sido tão intensos. Tão reais.
    O mais estranho era que esse mesmo homem sempre estava em seus pesadelos. Os anos passavam para Paulo e para as outras pessoas, mas não para o estranho homem de cabelos grisalhos, que parecia permanecer eterno na cabeça de Paulo.
    Ele se levanta com dificuldade e caminha ate o banheiro e se olha no espelho.
    Paulo tinha 1,80 e os olhos castanhos escuros. Era magro e tinha os cabelos negros que lhe caiam sobre o rosto aparentemente cansado e abalado.
    Paulo abre a torneira e lava seu rosto. Ele olha no relógio e percebe que são apenas 1:00 da manha, porem ele havia perdido totalmente o sono.
    Paulo desce as escadas de sua casa, ainda meio que se arrastando e sem conseguir parar de pensar no pesadelo. Ao perceber a luz da cozinha acesa e alguém sentado numa cadeira, bebendo um café, Paulo abre um pequeno sorriso e caminha ate a cozinha.

    - Sem sono dona Lucia?- Diz Paulo passando e dando um beijo na cabeça da mulher.
    - Filho? – Diz a mulher assustada – Amanhã você tem faculdade, posso saber porque o senhor não esta deitado???
    - O de sempre mãe... pesadelos. – Diz Paulo pegando uma xícara de café e se sentando ao lado da mãe. – E a senhora? Por que acordada?
    - O de sempre também... saudades. – Diz dona Lucia olhando para Paulo com os olhos levemente úmidos.

    A 6 anos atras o pai de Paulo havia morrido. Ele morreu num assalto.
    Apesar de tanto tempo ter se passado, Dona Lucia não havia ainda superado a perda do marido e no fundo, nem Paulo.
    Ate por isso ele iniciou a faculdade de Psicologia. Para ajudar a mãe e a si mesmo a superar os problemas. Paulo começou a trabalhar após a morte do pai, o que não lhe dava muito tempo para ter uma vida social.
    Paulo então percebe que a mãe queria ficar um pouco sozinha e levanta, lhe dando outro beijo na cabeça. Ele lhe deseja boa noite e sobe para o quarto, apagando as luzes e deitando na cama, também com os olhos úmidos.
    Ele fica lá, deitado e olhando para o nada, para eterna escuridão que estava o quarto.
    A essas horas não era mais os pesadelos que lhe incomodavam, mas a vida real.
    Porem, mesmo sem querer, Paulo acaba adormecendo. Mas a escuridão só aumenta e os pesadelos voltam.
    Paulo sente como se seu corpo flutuasse, como se não estivesse mais em sua cama. Ele quer abrir os olhos, mas o medo impede.

    - Não sabes como esperei por esse momento criança. – Diz uma voz na cabeça de Paulo.
    - Não ligo mais para esses pesadelos idiotas... – Resmunga Paulo ainda com os olhos totalmente fechados.
    - Esse pesadelo começou a exatos 23 anos meu jovem. Mas só acabara daqui a muitos séculos, quando eu disser que acabou. – Diz o homem dando uma gargalhada em seguida.
    - Meu Deus...você??? – Diz Paulo abrindo os olhos assustado.

    De repente ele esta na enorme sala do pesadelo anterior. Deitado flutuando na frente do enorme trono do homem. Ele não consegue mais falar, chorar ou gritar. Era como se ele estivesse em total paralisia, podendo mover apenas o pescoço e a cabeça. Então vê o homem sentado no trono, limpando a boca. Na parede esta o corpo do estranho ser do seu pesadelo anterior, com o pescoço quebrado. E na porta da sala, o corpo das mulheres totalmente ensangüentados e mortos.
    Paulo então vira a cara com um ar de repudia e encara o homem com medo.

    - O destino é engraçado. Sua vida sempre foi um total fracasso e você destinado a enfrentar alguém imortal. – Diz D se levantando do trono e estralando os ossos do corpo, enquanto caminha lentamente em direção a Paulo.
    - Mas que droga, o que tá acontecendo?? – Diz Paulo tentando em total desespero se livrar da paralisia.
    - Pare de agir como gado, anjo...– Sussurra D chegando ao lado de Paulo e passando a mão de leve pelo seu pescoço. Nesse instante é como se um rio de sangue surgisse em volta dos dois e tudo ficasse num tom de vermelho. – O apocalipse esta muito perto e eu tenho que garantir os negócios...você poderia estraga-los um dia...
    - Anjo?? Gado?? Apocalipse?? Seu maluco... – Grita Paulo cada vez mais nervoso e assustado. – Por que esse tom de vermelho?? QUEM É VOCÊ?? – Grita novamente Paulo em total desespero.
    - Nesse instante, nas atuais circunstâncias, acho que você pode me chamar de D... ou melhor ainda... – D então abre um sorriso e deixa as presas a mostra. –.. o vampiro que te assassinou!

    D então morde o pescoço de Paulo como um animal faminto atacando uma carcaça. Ele suga o sangue de Paulo que lhe parece o melhor dos néctars...
    A cada gota de sangue que ele suga, Paulo grita mais alto. Seus gritos ecoam por toda a enorme sala e alem dela. De repente, D parece perder o controle e cai no chão, com um ar de assustado. Paulo então fecha os olhos com força e grita novamente, com todo o ar que lhe restava no pulmão, que nessas horas já estava inundado de sangue.
    Como numa passagem, ele abre os olhos novamente, assustado, e não vê mais a sala. Não vê mais D, nem os corpos mortos. Vê apenas seu quarto.
    Ofegante e tossindo, Paulo tenta levantar, mas uma dor descomunal faz com que ele caia na cama, gemendo como nunca.
    Seu pescoço parece latejar como se tivesse sido cortado em dois e seu corpo inteiro parece inflar como se fosse explodir. Ele põe a mão no pescoço e sente que ele estava totalmente molhado... sem saber como, ele sabia que era o cheiro de sangue.
    Paulo então fecha novamente os olhos e deixa a dor tomar conta do corpo.
    Depois de uns 15 minutos ela finalmente para. Paulo estava morto...seu coração não batia mais.
    Porem, ele não sabia disso, pois estava se sentindo mais revigorado do que nunca, enquanto dorme como pedra sobre o colchão manchado de sangue.
    Porem se tudo não passou de mais um pesadelo, ele só saberia na manhã do outro dia. Onde tudo mudaria para sempre.



    (Duvidas, sugestões, criticas, fiquem a vontade... =*)

    Agradeço a MANITU pela graça alcançada!!!!

  • #2
    Achei seu texto meio clichêzão demais... não que esteja ruim, mas é só mais do mesmo.
    ùltima Leitura: Razoável
    sigpic
    Mister No #6 (RECORD)

    http://www.tumblr.com/blog/ultimaleitura

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    • #3
      O início do texto é interessante, mas depois fica algo arrastado. E atenção com o português.
      BEHOLD MY POWER

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      • #4
        É, uma revisão não faz mal a ninguém!
        ùltima Leitura: Razoável
        sigpic
        Mister No #6 (RECORD)

        http://www.tumblr.com/blog/ultimaleitura

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        • #5
          E a continuação? Vai ficar pra depois do noivado???
          BEHOLD MY POWER

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          • #6
            Caraca, nem lembrava mais desse topico...
            Vou continuar, prometo..

            Agradeço a MANITU pela graça alcançada!!!!

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