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O Abismo

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  • O Abismo

    História: Um grupo de navegantes europeus do século XV (1401 a 1500) é arrastado por uma forte correnteza em alto mar. Eles caem no famigerado Fim do Mundo, o abismo que fica no fim do planeta, que é plano, como nas lendas antigas.

    Trama: ao ter a confirmação de que o buraco do fim do mundo existe, os reinos da Europa se unem militar e cientificamente para treinar e enviar expedições para dentro do buraco.
    Nove anos mais tarde, ainda sem terem entrado no buraco, vários países litorâneos são atacados por uma criatura gigantesca saída de lá.
    O objetivo do mundo acaba sendo dividido em dois: entrar no buraco e ao mesmo tempo construir uma represa colossal que impeça que novas criaturas saiam do buraco, além de desviar a água do mar.

    Personagens:
    1)6 dos 34 marinheiros que caíram no buraco. Eles conseguem sair de lá semanas depois, e são imediatamente trancados num castelo, aonde ficam à disposição de uma assembléia internacional para fornecer informações. Nunca mais foram vistos, mas as histórias que contam correm o mundo.

    2)o mestre de obras d’A Represa. Vindo de uma família com muita tradição na Marinha, é irmão do capitão-piloto do navio que caiu no buraco. Há anos usa a sua influência para tentar rever o irmão, mantido no castelo como fonte de conhecimento. É o protagonista.

    3) os padres. Há três igrejas: Católica, Protestante e a Igreja do Apocalipse, surgida logo após a descoberta do buraco, e que prega apenas o fim do mundo. Vê o buraco como um sinal bíblico.

    4)o rei e a rainha. Do mesmo país dos dois irmãos, ora eles colaboram, ora atrapalham os objetivos do rapaz, mas nunca por maldade, sempre pela política.

    5)exploradores. A sede de conhecimento científico que possa desvendar o buraco faz explodir as academias e universidades, e estas financiam os exploradores para que saiam pelo mundo colhendo informações e fazendo descobertas. São piratas, mercenários e assassinos com grande conhecimento de navegação e exploração por terra. Não se importam com o buraco, apenas querem saber do dinheiro que recebem quando são bem sucedidos.


    Ainda estou na fase de anotações desorganizadas.

    Gostaria que virasse uma HQ, mas talvez um livro de tamanho médio também seja interessante.
    Tenho mais coisa pensada, mas como esse post já ficou grandinho, é isso.
    http://twitter.com/Fabio_Negro

  • #2
    Interessante ponto de partida, premissa simpática.
    Promete!
    "AVATAR E ASSINATURA REMOVIDOS POR ULTRAPASSAREM O LIMITE DE 30KB"

    Comment


    • #3
      Interessante ponto de partida, premissa simpática.
      Promete!
      "AVATAR E ASSINATURA REMOVIDOS POR ULTRAPASSAREM O LIMITE DE 30KB"

      Comment


      • #4
        Postado originalmente por BK
        Interessante ponto de partida, premissa simpática.
        Promete!
        Sem modéstia, que é coisa de viado, eu sei da minha capacidade de criar premissas interessantes, mas como sou um cara muito mais de teoria do que de prática nessa área da escrita, peno um bocado pra desenvolver histórias com começo meio e fim.

        Cheguei a juntar 4 mil reais pra montar um projeto com essa história, mas vários caras da área me disserram que era pouco, que dava pra fazer só umas 15 páginas de amostragem. Fiquei de cara e meio que desisti.

        Conforme os acontecimentos, vou tentar desenvolver essa história por aqui mesmo.
        http://twitter.com/Fabio_Negro

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        • #5
          Eu não sei exatamente aonde você aplicou seu dinheiro e, confesso, nem quero saber.
          Mas, repito, a premissa é interessante e dá um livro comercial que, se apoiado em personagens bons, rende uma história divertida.

          Quadrinhos eu não sei se rola mas acho num livro fica melhor.
          "AVATAR E ASSINATURA REMOVIDOS POR ULTRAPASSAREM O LIMITE DE 30KB"

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          • #6
            Postado originalmente por BK
            Eu não sei exatamente aonde você aplicou seu dinheiro e, confesso, nem quero saber.
            Já que você não perguntou, eu respondo: deixei no banco e vou usar pra ir pro exterior, daqui uns dois anos.

            Mas dá a sua opinião: eu ia montar um projeto de HQ com essa história.
            Ia pagar um desenhista pra desenhar 15 páginas (o prólogo com o barco caindo, umas 5 páginas seguintes e mais umas três ou 4 cenas chave).
            Ia imprimir numa gráfica de segunda ao lado da minha casa.

            Porra, com 4 mil eu não iria conseguir isso? Os caras da Fábrica de Quadrinhos disseram que não dava nem pro cheiro.


            Postado originalmente por BK
            Mas, repito, a premissa é interessante e dá um livro comercial que, se apoiado em personagens bons, rende uma história divertida.

            Quadrinhos eu não sei se rola mas acho num livro fica melhor.
            Se eu tivesse o talento selvagem, uma HQ iria sair muito melhor que um livro.
            Como provavelmente eu não tenha, vou escrever as duas coisas até o fim do ano.

            Mais tarde eu posto os personagens com mais detalhes e as suas linhas de ação.
            Também vou postar tudo que eu não quero que essa história seja.
            http://twitter.com/Fabio_Negro

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            • #7
              Os caras da Fábrica de Quadrinhos disseram que não dava nem pro cheiro.
              Eu já trabalhei indiretamente com os caras da Fábrica de Quadrinhos e, sim, o valor que eles cobram sai por mais de 15.000 reais em média pra ilustrar um livro.
              UM LIVRO!!!!
              Quadrinhos são pelo triplo disso.

              É que a Fábrica cobra preço de agência de propaganda. Os preços deles são irreais e, como se não bastasse, você fecha com num desenhista e recebe o desenho de um outro!
              Se eu tivesse o talento selvagem, uma HQ iria sair muito melhor que um livro.
              Como provavelmente eu não tenha, vou escrever as suas coisas, até o fim do ano.
              Escrevendo fica melhor que desenhando.
              Mais tarde eu posto os personagens com mais detalhes e as suas linhas de ação.
              Também vou postar tudo que eu não quero que essa história seja.
              Eu não gosto de me gabar.
              Mentira. Gosto sim.
              Mas uma editora ligada à USP ficou de lançar dois livros meus. Mas por falta de grana, não vai rolar.
              Foda-se.
              Mas nesse esquema eu fiz contato com muita gente e alguns deles elogiaram minhas idéias para quadrinhos.
              Antes do falecimento do forum anterior eu coloquei um projeto que chamou a atenção do pessoal da USP exatamente pela originalidade e a maneira como ele "fecha" diversos Universos, ao mesmo tempo que apresenta trocentos segmentos e personagens diferentes.

              Vou dar uma mexida no texto e depois mostro pra vocês.
              "AVATAR E ASSINATURA REMOVIDOS POR ULTRAPASSAREM O LIMITE DE 30KB"

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              • #8
                ftaires! ftaires!

                pena que não receberemos AMOSTRAS de nenhum dos dois trabalhos.
                Giovanni Giorgio

                Comment


                • #9
                  Postado originalmente por Lovecraft
                  ftaires! ftaires!

                  pena que não receberemos AMOSTRAS de nenhum dos dois trabalhos.
                  Eu mal comecei a escrever, benzinho!
                  Tenha dó!
                  "AVATAR E ASSINATURA REMOVIDOS POR ULTRAPASSAREM O LIMITE DE 30KB"

                  Comment


                  • #10
                    No aguardo para a publicação em 2086.
                    Giovanni Giorgio

                    Comment


                    • #11
                      Postado originalmente por Fabio Negro

                      Porra, com 4 mil eu não iria conseguir isso? Os caras da Fábrica de Quadrinhos disseram que não dava nem pro cheiro.
                      .
                      Também tenho problemas com esse lance de orçamento. Tava querendo mandar um projeto pras lei Rounet,a título de ver que bicho dá.
                      Numa tabela dos sindicato de jornalismo, está algo em torno de 190,00 a página.
                      Mas esta tabela não entra em detalhes quanto a ser só desenho, arte final ,ou cor.
                      http://www.jornalistasp.org.br/index...d=100&Itemid=0
                      Algo me diz que a tabela também não é lá um parâmetro muito acertado.
                      Já ouvi valores que variavam dos 300 a 600 pilas. Mas se botar o orçamento do projeto muito lá no alto, inviabilizaria as chances de encontra patrocínio.

                      Sua história é mais voltada para a ação , ou mais investigativa, do tipo intrigas palacianas, assassinatos , segredos.
                      Não sei por que sua descrição me trouxe na mente o "Nome da Rosa" (o filmes, já que não li o livro).
                      O fato de seu protagonista ser mestre de obras, não acabaria tirando um pouco do centro da ação, por causa do trabalho?
                      E qual a idade do mesmo? Na item 4, de personagem ,é citado como um rapaz. Se for muito jovem não ficaria incoerente com o cargo.

                      Na época com certeza deviam existir mestres de obras jovens, até porquê a vida era curta, mas dado as dimensões da obra, que também teria importância de carácter militar,um jovem atrairia certa falta de confiança(isso poderia até ser explorado na história), mas em todo caso , acho que não daria para ele ser muito jovem, já que além de mestre de obras, ao que indica deve ter patente militar.

                      No mínimo teria qua passar uns tantos anos estudando, outros tantos como aprendiz, e outro trabalhando em obras relevantes , antes de ser designado pra uma construção de tal porte.
                      A não ser que ele sejam apenas um dos mestres-de obra, sob a batuta de um engenheiro, mas aí ele perde influência dentro do contexrto.

                      Postado originalmente por BK

                      É que a Fábrica cobra preço de agência de propaganda. Os preços deles são irreais e, como se não bastasse, você fecha com num desenhista e recebe o desenho de um outro!
                      Isso é foda !

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                      • #12
                        Publica um capitulo aí do Abismo pra gente ver se você tem habilidade.
                        Giovanni Giorgio

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                        • #13
                          Postado originalmente por mm
                          Sua história é mais voltada para a ação , ou mais investigativa, do tipo intrigas palacianas, assassinatos , segredos.
                          Então, não sei.
                          É uma forçação de barra quando os protagonistas são praticamente onipotentes e têm o dom de desarmar conspirações mundiais; ou são tão fodas, carismáticos, TÃO protagonistas que acabam sendo a peça chave de uma história com mil enredos.

                          Os japoneses gostam paca disso, criando anualmente centenas de Seyas, Gokus, Ryus e Tsurujis (Changemaaaaan!). Mas eles fazem a coisa com algum talento e, PRINCIPALMENTE: os protagonistas são MESMO onipotentes.

                          Mas veja um filme como Robôs, aquela animação 3D chatinha.
                          O cara é um nada, o cara não conhece ninguém, o cara é um pivete, um petelho desengonçado... e de repente ele diz "precisamos fazer alguma coisa!". E faz, e consegue!
                          Porra, uma cara comum, um Joe Doe, um Zé Mané, não tem como soltar essa frase a sério. Sem forçar a barra das situações, ele não teria como bancar essa proposta.

                          Então eu não quero um cara que saiba INVESTIGAR. Ele não é o Sherlock, não sabe invenstigar porra nenhuma.
                          Nem quero que ele incomode as pessoas na hierarquia dos palácios e governos, até que se torne um incômodo e seja perseguido por forças invisíveis.

                          Ele é um operário e só tá fazendo o trampo dele. Se isso, se essa ação comum incomodar alguém, é outra história.

                          Intrigas palacianas também não. Imagina aquela cena, aquela bem clichê: última página da primeira edição, um cara de manto escuro sai das sombras e diz "Fulano precisa ser detido". Sorriso maligno. Gancho pra próxima edição.
                          Affe, que saco!

                          Não quero que ninguém seja vilão, nem herói e nem anti-herói. Nenhum personagem vai ser modelo de bondade ou maldade ou perseverança.
                          Vou pensar mais em termos de pessoas físicas e jurídicas.
                          Como disse o Lobão na semana passada, sobre sua briga com as gravadoras: pessoas jurídicas não odeiam ninguém.

                          Como eu ainda estou nessa fase de esteruturação, ainda não decidi as personalidades e as motivações de cada um.

                          Mas pensando agora, enquanto escrevo, pode ser algo inspirado em Kafka: uma pessoa contra um sistema organizado.
                          E no fim ela só pode perder ou fugir. Nunca ganhar.

                          Postado originalmente por mm

                          Não sei por que sua descrição me trouxe na mente o "Nome da Rosa" (o filmes, já que não li o livro).
                          O fato de seu protagonista ser mestre de obras, não acabaria tirando um pouco do centro da ação, por causa do trabalho?
                          Sim, iria tirar.
                          Sem querer parecer pedante: desde pequeno eu já consumi muito livro, gibi, filme, e livros teóricos sobre gibi, livro e filme. Então eu estou de saco cheio dessa bitolação maníaca sobre história em três atos, jornada do herói, mito da caverna...
                          Claro que é difícil escapar disso, mas dá pra escapar dessa ditadura de o primeiro ato ser 25% da história, o segundo ser 50% e o terceiro os 25% restantes.

                          Eu sou um cara de segundo ato, aquele do desenvolvimento, em que o cara roda meio perdido, juntando pistas, deslumbrado com alguma descoberta ou repetido infinitamente uma tarefa.

                          Por exemplo, numa história comum ele entrariam uma ou duas vezes no buraco e disso surgiria um problema. Quando o problema fosse resolvido, acabaria a história.

                          Mas eu quero que eles enrem no buraco 15 vezes, e de repente não surja mais problema nenhum, só solução, só novas experiências, que puxarão outras, num segundo ato indefinido, gigantesco.
                          Explorar é mais legal que resolver.

                          Então ele constróe a represa, participa de atos políticos (afinal ele é um dos rostos públicos dessa empreitada), tenta ver o irmão, talvez ganhe um dinheiro por fora, talvez financie sua própria academia, talvez ele mesmo vá viajar e fique longe da represa...

                          Agora, eu preciso estudar dramaturgia pra fazer isso.
                          Como manter o interesse do leitor (e o meu) numa história tão esparramada? Como amarrar todas as ações, mesmo mantendo o protagonista longe da ação?
                          Ou na verdade a represa é o protagonista e tudo gira em redor dela?

                          Sei lá, por enquanto.

                          Postado originalmente por mm
                          E qual a idade do mesmo? Na item 4, de personagem ,é citado como um rapaz. Se for muito jovem não ficaria incoerente com o cargo.
                          Tava pensando que 36 é uma boa idade. Nem a imaturidade da juventude nem a falta de vitalidade da velhice.

                          Postado originalmente por mm
                          No mínimo teria qua passar uns tantos anos estudando, outros tantos como aprendiz, e outro trabalhando em obras relevantes , antes de ser designado pra uma construção de tal porte.
                          A não ser que ele sejam apenas um dos mestres-de obra, sob a batuta de um engenheiro, mas aí ele perde influência dentro do contexrto.
                          Era comum, no caso dos pilotos de navio, um cara virar aprendiz com 12 ou 13 anos, e aos 18 já ter feito uma viagem longa.

                          Não sei como funcionava exatamente o recrutamente de outros profissionais, como os engenheiros, por exemplo.

                          Mas caso eu não encontre algo verossímil nessa época do século XV, eu pego uma situação mais contemporânea e adapto. Tenho uns livros que falam sobre construtores de ponte, assim, de passagem.

                          Se tiverem sugestões...
                          http://twitter.com/Fabio_Negro

                          Comment


                          • #14
                            Postado originalmente por Fabio Negro

                            Postado originalmente por mm
                            E qual a idade do mesmo? Na item 4, de personagem ,é citado como um rapaz. Se for muito jovem não ficaria incoerente com o cargo.
                            Tava pensando que 36 é uma boa idade. Nem a imaturidade da juventude nem a falta de vitalidade da velhice.

                            Postado originalmente por mm
                            No mínimo teria qua passar uns tantos anos estudando, outros tantos como aprendiz, e outro trabalhando em obras relevantes , antes de ser designado pra uma construção de tal porte.
                            A não ser que ele sejam apenas um dos mestres-de obra, sob a batuta de um engenheiro, mas aí ele perde influência dentro do contexrto.
                            Era comum, no caso dos pilotos de navio, um cara virar aprendiz com 12 ou 13 anos, e aos 18 já ter feito uma viagem longa.

                            Não sei como funcionava exatamente o recrutamente de outros profissionais, como os engenheiros, por exemplo.

                            Mas caso eu não encontre algo verossímil nessa época do século XV, eu pego uma situação mais contemporânea e adapto. Tenho uns livros que falam sobre construtores de ponte, assim, de passagem.

                            Se tiverem sugestões...
                            Não estava nem ignorando o caso de que antigamente os profissionais atingiam muito cedo cargos que hoje requerem mais anos de aprendizado e experiência, ou simples acesso por causa de cadeias hierarquicas.
                            Até porque ,antigamente a média de vida era bem curta. E Romeu e Julieta não deviam passar de dois guris espinhudos.

                            Estava pensando na dimensão e relevância da obra .Afinal os caras estão construindo uma represa para barrar o buraco no final do mundo.
                            Um piloto de navio aos 18 anos é comum, mas um engenheiro para algo deste porte teria no mínimo um status de um almirante.(sim, estou chutando)

                            Mas a título de ilustração , o Almirante Nelson já era tenente aos 19 anos, mas vice almirante só aos 43)
                            É claro ,existem os percalços da história que podem retardar ou acelerar uma carreira, como Napoleão que (graças à revolução francesa) já era general aos 27 anos , chegando a imperador aos 35 , passando antes por cônsul.
                            Uma biografia verossímil , pode justificar muita coisa no enredo.

                            Quanto ao herói , creio que ele não só teria que ser um engenheiro formado, mas um grande mestre, com um certo plantel de grandes obras nas costas e muita reputação.
                            Sem falar que a disputa para uma tarefa destas , seria grande, pois o cargo por sí só já concederia um poder e prestígio que geraria uma concorrência (mesmo desleal ) para possuí-lo.

                            A não ser , como eu disse , se não fosse o responsável geral do projeto.(ou jovem prodígio, um Mozart da engenharia)
                            Mas em todo caso, a idade de 36 anos citada parece mesmo uma boa escolha, pelos motivos que você colocou.
                            E mesmo neste caso, não faltarão alguns mestres mais velhos criticando ( torcendo para o herói quebrar o nariz) a falta de experiência do herói,botando em dúvida sua escolha para tarefa, enfim, o velho mestre mala que se remoe de inveja porque o rei não lhe reconheceu o talento e escolheu outro.

                            No mais , a idéia é muito interessante.
                            Agora vou fazer uma pergunta típica de executivo filho da puta de Rolúdi.
                            E cadê a mulherada ? Sem muiê dá traço no ibope

                            Agora falando sério, vai haver personagens femininas de relevância?
                            Não que seja obrigatório, pois tem muita história que dispensaria.
                            Mas você percebe que em muitos filmes o roteirista força uma presença feminina e um romancezinho só pra garantir identificação com metade do público global(como faria o executivo féla de Roliúdi)

                            Particularmente detesto quando isso acontece :
                            Meia xícara de farinha, uma colher de sopa de manteiga, dois ovos, uma gostosa com jeito independente ,mas com um misto de atração/bronca ao herói, meia xícara de romance mela cueca, uma pitada de sal...

                            Mas quando bem utilizadas elas dão um toque de sensibilidade a qualquer história. Mostrar mulheres em seus afazeres /deveres domésticos, as vezes fala mais sobre uma sociedade do que batalhas épicas entre fragatas dando tiros de canhão.

                            Mas tem hq e filme que você as vê ocupando um espaço enorme quando seriam perfeitamente dispensáveis para a trama, principalmente porque Roliúde(no filme pipoca pelo menos) tem ainda uma visão bem esteriotipada delas. Um simples chamariz .

                            Apesar desta explanação e “delongação”, estou perguntando sobre "elas" só por curiosidade mesmo .
                            Pois não é sempre que rola uns papos mais extensos sobre roteiros por aqui.
                            valeu

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                            • #15
                              O fórum deveria servir para escritores encontrarem desenhistas para produzirem juntos.
                              Isso não acontece.


                              Só pra ajudar na construção do protagonista:
                              Existia no período medieval, existia posteriormente na época das grandes descobertas, e existe até nos dias de hoje a engenharia militar.

                              Na idade média era imprescindível ter engenheiros no exército, principalmente num cerco.
                              Eram eles que construíam armas de cerco como catapultas e torres, assim como cavavam fossos e qualquer outro trabalho de engenharia que fosse preciso.

                              Nos dias atuais, no Brasil, por exemplo, a engenharia do exército constrói pontes e estradas para o governo.

                              Podemos dizer que na época das grandes navegações o Engenheiro militar estaria num meio termo entre o medieval e o atual.
                              Como se ele fizesse não necessariamente obras para guerra, mas para o governo.
                              Nesse caso, ele seria um militar e, como tal, com contatos nas forças armadas.
                              Isso ia facilitar o acesso do protagonista a informações sigilosas.

                              Outro ponto que eu levanto aqui é o termo usado para a profissão.
                              Mestre de obras ou chefe de obras, num contexto atual, não define um profissional lá muito especializado.
                              No contexto da época poderia até ser usado com frequência, mas temos que ver que essa obra será lida por leitores modernos.
                              Acho interessante um nome composto por duas ou três palavras e que soe um tanto pomposo, mas não muito, como talvez Mestre Engenheiro Real ou Mestre Engenheiro Colonial, ou Chefe dos Engenheiros do Rei ou Chefe dos Engenheiros das Colônias.
                              Ou Supervisor Geral de obras...
                              Ou então substituir a palavra engenheiro / engenharia por uma versão mais primitiva da palavra, significando que o cargo é mais antigo que a tecnologia que usam no período.
                              Lembrando que essa ocupação deveria ser 90% administrativa.

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