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O Homem de 100 Mil Anos.

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  • #31
    Se você nunca leu Lovecraft, então devo parabenizá-lo pela sua criação.

    Talvez não seja um mero sonho. Talvez o tal homem de 100 mil anos exista e esteja usando você para escrever sua biografia...

    Comment


    • #32
      Postado originalmente por Mohamed
      Talvez não seja um mero sonho. Talvez o tal homem de 100 mil anos exista e esteja usando você para escrever sua biografia...

      Comment


      • #33
        Postado originalmente por Mohamed
        Se você nunca leu Lovecraft, então devo parabenizá-lo pela sua criação.
        Juro que tentei ler Lovecraft quando eu tinha, sei lá, uns 18, 19 anos.
        Não consegui.
        Achei chato para CA-RA-LHO!

        E na verdade eu não tenho paciência pra ler mais nada.
        Acho tudo muito chato, enfadonho, repetitivo, um saco mesmo.

        Teve uma época que eu lia trocentas coisas e, quando percebi, minhas idéias estavam contaminadas e eu acabava meio que repetindo o que os caras escreviam.

        Daí desisti de ler livros.
        Talvez não seja um mero sonho. Talvez o tal homem de 100 mil anos exista e esteja usando você para escrever sua biografia...
        Ahn...
        Nah.
        Nada tão lisérgico assim.
        "AVATAR E ASSINATURA REMOVIDOS POR ULTRAPASSAREM O LIMITE DE 30KB"

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        • #34
          Gostei.
          (Tô com uma preguiça de escrever hoje... )
          Desenhista agenciado
          http://www.pencilbluestudio.com/inde...=94&Itemid=122
          www.romfreire.blogspot.com

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          • #35
            Postado originalmente por BK
            Teve uma época que eu lia trocentas coisas e, quando percebi, minhas idéias estavam contaminadas e eu acabava meio que repetindo o que os caras escreviam.
            Isso acontece mesmo.

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            • #36
              Postado originalmente por Mohamed
              Postado originalmente por BK
              Teve uma época que eu lia trocentas coisas e, quando percebi, minhas idéias estavam contaminadas e eu acabava meio que repetindo o que os caras escreviam.
              Isso acontece mesmo.
              Daí eu fui parando de ler porque eu queria tentar criar meu estilo próprio, meu jeito próprio de contar histórias.
              Não gosto do sistema industrial que existe por aí, tudo muito certinho, organizado. Não que a organização não seja importante mas ler demais me atrapalhava e eu não sou um autor organizado por natureza.
              Meu processo criativo é caótico mesmo porque eu me atenho mais à idéia que quero passar.

              É diferente dos roteiros da molecada por aí que não tem a menor idéia de nada mas querem contar uma história na marra.
              Sempre sai bosta, tipo Holy Avenger, uma história que até que possui um controle técnico interessante da narrativa...

              Mas a idéia e a proposta por detrás de tudo são uma merda louca.
              "AVATAR E ASSINATURA REMOVIDOS POR ULTRAPASSAREM O LIMITE DE 30KB"

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              • #37
                Eu sou muito organizado. Até demais.
                Só que com Ron & Boz estou fazendo algo que nunca tentei antes.
                E até que está funcionando, pelo menos eu acho.

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                • #38
                  Postado originalmente por BK
                  Essencialmente, criar é um ato de diversão.
                  Se você se diverte demais, a história fica uma merda.
                  Se você planeja demais, mata a autenticidade.
                  Cada um é cada um e, por isso, devemos buscar nosso sistema pessoal.
                  certo. o bradbury mesmo ACOCHAMBROU um livro sobre escrever em cima da ideia de que é um ato de diversao. mas depois que acabou a diversao é hora de revisar a historia e deixar direito.
                  se tu nao fizer isso, vai continuar sendo o grande escritor de sucesso que com CERVEJA voce já é.
                  Giovanni Giorgio

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                  • #39
                    Ai, mas assim eu fico toda intimidada!
                    Brigada pela confiança, bauzento!

                    Mas é foda, não tem como escapar da revisão.
                    Lá na editora que vai soltar meu livrinho (e eu estou quase me acabando de gozo aqui) rola pelo menos três revisões. Fora as que eu faço.

                    Só que a revisão é pra consertar essas cagadinhas de português, pontuação, esss babados.
                    Revisão textual, de coerência, de idéia mesmo, aí é outra coisa.

                    O revisor não pode mexer nessa parte.

                    A função do revisor é esta: ele é como a faxineira que vem passar um pano pra tirar o pó de cima da estátua que eu acabei de esculpir.
                    Pode tirar uma farpinha solta, um tequinho que caiu aqui e acolá e pode até tapar uns buraquinhos.
                    Não pode é tirar um nariz ou remover um pé da obra, senão fodeu.

                    A não ser, claro, que o mecenas (leia-se editor) acha conveniente colocar uma folha de parreira em cima do pinto da estátua.
                    Eu vou chiar, vou brigar e as vezes vou vencer.

                    Mas pelo menos uma tetinha eu insisto que mostre!
                    "AVATAR E ASSINATURA REMOVIDOS POR ULTRAPASSAREM O LIMITE DE 30KB"

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                    • #40
                      Bk, você sabe que o gênero fantástico é complicado.
                      É relativamente mais difícil do que escrever uma baboseira tipo "a vida como ela é".

                      Você deve saber que o gênero é tipo um acordo que o escritor e o leitor fazem.
                      O escritor finge que é tudo verdade e o leitor finge que acredita.

                      Se não fosse assim, ninguém leria ficção.

                      Portanto, existe a necessidade do fato não ser verdadeiro, mas pelo menos verossímel.

                      Comment


                      • #41
                        Postado originalmente por BK
                        A função do revisor é esta: ele é como a faxineira que vem passar um pano pra tirar o pó de cima da estátua que eu acabei de esculpir.
                        Pode tirar uma farpinha solta, um tequinho que caiu aqui e acolá e pode até tapar uns buraquinhos.
                        Não pode é tirar um nariz ou remover um pé da obra, senão fodeu.

                        A não ser, claro, que o mecenas (leia-se editor) acha conveniente colocar uma folha de parreira em cima do pinto da estátua.
                        Eu vou chiar, vou brigar e as vezes vou vencer.

                        Mas pelo menos uma tetinha eu insisto que mostre!
                        Qué isso, BK? Tá esculpindo uma estátua da Velta?
                        Desenhista agenciado
                        http://www.pencilbluestudio.com/inde...=94&Itemid=122
                        www.romfreire.blogspot.com

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                        • #42
                          Postado originalmente por Mohamed
                          Bk, você sabe que o gênero fantástico é complicado.
                          É relativamente mais difícil do que escrever uma baboseira tipo "a vida como ela é".

                          Você deve saber que o gênero é tipo um acordo que o escritor e o leitor fazem.
                          O escritor finge que é tudo verdade e o leitor finge que acredita.

                          Se não fosse assim, ninguém leria ficção.

                          Portanto, existe a necessidade do fato não ser verdadeiro, mas pelo menos verossímel.
                          Não fez o menor sentido tudo isso que você.
                          mas tudo bem, o que você diz nã faz lá muito sentido mesmo...
                          Qué isso, BK? Tá esculpindo uma estátua da Velta?
                          De forma nenhuma!
                          O criador daquele aborto que se dedique a semelhante tarefa.
                          "AVATAR E ASSINATURA REMOVIDOS POR ULTRAPASSAREM O LIMITE DE 30KB"

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                          • #43
                            Sabe, Bk.
                            Eu acho estranho que uma pessoa que conheça quadrinhos e ficção como você ser tão obtuso para algumas coisas.
                            Fico imaginando que você é totalmente autodidata, uma vez que parece não conhecer absolutamente nada de teoria.
                            Se o meu post pareceu sem sentido, é porque não me expliquei muito.
                            Achei que você saberia do que eu estava falando.
                            Peço desculpas por ter superestimado seus conhecimentos.

                            Quando eu digo que o gênero é um acordo entre o escritor e o leitor, quero dizer que há uma predisposição do leitor em “acreditar” ou pelo menos achar possível uma situação.
                            Exemplo: Sabemos que dinossauros não podem ser clonados a partir de sangue de mosquitos pré-históricos.
                            Mas nos permitimos acreditar que isso é possível, pelo menos no cinema, caso contrário seria difícil se divertir assistindo Jurassic Park.

                            Ou seja: O escritor/diretor finge dizer a verdade e o leitor/telespectador finge acreditar.
                            Tudo isso para que se possa curtir um filme ou ler um livro.

                            Estou indo rápido demais, amigo BK?
                            Se entendeu tudo até aqui, podemos prosseguir para a aplicação do que eu disse no seu conto.

                            Comment


                            • #44
                              Postado originalmente por Mohamed
                              Sabe, Bk.
                              Eu acho estranho que uma pessoa que conheça quadrinhos e ficção como você ser tão obtuso para algumas coisas.
                              Sou o que sou.
                              Fico imaginando que você é totalmente autodidata, uma vez que parece não conhecer absolutamente nada de teoria.
                              Sou mais auto-didata pois conheço pouco da teoria.
                              Se o meu post pareceu sem sentido, é porque não me expliquei muito.
                              Achei que você saberia do que eu estava falando.
                              Peço desculpas por ter superestimado seus conhecimentos.
                              Não se desculpe por algo que você não fez.
                              Você apenas foi confuso.
                              Quando eu digo que o gênero é um acordo entre o escritor e o leitor, quero dizer que há uma predisposição do leitor em “acreditar” ou pelo menos achar possível uma situação.
                              Exemplo: Sabemos que dinossauros não podem ser clonados a partir de sangue de mosquitos pré-históricos.
                              Mas nos permitimos acreditar que isso é possível, pelo menos no cinema, caso contrário seria difícil se divertir assistindo Jurassic Park.
                              Agora você está partindo de um sofisma.

                              Mohamed, a criação, seja ela qual for, não parte de pressupostos acadêmicos. Claro que o academicismo tenta explicar algumas coisas mas ele falha vergonhosamente ao nivelar as relações entre emissor-receptor em condições cartesianas como você coloca.

                              Porque gêneros, estilos, formas, meios e sistemas de escrita não passam de chover no molhado.
                              Ao se contar uma história, qualquer história, o que acontece é um conluio, uma cumplicidade entre duas pessoas.
                              Um diz uma coisa de tal maneira convincente que o outro embarca.
                              Se este não embarcar é sinal que o cara do lado de lá não foi lá muito feliz na sua colocação.

                              É um processo bem simples, que não requer muita prática e nem muita habilidade pois é inerente a todo ser humano convencer o outro, pela palavra, o que lhe for mais interessante.

                              Eu não perco tempo com estudos e "tangiversionamentos" enviesados que buscam explicar o que já ocorre.
                              A gente se comunica e tenta se fazer convencer.
                              Pra mim basta isso.

                              Sou um homem simples.
                              Ou seja: O escritor/diretor finge dizer a verdade e o leitor/telespectador finge acreditar.
                              Tudo isso para que se possa curtir um filme ou ler um livro.
                              Eu vejo por outro lado.

                              Eu acredito que a Arte é uma forma de sedução.
                              Você desloca o eixo do conformismo pré-estabelecido do camarada e o leva aonde acha que tem que levar.
                              Você o seduz e lhe impõem não um fingimento, não uma farsa.

                              Mas uma verdade.
                              Uma verdade que habita o imaginário, o sonho, o lúdico.

                              O segredo da Arte que convence é esse, Mouhamed: é falar de uma verdade que está acima da verdade convencional.
                              É uma supra-verdade, uma verdade que está além do que se espera.

                              Só o sonho é real.
                              Estou indo rápido demais, amigo BK?
                              Se entendeu tudo até aqui, podemos prosseguir para a aplicação do que eu disse no seu conto.
                              Eu creio que quem não me entendeu foi você.

                              A formação da maioria de vocês hes levou a uma bitolação incrível.
                              Vocês querem que certos textos tenham embasamento naquilo que se estabeleceu como sendo "certo".
                              Mas não é assim que funciona na criação.
                              Quando se cria uma obra de arte, um texto, um poema, um filme, enfim, quando se cria qualquer coisa, você está abrindo uma porta para uma realidade onírica que está num estágio superior ao nosso mundo.

                              Em resumo: verossimelhança é boa em certas ocasiões mas verossimelhança demais estraga o sonho.

                              Por isso eu não finjo.
                              "AVATAR E ASSINATURA REMOVIDOS POR ULTRAPASSAREM O LIMITE DE 30KB"

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                              • #45
                                Postado originalmente por BK
                                Postado originalmente por Mohamed
                                Sabe, Bk.
                                Eu acho estranho que uma pessoa que conheça quadrinhos e ficção como você ser tão obtuso para algumas coisas.
                                Sou o que sou.
                                Fico imaginando que você é totalmente autodidata, uma vez que parece não conhecer absolutamente nada de teoria.
                                Sou mais auto-didata pois conheço pouco da teoria..
                                Então eu acertei...

                                Postado originalmente por BK
                                Se o meu post pareceu sem sentido, é porque não me expliquei muito.
                                Achei que você saberia do que eu estava falando.
                                Peço desculpas por ter superestimado seus conhecimentos.
                                Não se desculpe por algo que você não fez.
                                Você apenas foi confuso.
                                Eu acho que fui tão claro que você repete a seguir com outras palavras.

                                Postado originalmente por BK
                                Quando eu digo que o gênero é um acordo entre o escritor e o leitor, quero dizer que há uma predisposição do leitor em “acreditar” ou pelo menos achar possível uma situação.
                                Exemplo: Sabemos que dinossauros não podem ser clonados a partir de sangue de mosquitos pré-históricos.
                                Mas nos permitimos acreditar que isso é possível, pelo menos no cinema, caso contrário seria difícil se divertir assistindo Jurassic Park.
                                Agora você está partindo de um sofisma.

                                Mohamed, a criação, seja ela qual for, não parte de pressupostos acadêmicos. Claro que o academicismo tenta explicar algumas coisas mas ele falha vergonhosamente ao nivelar as relações entre emissor-receptor em condições cartesianas como você coloca.

                                Porque gêneros, estilos, formas, meios e sistemas de escrita não passam de chover no molhado.
                                Ao se contar uma história, qualquer história, o que acontece é um conluio, uma cumplicidade entre duas pessoas.
                                Um diz uma coisa de tal maneira convincente que o outro embarca.
                                Se este não embarcar é sinal que o cara do lado de lá não foi lá muito feliz na sua colocação.

                                Sou um homem simples.
                                Olha, é exatamente isso que eu disse.
                                Você diz que vê por outro lado, mas o argumento é o mesmo.

                                No caso, essa parceria entre o autor e o leitor é uma maravilha, mas pode ser quebrada a qualquer momento e a culpa será sempre do autor.
                                Esse é o ponto aonde eu queria chegar.

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