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Garo: Capítulo 2.

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  • Garo: Capítulo 2.

    Capítulo 2, pessoal

    David.22 anos.
    Ele ainda não conseguia escapar daquele pensamento horrível que parou sobre sua cabeça, aquele fato que poderia consumir sua vida naquela incursão pela Rocinha em busca de seus documentos.Ele tinha pego, em meio à bagunça instalada na casa da mãe.O que lhe atormentava era a explosão ocorrida na casa dos vizinhos, que quase lhe estourou os tímpanos, e antes disso o grito e choro desesperados proferidos pela menina que escapou rapidamente para a casa da mãe dele.Ele ainda não conseguia superar aquilo.Não que ele era um sujeito fraco, mas aquilo constou na sua lista de "pesadelos".E lhe atormentou por mais ou menos uma semana.Embora isso, ele não costumava ficar traumatizando tão facilmente, se considerava um sujeito "forte".É, é isso.
    - Acordaê, Dave.Tá dormindo no trabalho, cara? - Disse seu amigo de firma Flávio, acordando-o.
    David estava tendo um cochilo profundo, em que os pesadelos sobre o ocorrido cessavam e inesperadamente a aparição da menina em seus sonhos amenizada tudo.O sonho fazia a exposão "implodir"no escuro, e aparecia o rosto e braços da menina, abraçando Dave aconchegadamente.Tal situação lhe surtiu como um orgasmo, uma coisa extremamente prazerosa.É, os pesadelos realmente estavam sendo diminuídos com esta aparição deliciosa.
    - Foi mal.A chefe não chegou a ver, né? - indagou Dave, limpando a baba que ficou em sua blusa.Empregnada em sua roupa ela adquiriu um cheiro ruim, em que toda vez que Dave limpava ele virava a cara.E olha que ele nem tem bafão de onça.
    - Não, ela ainda não chegou.Tu foi o primeiro a chegar que eu sei, mas ficou dormindo aí.Tomou café?
    - Não.Tem café aí?
    - Tem chá.
    - Não tem café porquê?
    - A chefe proibiu de bebermos café em serviço, embora ela saiba que estimula a capacidade de não dormir no trabalho, coisa que você estava fazendo.
    - Ela proibiu porquê?
    - E eu sei lá!Agora tem chá.Eu sei que você gosta mais de chá do que café, então me acompanhe.
    - Mudou pra melhor, então. - e eles se encaminharam para a copa.Tomaram café e comeram pelo menos 6 pães com mortadela e manteiga cada um.Flávio aproveitou o bem-estar para puxar papo.
    - Dave, tá parecendo que mudou alguma coisa depois daquele ocorrido.Tipo, tá tudo bem com você e com aquela menina.Ela tá num abrigo da prefeitura, então não acho o porquê de você ficar encucado com isso.
    - Bem, descobriram que ela foi sequestrada, mas ainda não descobriram quem eram os pais dela.Disseram pra mim que ela não informou quem são, então vai ficar mais difícil.Mas por quê ela está fazendo isso?
    - Já parou pra pensar que os pais dela não poderiam ser gente fina?Acho que eles fizeram mal a ela, tão mal a ponto dela omitir o paradeiro deles.O que você sugere que eles fizeram com ela?
    - Sei lá...abuso sexual?
    - Por quê pensou isso?
    - Porque foi a primeira coisa que me veio na cabeça, e que geralmente ela poderia ser associada a isto.
    - E por quê?
    Dave não gostaria de pensar mais sobre isso.Devora mais um pão encharcado de manteiga e mortadela, bebe um copo de chá num gole só.Mas não consegue parar de pensar na menina o abraçando, como em seu sonho.
    - Flávio...o que você acha de eu visitar a menina?O nome dela é Anita.
    - Acho uma ótima idéia.É impressão minha ou você tá afim de ser uma espécie de "pai"pra ela.
    - Não seria uma má idéia.Aliás, eu sempre quis ter uma filha.Sempre gostei mais de crianças mulheres, elas são mais maleáveis, tendem a dar menos problema quando chega a adolescência.Bem, eu acho isso.E eu não teria a obrigação de ensinar futebol pra ela, hehehehe!
    Riram.
    - Só espero que você não atropele as coisas, Dave.Tô com você - E se abraçam.Sem maldades, hehhe.
    A chefa, Marisa Grandenberg não chega, e o expediente termina.Dave nem se sentiu cansado, seu "trauma"da explosão tinha dissipado quase que por completo, totalmente maravilhado com a idéia de visitar Anita, a menina, no abrigo que ela está instalada.Ele passou por um museu.O expediente tinha terminado uma hora antes do normal pela alegação de "falta do que fazer", dito por praticamente todos os funcionários.O clima do trabalho estava calmo até demais, parecendo que todo mundo tinha "fumado um", e que o efeito impregnou a mente deles o dia inteiro.Terminou às 4 da tarde.E às 4 e 30 David estava olhando uma exposição em um museu bem famoso próximo a sua empresa.Amplo, com uma leve escuridão e cheiro de rosas.Era o ambiente do evento.O nome da esposição era "Freedom Pain", que envolvia fotos enormes com expressões de sofrimento e dor no rosto das pessoas.Havia quadros com várias pessoas de várias etnias diferentes.Todas elas com expressões de dor.Não só rosto, como no corpo, além de várias demonstrações de quadros sugerindo sadomasoquismo.Em painéis, apetrechos e armas brancas, envoltas em sangue(cenográfico): Katanas, socos inglês, espadas ocidentais, facas, canivetes e até correntes.Nada disso deixou Dave impressionado ou chocado.Ele adentrou numa sala e havia uma multidão olhando performances sadomasoquistas de duas modelos que apenas fingiam.Como o ser humano é voyeur, obviamente haveria esta multidão.As duas modelos, ao invés do "pretinho básico"de toda indumentária sadomaso, estavam com tudo branco.Suas partes íntimas eram cobertas somente por algo como enormes cintos.Os seios, os glúteos e as vaginas.E algumas vezes elas tomavam um banho de sangue, toda a performance foi feita numa piscina de sangue, é claro, cenográfico.Isso impressionou alguns e excitou muita gente.O que de "pintinho"subiu não tava no gibi!As modelos eram claras, magrelas e não expressavam nada, além de gemidos e gritinhos.E uma música "lounge"encrementava.Dave viu por uns 10 segundos, mas não se importou.Esboçou uma expressão de desgosto, o que chamou a atenção de uma das modelos, uma ruiva.E ele saiu do local.
    1 hora depois.Dave havia ligado para o abrigo falando sobre uma possível visita para Anita.Ele estava deveras tenso, queria concretizar aquele desejo, desde que seu sonho começou a ficar mais doce por causa dela.Ele conversou com a Assistente Social.Ela disse que no dia seguinte poderia ser bom e determinou um horário.Ele vibrou dentro de si, e foi a uma lanchonete comer alguma coisa.Estava anoitecendo, mas ele sempre disse: "prefiro o amanhecer.Eu sou diurno".
    - Um x tudo e um copo de refrigerante - Ele disse.R$ 3, 00.Achou caro.Eterno egoísta.Sempre odiou batata palha no meio do sanduba.Uma pessoa se senta perto dele.Era uma das modelos do museu.A que Dave conseguiu chamar a atenção por sua expressão desgostosa.
    - Você tava lá no museu, moço - Disse a mulher.Parecia ter uns 25 anos, vestia um sobretudo bege, botas de couro, e vestido florido.Tinha longos cabelos ruivos, um rosto lindo em forma de coração, bochechas rosadas e olhos azuis.Reluzentes olhos azuis.Dave detestava olhos claros.
    - Sim, eu estava.E daí?
    - Nada...me paga um x tudo? - disse a mulher, se segurando para não rir.Dave a olha de soslaio.- Brincadeira.
    - Você já fez seu pedido ou tirou a noite pra me perturbar?
    - Ah, desculpa.Eu costumo brincar assim, mas já que você não gostou, desculpa.
    - Você quer morrer, né?Não brinca com quem não conhece - Dave fez uma considerável cara de mau para a modelo.Ela tratou de sair da lanchonete, mas Dave a pegou no braço e disse com um sorriso: - Estou brincando, brincando, brincando.
    Ela fez cara de sem graça e riu.Ele também.
    - É, então acho que somos experts em zoar...ou não?Meu nome é Liliana, e o seu?
    - David.Me desculpa pela brincadeira.Normalmente não costumo gostar de zoações de desconhecidos.
    - Eu também, mas não pude me segurar hoje.Você chamou minha atenção lá no museu.Minha performance foi tão ruim?
    - Não, é que eu não simpatizo com sadomaso.Também não tenho nada contra.Entrei porque a exposição em si foi chamativa.
    - Eu não sou sadomaso, fica tranquilo.Aquele era um trabalho que eu estou fazendo pra arrumar um algum, sabe?Eu sou modelo, mas enquanto ainda não sou chamada, faço aquilo.E eu não sou lésbica.
    - Eu não disse isso, oras.
    - Mas pensou.
    - Eu, não, hehehehe.
    O x tudo chegou.Dave queria pagar um para ela, mas ela retirou seus únicos 10 reais no bolso e comprou o seu, embora Dave não tinha sabido que eram os únicos.E conversaram durante 1 hora, saindo da lanchonete e andando por aí, com seus sanduíches nas mãos.
    - Eu não nasci aqui, como pode ver pelo meu sotaque.Sou porto alegrense.Já viajei muito nestes desfiles afora, mas fui...deixada pra escanteio durante um tempo.Tá assim há quase 1 mês.
    - Mas eles desistiram de você?
    - Não.Até porque eu tô morando num hotel aqui no Centro...aliás, hotelzinho bem furreca.Aqueles sobradinhos do início do século 20.Eu acho legal, mas é furreca, hehehe.
    - E se a coisa desandar você volta pra Porto Alegre?
    - É isso mesmo. - Liliana come e fala ao mesmo tempo.- Eu quero continuar sendo modelo, mas eles só preferem as magrelas, muito magrelas.E eu adoro comer.Eu queria engordar mais um pouco, mas se engordar minha carreira vai por água abaixo.Eu ainda não consigo entender o motivo de uma magrela ser mais preferível do que uma mulher de peso normal, no mundo da Moda.As meninas comem folhas, eu gosto de comer carne, muita carne.Eu amo carne e alimentos gordurosos.Mas eu nunca engordo, pra minha sorte e azar ao mesmo tempo.Eu também odeio modelos que se acham, urgh!
    - E qual modelo você acha que "se acha"?
    - Er...vejamos...Adriana Lima...Gisele Bundchen...Liliane Ferrarezi...várias.
    - Hhahahaha.
    - Pra algumas pessoas a modelo em si é uma pessoa "inferior".Não tem personalidade, não tem dignidade como ser humano.Eles gostam de colocá-las no mesmo patamar que as prostitutas.Se bem que algumas realmente se prostituem, e isso é mais do que fato.
    - Me diz aí, você conhece qual modelo se prostitui?Falaí!!!Mas seja sincera! - Abriu a curiosidade de David.
    Quando Lili iria dizer, um trombadinha toma rapidamente sua bolsa e corre, de pés descalços.Lili e Dave por um momento ficam pasmos, mas Lili consegue correr até o moleque por uns 100 metros sem parar.Dave corre muito aquém do ritmo deles, observando tudo lá atrás.Lili consegue pegar o moleque, e rapidamente lhe passa uma rasteira.Ele cái no chão como um tijolo.Bolsa recuperada, Lili não se dá por satisfeita.Ela arranha o menino diversas vezes e desfere-lhe chutes na região do baço, nos bagos(ui!) e no crânio.Todo mundo pára pra ver.E dá-lhe tapas, arranhos, chutes e socos.Ela urra de raiva.O sangue do menino começa a tomar conta do chão.Dave a segura e diz para parar, que ela estava qurendo matar o garoto.Todo mundo corre para o local e se revolta com o ocorrido.Lily ofega, pega a bolsa(com as mãos empapadas de sangue)e tenta ir embora, mas o povo os cercam e ameaçam linchá-los.Ela abre caminho com um chute pesado na barriga de um nordestino que estava no caminho(nada contra eles, por favor), passa por cima dele e corre, junto com Dave.O trombadinha fica desacordado, todo sangrando, enquanto recebe os cuidados dos que ficaram.Os dois correm, e muito.Até que no segundo quarteirão param.Ofegam.
    - Me desculpa, David.É que eu não me contive... - Lily diz, totalmente cansada, apoiada na parede, suando, com as mãos e rosto sujos de sangue.Você...me perdoa?
    - Não é pra mim que você tem que dizer isso.Foi mal, mas...realmente não é pra mim. - David também totalmente cansado, tenta limpar as mãos de Lili com um pano de sua mochila.Ele queria sim, tocar naquelas mãos, mas não encharcadas de sangue. - Você não precisava bater no moleque daquele jeito.Aquela sua banda já tava de bom tamanho.Você me promete que não vai mais agir daquele jeito?
    - Eu...eu não posso te prometer isso...acho que só numa consulta com psicólogo eu possa melhorar.Né?
    - Você pode se controlar, não é mais uma criança.
    - De que adianta eu ter 32 anos se eu ajo como criança de vez em quando?
    - Você...tem 32 anos?Parece que tem uns 15 anos a menos! - impressiona-se Dave.- tá mentindo.
    - Não tô, não.Eu tô indo pra casa.Você vem comigo?
    - Por quê eu iria?Se algum dia você se aborrecesse comigo, poderia me matar, hehehehe. - diz Dave, com um misto de sarcasmo e medo.
    - Eu nunca faria isso com você.Se tu não tiveres nada pra fazer agora, pode ir na minha casa.Vai ou não?- diz Lili, deixando de ofegar e olhando para Dave, ameaçadoramente.
    - Tá, não custa nada ir, né?Quer que eu te ajude a andar?
    Ele ajuda Lili, que tinha tropeçado correndo tanto.Ele sente uma mistura de suor feminino com cheiro de perfume, muito gostoso, até.Aquela mistura excitou Dave, que até ficou complicado para disfarçar a "levantada".Lili já tinha percebido e riu muito.
    O hotel onde Liliana estava hospedado realmente era pequeno, e à moda antiga.Um sobradinho onde uma mulher com cara de "mamma"(incluindo aí os peitões e os dons excelentes para cozinhar)gerenciava, haviam apenas 10 apartamentos.A maioria vazios.Só permaneciam cheios em festas de fim de ano, em que os turistas aglomeram-se na Zona Sul e Centro(na verdade, eles vêm é o ano todo e só permanecem nestes dois lugares do Rio).Eram 7 horas da noite.O interior do hotel, embora, quase vazio, era impecavelmente limpo e perfumado.Lili abriu a porta do apartamento e Dave ficou maravilhado com aquele ambiente.Lili jogou a bolsa no sofá e disse que iria tomar um banho.Dave ficou olhando a rua pela janela, ligou a televisão e ficou assistindo.Logo, o sono tomou conta de si.20 minutos depois, ele estava cochilando.Lili aproveitou que ele estava adormecido e passou nua por ele, pois ela tinha esquecido suas roupas limpas no armário, e a toalha também.Depois o acordou e o levou para a cama.Dave acorda enquanto já está na cama e recebe um carinho no rosto dado por Lili.
    - Tá com soninho, querido.Você me parece ser gostoso.
    - Como é que é...? - pergunta Dave, muito sonolento - "gostoso", como assim?
    - Esquece... - e ela passa a ficar só de biquini.Ela possui um corpo magro, quase beirando um peso normal, devido sua idade.- Vamos ver se você consegue.
    - Consigo o quê...?
    - Dormir comigo sem me atacar.
    - Por quê tá fazendo isso?Eu vou embora.
    - Você não vai embora.Vai ficar aí.Vai fazer o que eu mandar.
    Dave não consegue mais falar nada e fecha seus olhos levemente.Lili o abraça suavemente.Fica em cima dele, abraçada.Ele não aguenta mais a situação, abre os olhos e a beija.Rolam na cama.Ele rapidamente coloca a mão nos glúteos de Lili, aperta, enquanto a beija.
    - Calma - disse Lili.
    Há muito tempo Dave não tocava numa mulher.Dos glúteos passou para a vagina.Mexeu bastante, o que provocou intenso prazer em Lili.Os gemidos doces dela se misturavam com urros medonhos.E estes urros se calavam com beijos ardentes.Por um momento, Lili urrou tanto que mordeu o ombro de Dave.Ele não sentiu nada, só um formigamento.Ela arranhou suas costas, acabou por arrancar sangue delas, começou a morder o corpo de Dave, tão forte que deixava feridas.E ela lambia e bebia do sangue dele e após tanta sangueira, Dave desmaiou.
    ....
    ....
    ....
    Dia seguinte.Dave acorda totalmente cansado.Não queria levantar, mas primeiro queria saber onde estava.Ele estava em SUA CASA, deitado com Liliana.Ela estava dormindo tão serenamente que parecia sorrir ao mesmo tempo.Ele olhou seu corpo.Não havia nenhum ferimento, sequer um hematoma.A cama estava limpa, tudo "nos trinques".O que aconteceu com eles, afinal?Foi tudo um sonho ou uma maluquice?Dave realmente ficou sem entender o que houve.Ele haveria sentido um prazer enorme, sem ao menos transar.Mas se foi um sonho, o que poderia fazer?
    - Menos mal - disse ele.
    Não queria acordar Lili, que parecia estar dormindo muito mais que tranquilamente.Ele se lembra que não transaram.Mas o impulso o levou a fazer uma coisa que não tinha pensado: Ele beijou Lili e a abraçou, mesmo ela estando dormindo.Do nada, ele tinha feito isso.
    Dave se lembrou que tinha uma visita para fazer(visitar Anita, no abrigo onde ela está).Tomou banho, arrumou-se, escreveu um bilhete para Lili e foi embora.

    " Lili, eu não sei o que aconteceu ontem.Talvez eu possa estar maluco, ou nós dois estejamos.Eu tenho que visitar uma amiga minha e volto daqui há 3 horas.Saiba que eu gosto muito de você, portanto peço que não suma da minha vida tão rapidamente.
    Ass: David".

  • #2
    Pra não passar em branco: eu li.

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    • #3
      Postado originalmente por Hyperkinetic Leo
      Pra não passar em branco: eu li.
      Leu, mas e daí?
      O que achou?

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