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O Homem de 100 Mil Anos.

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  • #16
    Postado originalmente por BK
    Quer ler, lê.
    Não quer ler, não lê.
    O texto é esse e pau no cu de todos vocês.
    Querem comentar a bagaça, beleza.
    Querem desvirtuar o tópico e perder tempo com essa eterna mania de ficar fazendo showzinho de marica, eu peço pra trancar essa porra.
    Decidam-se.
    Desista de escrever, BK.
    Já que você não se leva a sério, não queira e nem imagine que os outros vão te levar a sério.

    Ou então faça direito.
    DE VERDADE!
    Sem choradeira, sem justificativas, sem frescura.

    Apenas faça.

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    • #17
      Seu Cuca é eu!

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      • #18
        Postado originalmente por BK
        Postado originalmente por Lovecraft
        entao arruma e publica depois, senao fica sempre a imagem de historia porca e cagada e quem ja leu a primeira versao nao tem mais vontade de ler.
        Ah, vá se foder, cara!
        Fica se atendo a essas besteiras, esses detalhezinhos ridículos...
        Ao mesmo tempo que nem você escreve qualquer merda e, quando escreve, erra mais que eu!
        Porra, se liga, cara!
        Quer criticar alguém, critica.
        Mas critica pelo conteúdo e não pela forma.
        Gaúcho xarope.
        Postado originalmente por Fernanda
        Adorei o texto! Viajei demais nele...

        Foi você quem escreveu, BK?! Incrível...
        Pois é, Fernanda. Fui eu quem escrevi, sim.
        Bacana, não?
        Eu ainda tenho cá alguns talentos...

        Não escrevi nada de novo, nada de inédito, como o sagaz Canibal e sua inteligência a toda prova pode constatar em sua comparação brilhante.

        Porém, o que pega é a abordagem. O que o maluco quer dizer.

        Neguinho perde muito tempo com essas coisas de português, desenho, imagem e esquece de tentar compreender a proposta do cara.

        Não que este personagem seja bom ou ruim.
        Mas ele pode ser ótimo dependendo do que o autor tem a dizer.
        Não são detalhes. Isso que você chama de detalhe é o mais importante. As tais "idéias", que na verdade não tem nada de original, são o de menos. O que importa é a habilidade.

        Como diria o pedofilo: “Estilo e Estrutura formam a essência de um livro; idéias grandiosas são besteira.” VLADIMIR NABOKOV
        Giovanni Giorgio

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        • #19
          Me lembrei do Mel brooks e o homem de 2000 anos.
          Seu Cuca é eu!

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          • #20
            Acabei de saber da existência desse tópico.
            Lerei mais tarde e postarei minha opinião.

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            • #21
              Ah, calem a boca! Nenhum de vocês escreve nada, nunca escreveram nada e duvido que tenham criado alguma cosia além de Copy+Paste e ainda querem botar banca de críticos!

              Façamos o seguinte: atenham-se ao texto, às idéias, à proposta que apresentei e deixem de lado essa mania burra de querer bancar o crítico do Prêmio Jabuti que não dá certo...
              E todos nós perdemos um tempo precioso.

              Agora, comento o que merece ser comentado:

              Despertou o meu interesse sim, mas eu não entendi muito bem o que você quis dizer no seu ponto central.

              O maior problema que eu tive para compreender foi o uso que você fez de conceitos como consciência e alma. O que quer dizer isso de isolar a consciência? E isso de tirar a alma e colocar um ser dimensional no lugar?

              E como tudo isso pode ser usado como um truque para enganar a morte? Não entendi, porque a morte é um fenômeno físico e não sei como pode ser burlado pela manipulação da consciência ou da alma.

              Esses pontos estão confusos pra mim.
              O texto que eu coloquei lá em cima foi escrito sem se preocupar com os convencionalismos de sempre: regrinhas textuais, obrigações, até mesmo a coerência vai pras picas em muitos momentos.
              Exatamente por ser um rascunho, uma base da qual podem surgir maiores desdobramentos.

              O que é complicado pra vocês, que são alheios ao processo criativo, é a maneira como se chega a uma história completa. Seguem-se passos e esse passo aí de cima é o primeiro: eu juntei algumas idéias que explodiram em minha cabeça e, pra não perde-las devido ao barulho do Consciente, tratei de escrever o mais depressa possível.

              É que nem guardar a última neve antes de chegar o verão, se me permitem uma metáfora. A neve não fica inteira, fica detonada e talvez estragada... Mas ainda é neve, ainda é idéia.

              Outra: por ser um rascunho, uma base de idéias, você não vai encontrar uma explanação completa e que lhe dirima as dúvidas que surgiram.
              É só uma idéia básica, cara, um conceito de onde podem partir maiores explicações.
              O que é o que, quem é quem, como funciona ou deixa de funcionar isso ou aquilo, não existem.
              Rascunho, sacou?

              Mas você tocou num ponto interessante: a morte como fenômeno físico.
              Ahn...
              Não.
              A morte, nesta história, é bem mais que um fenômeno físico.
              Ela é uma maneira de desligar a alma do corpo, alma essa que ascende a lugares misteriosos e o caramba.

              A função do pergaminho é arrancar a alma (ou Consciência) do corpo do sujeito e, pelo segundo pergaminho, aprisionar ou destruir essa alma e, com o terceiro pergaminho, fazer com que seres safados e pervertidos tenham a chance de vir ao mundo fazer das suas.
              Agora quanto às questões formais, só uma coisa que me chamou a atenção. O texto postado tem algumas partes confusas e não flui bem. Mas quando você postou para responder as críticas, seu texto se apresentou muito melhor, mais claro, direto e fluido. Não sei porque, mas acho que deveria escrever sempre deste modo.
              Você quer saber mesmo como eu escrevi aquele texto confuso e maluco?

              Eu estava saindo de um sonho, porra!

              Eu tirei um cochilo, sonhei e corri pra escrever no meu Wordpad.
              A primeira cópia foi para o meu blog, a segunda veio pra cá.

              Assim, foram dois processos distintos de criação, amiguinhos!
              O primeiro, desconexo e confuso, mas cheio de imagens fortes, estranhas, indefinidas e talvez perturbadoras mas que são as "palavras" de um personagem que habita minha mente.

              E este aqui, que hora vos escreve, que é o autor não muito desperto.

              Eu crio de um jeito diferente do qual vocês tão convencionalmente imaginam.

              EU SONHO!
              Do meu sonho eu pego as principais idéias e, se elas sobreviverem às luzes do meu despertar, eu corro e escrevo. Por isso sai assim esquisito, torto, com erros.
              Porque não é isso que importa.
              Não é a forma que importa.

              É o conteúdo e, agora, minha metodologia criativa.

              Eu escrevi um livro inteiro nesse estado.
              Você nem imagina como fica doido!
              "AVATAR E ASSINATURA REMOVIDOS POR ULTRAPASSAREM O LIMITE DE 30KB"

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              • #22
                Postado originalmente por BK
                EU SONHO!
                Do meu sonho eu pego as principais idéias e, se elas sobreviverem às luzes do meu despertar, eu corro e escrevo.

                É o conteúdo e, agora, minha metodologia criativa!
                Que bonito, jrp.

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                • #23
                  Mas BK, eu acho que tem que fazer sentido para o público, senão ninguém vai apreciar.

                  O que você sonha deve parecer legal pra caramba pra você, mas para o público essas cores não são tão vivas e felizes.
                  http://cenini.blogspot.com/

                  Comment


                  • #24
                    Postado originalmente por Chapa
                    Mas BK, eu acho que tem que fazer sentido para o público, senão ninguém vai apreciar.
                    Verdade.
                    Sentido há.
                    O que acontece é que depois, em todo o processo editorial, o texto passa por trocentas revisões e adequações.

                    Mas no estado em que ele foi colocado aqui ele está bruto, como um diamante a ser lapidado.

                    Tá. Eu sei que insisti naquele lance de escrever direito, bla, bla, bla.

                    Só que cada caso é um caso, turminha!
                    O meu tipo de trabalho volta e meia solta textos chutados e mal feitos mesmo.
                    DEPOIS eles serão acertados mas a idéia básica tem que ser solta como veio, senão se perde.
                    Não se trata de preguiça, pouco-caso ou desleixo. Foi o momento criativo que ofereceu o texto "errado".
                    Depois a gente acerta.
                    O que você sonha deve parecer legal pra caramba pra você, mas para o público essas cores não são tão vivas e felizes.
                    Pois é, eu me questionei sobre isso diversas vezes.
                    Pra mim está bom, pros outros pode não estar.

                    Mas como é que eu vou saber se está?
                    Tem como? Existe fórmula? Sim. E essa fórmula é o processo de revisão e adequação que rola depois, quando eu pego o texto e mexo nele.

                    Não necessariamente pra adequa-lo ao gosto do leitor mas pra tornar a idéia mais palatável e compreensível.

                    Tem que agradar o leitor? Tem. Mas não precisa agradar o tempo todo, senão você se fode e perde a credibilidade.

                    O que importa pra vocês é conhecer meu processo criativo. Como eu chego a uma idéia, como eu a anoto e como ela pode se desdobrar assim, assim e assado.
                    Tá escrito errado? Sim! Eu sei disso! Mas no momento não importa tanto.
                    O que importa é o que tem que ser dito e como isso vai se desdobrar em coisas diferentes.

                    Por exemplo, como você imaginaria o personagem aí, o cara que tem 100 mil anos?
                    Normalmente os caras que fazem quadrinhos por aí vão fazer uma espécie de homem santo, um mago poderoso, um bruxo amigo, essas coisas bem caretas.

                    Eu imaginei o personagem como sendo o sujeito mais grosso e chato de todos os tempos! Um sujeito sem educação, mal educado, impaciente, enfim, a antítese do que o leitor espera.
                    Porque um cara que vive tanto tempo não vai ser bonzinho. Mas não vai ser um vilão. Pois ele sabe tudo, conhece tudo e viu todo o sofrimento do mundo.
                    Ele não pode ser uma pessoa amigável exatamente por ter presenciado a merda que aí está.

                    Isso se chama INVERSÃO DE EXPECTATIVA e é um dos recursos que eu mais gosto de usar.
                    "AVATAR E ASSINATURA REMOVIDOS POR ULTRAPASSAREM O LIMITE DE 30KB"

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                    • #25
                      Puxa vida, alguém podia colar a minha antiga crônica aqui no MBB... Eu perdi o txt...
                      Seu Cuca é eu!

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                      • #26
                        Postado originalmente por BK
                        Postado originalmente por Chapa
                        Mas BK, eu acho que tem que fazer sentido para o público, senão ninguém vai apreciar.
                        Verdade.
                        Sentido há.
                        O que acontece é que depois, em todo o processo editorial, o texto passa por trocentas revisões e adequações.

                        Mas no estado em que ele foi colocado aqui ele está bruto, como um diamante a ser lapidado.

                        Tá. Eu sei que insisti naquele lance de escrever direito, bla, bla, bla.

                        Só que cada caso é um caso, turminha!
                        O meu tipo de trabalho volta e meia solta textos chutados e mal feitos mesmo.
                        DEPOIS eles serão acertados mas a idéia básica tem que ser solta como veio, senão se perde.
                        Não se trata de preguiça, pouco-caso ou desleixo. Foi o momento criativo que ofereceu o texto "errado".
                        Depois a gente acerta.
                        O que você sonha deve parecer legal pra caramba pra você, mas para o público essas cores não são tão vivas e felizes.
                        Pois é, eu me questionei sobre isso diversas vezes.
                        Pra mim está bom, pros outros pode não estar.

                        Mas como é que eu vou saber se está?
                        Tem como? Existe fórmula? Sim. E essa fórmula é o processo de revisão e adequação que rola depois, quando eu pego o texto e mexo nele.

                        Não necessariamente pra adequa-lo ao gosto do leitor mas pra tornar a idéia mais palatável e compreensível.

                        Tem que agradar o leitor? Tem. Mas não precisa agradar o tempo todo, senão você se fode e perde a credibilidade.

                        O que importa pra vocês é conhecer meu processo criativo. Como eu chego a uma idéia, como eu a anoto e como ela pode se desdobrar assim, assim e assado.
                        Tá escrito errado? Sim! Eu sei disso! Mas no momento não importa tanto.
                        O que importa é o que tem que ser dito e como isso vai se desdobrar em coisas diferentes.

                        Por exemplo, como você imaginaria o personagem aí, o cara que tem 100 mil anos?
                        Normalmente os caras que fazem quadrinhos por aí vão fazer uma espécie de homem santo, um mago poderoso, um bruxo amigo, essas coisas bem caretas.

                        Eu imaginei o personagem como sendo o sujeito mais grosso e chato de todos os tempos! Um sujeito sem educação, mal educado, impaciente, enfim, a antítese do que o leitor espera.
                        Porque um cara que vive tanto tempo não vai ser bonzinho. Mas não vai ser um vilão. Pois ele sabe tudo, conhece tudo e viu todo o sofrimento do mundo.
                        Ele não pode ser uma pessoa amigável exatamente por ter presenciado a merda que aí está.

                        Isso se chama INVERSÃO DE EXPECTATIVA e é um dos recursos que eu mais gosto de usar.
                        É verdade, cada um tem seu processo criativo. Eu já tentei escrever umas coisas seguindo regras de planejamento, fazendo perfis de personagens, tramas, pensando em algum sentido maior para deixar subentendido, mas eu me enrolava tanto neste planejamento que as coisas nunca ficavam prontas. Parecia que quanto mais eu planejava, mais pobre e fraco de sentido ficava.

                        Eu olhava e não vinha aquele orgulho, aquela satisfação de ter feito algo bacana. Aí eu vi que, pra mim, não era bom planejar e ter o controle de todos os rumos da obra.

                        Eu fiquei muito mais satisfeito com o resultado quando comecei a escrever pensando apenas no que iria acontecer na linha seguinte. Percebi que assim, vinham melhores idéias. Vai ver eu não tenho cabeça para imaginar muita coisa ao mesmo tempo e por isto prefira pensar numa coisa de cada vez e deixar a história seguir o rumo da minha intuição.

                        Claro que a falta de planejamento reflete no conjunto, especialmente nos problemas de ritmo da narrativa. Mas pra isso serve a revisão.

                        Eu imagino esse homem de 100 mil anos como um cara extremamente entediado, pois já viu de tudo e nada mais o surpreende. Alguém que já cansou de resolver os probelmas da humanidade e de ser perseguido ou recriminado e acusado por isto. Eu penso nele como alguém que anseia por algo diferente para se sentir vivo. Aí eu pensaria em algum evento novo na história, terrível ou maravilhoso que o atraísse.

                        Colocar ele como um sujeito estúpido e grosso é uma idéia divertida.
                        http://cenini.blogspot.com/

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                        • #27
                          Éramos uma tribo comum para a época...
                          Comecemos pelo começo. Espero que o amigo note que as críticas são construtivas.
                          Nada mais incomum para a época do que uma tribo como essa.
                          Segundo, é claro, às estimativas dos estudiosos.
                          100 mil anos seria o berço da humanidade. Caso fossem humanos, não seríams exatamente como nós. Nossa espécie tem pouco mais de 40 mil anos.
                          Essa tribo é patriarcal, o que difere também das estimativas arqueológicas.
                          Nesse período provavelmente as sociedades seriam matriarcais, tanto que adorariam a imagem primitiva da deusa gorda.
                          Também ficou estranho todo mundo da tribo executar as mesmas funções (de guerreiros a lavradores) e o protagonista ter uma função “especial”.
                          A ausência de misticismo religioso mas a crença na magia causam um paradoxo à trama.
                          A grande capacidade de absorver e guardar conhecimento do protagonista deve ser explicada em algum ponto.
                          Não só o fato de ele ser o livro vivo de sua tribo, como também se lembrar hoje, de coisas acontecidas a séculos.

                          Alguns postos são verossímeis:
                          A ausência de uma linguagem escrita, a jovem maturidade.
                          Mas depois o protagonista aprendeu a ler.
                          Mas havia escrita?

                          pergaminho feito de pele de animal...
                          Aqui temos uma redundância, amigo BK. Um pergaminho não pode ser feito de outra coisa.

                          Peguei da água de meu Pai, juntei-a com a minha...
                          Coincidência da porra, acabei de assistir os 4 telefilmes de Duna

                          ...após o ser dimensional estar no corpo...
                          E isso me lembra as aventuras de Handolp Carter e Charles Dexter Ward, ambos personagens de H. P. Lovecraft.

                          Não vejo esses exemplos acima como chupação ou plágio.
                          Talvez você nem conheça as obras que citei.
                          Para não citar Lovecraft novamente, mas citando um grande amigo dele, Robert E. Howard, essa tribo inteligentíssima para a época parece ter vindo da própria era Hiboriana que, como sabemos, é um período fictício antes da nossa história.

                          Já dizia o velho guerreiro, na TV nada se cria, tudo se copia.
                          Isso é verdade para as demais artes também.

                          Não vejo nenhum problema com a linha escolhida.
                          Mesmo inconscientemente podemos usar conceitos que vimos em algum lugar e não lembramos.
                          Além do mais, provavelmente seu leitor não conhece as obras que serviram de inspiração.

                          Por fim, conclui que o protagonista não é um ser humano, justamente por causa dos paradoxos e incongruências arqueológicas do início do texto.
                          O protagonista é um tipo de homem-lagarto?

                          Em caso afirmativo, seria interessante, uma vez que você não precisa mais situar a origem do protagonista no mundo real.

                          Ou isso é coisa que você ia revelar mais pra frente?
                          Espero não ter estragado nenhuma surpresa.

                          Comment


                          • #28
                            Vou tentar analisar sua premissa...

                            Tu esta escrevendo sobre algo que NÃO É HUMANO. O fato dele ser imortal a mais de 100 mil anos já mostra que ele existia como humano ANTES de existirem os humanos.

                            Logo imagino(apartir da premissa que tu escreveu) que a figura do "PAI" era DEUS. A tribo da qual seu personagem fazia parte era de ANJOS. Todos eram ANJOS.

                            A "Tribo Selvagem" que atacou e exterminou a tribo de seu personagem eram DEMÔNIOS.

                            Quanto seu personagem salvou o "PAI"(Deus) e este lhe passou o "CONHECIMENTO" apartir do pergaminho, na verdade ALÉM da imortalidade o "Pai" lhe passou a essência de seu povo.

                            Logo o "Homem de 100 mil anos" se torna DEUS. Único. Ele é "Deus" e não sabe ainda.

                            Se eu entendi bem, tu tem um ÓTIMO personagem. Mas defina MELHOR o porque "DEUS" estaria em uma Caverna fora da realidade e sem saber o que o mundo se tornou.

                            Entendo que seu personagem ao entrar em contato com o mundo novamente seria um PÁRIA. Mas isso poderia render ótimas histórias apartir do momento em que ele ALÉM da Imortalidade tivesse outras capacidades.

                            Se no final da saga esse personagem descobrisse que é DEUS seria MUITO legal. Ele é Deus...mas nunca soube.

                            Beijokas

                            Canibal
                            PROTOCOLO: A ORDEM foi impressa e está sendo vendida. APENAS ACEITEM!!!

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                            • #29
                              Genial.

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                              • #30
                                Postado originalmente por Chapa
                                Parecia que quanto mais eu planejava, mais pobre e fraco de sentido ficava.
                                Mesma coisa comigo.
                                Eu olhava e não vinha aquele orgulho, aquela satisfação de ter feito algo bacana. Aí eu vi que, pra mim, não era bom planejar e ter o controle de todos os rumos da obra.
                                Essencialmente, criar é um ato de diversão.
                                Se você se diverte demais, a história fica uma merda.
                                Se você planeja demais, mata a autenticidade.
                                Cada um é cada um e, por isso, devemos buscar nosso sistema pessoal.
                                Claro que a falta de planejamento reflete no conjunto, especialmente nos problemas de ritmo da narrativa. Mas pra isso serve a revisão.
                                Precisamente!
                                Neguinho malha um texto sem saber como funciona o processo criativo.

                                Malhe! Mas saiba antes, pra malhar com categoria.
                                Eu imagino esse homem de 100 mil anos como um cara extremamente entediado, pois já viu de tudo e nada mais o surpreende. Alguém que já cansou de resolver os probelmas da humanidade e de ser perseguido ou recriminado e acusado por isto. Eu penso nele como alguém que anseia por algo diferente para se sentir vivo. Aí eu pensaria em algum evento novo na história, terrível ou maravilhoso que o atraísse.
                                Eu penso nele como um cara aprisionado.
                                Se matar ele não pode. Viver lhe é um saco.
                                Logo, ele tá é fodido e, dessa forma, vira um personagem cativante.

                                O algo terrível/maravilhoso seria o fator de libertação ou aprisionamento definitivo do camarada. Mas aí é foda.
                                Colocar ele como um sujeito estúpido e grosso é uma idéia divertida.
                                Chega a ser uma consequência lógica.
                                A gente imagina o personagem como uma espécie de homem santo.
                                mas homens-santos são chatos.
                                Logo, sejamos divertidos. Seriedade a gente guarda pra mais tarde.
                                Nada mais incomum para a época do que uma tribo como essa.
                                Segundo, é claro, às estimativas dos estudiosos.
                                Trata-se de uma história de fantasia, Mohamed. Ela não tem (muita) correlação científica.
                                100 mil anos seria o berço da humanidade. Caso fossem humanos, não seríams exatamente como nós. Nossa espécie tem pouco mais de 40 mil anos.
                                Essa tribo é patriarcal, o que difere também das estimativas arqueológicas.
                                O divertido na hora de se criar é que você não precisa seguir os padrões estabelecidos pela dona Ciência. Você faz o que quer fazer ou o que acha importante fazer.
                                Na verdade a sociedade do cara aí é anarquista libertária.

                                E o que garante que "nossa espécie" tem mesmo 40.000 anos? Não acredite em tudo que lê!
                                Também ficou estranho todo mundo da tribo executar as mesmas funções (de guerreiros a lavradores) e o protagonista ter uma função “especial”.
                                A ausência de misticismo religioso mas a crença na magia causam um paradoxo à trama.
                                Ahn...
                                Não.
                                A semente do personagem é sua tribo. Sua tribo é anarquista. Portanto, misticismo ou religião não fazem parte de sua tradição.
                                É um erro antropológico acreditar que toda tribo tem uma tradição mística.
                                Na verdade chega a ser preconceito.
                                A grande capacidade de absorver e guardar conhecimento do protagonista deve ser explicada em algum ponto.
                                Não só o fato de ele ser o livro vivo de sua tribo, como também se lembrar hoje, de coisas acontecidas a séculos.
                                A informação era passada pela memorização. Eles memorizavam as histórias, como faziam os antigos judeus.

                                E para eles não haviam séculos, nem tempo. Havia a memória.
                                Alguns postos são verossímeis:
                                A ausência de uma linguagem escrita, a jovem maturidade.
                                Mas depois o protagonista aprendeu a ler.
                                Mas havia escrita?
                                Se ele aprendeu a ler é porque havia escrita.
                                mas a escrita não era importante.
                                Aqui temos uma redundância, amigo BK. Um pergaminho não pode ser feito de outra coisa.
                                Eu não sabia disso, não.

                                E nunca li Lovecraft.

                                A tribo de meu personagem era humana. Nada de meio-lagarto, nada de macaquitos.
                                A origem dele já foi definida como sendo essa mesmo que eu disse. Modifica-la para torna-la mais "agradável" seria ir contra meu processo criativo e minha premissa original. Não posso mudar o que concebi apenas para torna-lo mais palatável às exigências técnicas de terceiros.
                                Ha momentos em que isso é possível mas não é o caso.
                                Tu esta escrevendo sobre algo que NÃO É HUMANO. O fato dele ser imortal a mais de 100 mil anos já mostra que ele existia como humano ANTES de existirem os humanos.
                                Não.
                                Ele é humano.

                                Vocês dois estão se apegando a um convencionalismo bobo. A humanidade pode ter existido antes das datas que aí estão. São incertezas, indefinições e nada é 100% comprovado.
                                E mesmo que fosse, eu, como autor, posso ter cá minhas liberdades.
                                [uote]Logo imagino(apartir da premissa que tu escreveu) que a figura do "PAI" era DEUS. A tribo da qual seu personagem fazia parte era de ANJOS. Todos eram ANJOS.[quote]Não.
                                Nada relacionado ao folclore pré-hebraico.
                                A "Tribo Selvagem" que atacou e exterminou a tribo de seu personagem eram DEMÔNIOS.
                                Também não.
                                Eu sou contra o conceito de bem e mal. O zoroastrismo tornou as coisas muito fáceis e eu gosto de personagens que são o que são. Sem polarizar sua moral.
                                [uote]Quanto seu personagem salvou o "PAI"(Deus) e este lhe passou o "CONHECIMENTO" apartir do pergaminho, na verdade ALÉM da imortalidade o "Pai" lhe passou a essência de seu povo.[quote]Não.
                                Isso iria contra a premissa em que eu explico o mecanismo e a utilização do pergaminho.
                                Logo o "Homem de 100 mil anos" se torna DEUS. Único. Ele é "Deus" e não sabe ainda.
                                É uma premissa interessante que pode fazer parte da psique do personagem.
                                Se eu entendi bem, tu tem um ÓTIMO personagem. Mas defina MELHOR o porque "DEUS" estaria em uma Caverna fora da realidade e sem saber o que o mundo se tornou.
                                Que o personagem é ótimo, disso até eu sei.
                                Mas eu me espanto com a capacidade alheia de ver coisas na minha criação que eu nem me atinei em dar atenção.

                                O texto é simples. É aquilo lá. Não pensei em nada além de narrar o que sonhei. Não pensei em sociedades, tribos, deuses, demônios, nada disso.
                                Só contei o que sonhei.
                                Entendo que seu personagem ao entrar em contato com o mundo novamente seria um PÁRIA. Mas isso poderia render ótimas histórias apartir do momento em que ele ALÉM da Imortalidade tivesse outras capacidades.

                                Se no final da saga esse personagem descobrisse que é DEUS seria MUITO legal. Ele é Deus...mas nunca soube.
                                Na verdade eu pensei nele como um homem muito triste.
                                O homem mais triste de todos os tempos.

                                Pois ele presenciou toda a dor, todo o sofrimento e toda a desgraça do mundo, meio como se fosse uma testemunha da humanidade na Terra.

                                E ele foi tudo. Vampiro, serralheiro, médico, maconheiro, síndico, ourives, homem, mulher, criança, velho, tudo ele foi e tudo ele viveu.

                                Ele tem seus poderes? Muitos. Tem suas habilidades fantásticas? Claro!
                                Porém, a dor dele é muito, mas muito maior e nem se matar ele pode.

                                Na verdade ele é um amaldiçoado, Augusto. Ele é um fodido, o maior fodido que já esteve na Terra porque ele pode ver, pode interagir, pode fazer o que quer que seja...

                                Mas não pode mudar a natureza humana.

                                Sem contar que a turma da dimensão paralela está atrás dele pra pegar o pergaminho.

                                A historia do Homem de 100 Mil Anos começa pelo seu final: é ele vivendo como mendigo no esgoto.
                                "AVATAR E ASSINATURA REMOVIDOS POR ULTRAPASSAREM O LIMITE DE 30KB"

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