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Garo: Sopa de Merda [LEIAM A MINHA FANFIC, DROGA!!!]

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  • Garo: Sopa de Merda [LEIAM A MINHA FANFIC, DROGA!!!]

    Meu nome é David.Eu sou carioca, tenho 22 anos de idade.Faço aniversário no Dia de Los Muertos, o que nunca foi nenhum problema para mim.Só para as pessoas que gostam de superstição e que gostam de cultivar algum medinho.Hhaeahah.Enfim, não vim falar dos outros.Eu vim falar de mim e de algumas pessoas que passaram pela minha vida.E que continuam passando.Eu nunca achei a mina vida normal, comparando com a maioria dos civis.Até hoje costumo passar por dificuldades.Aliás, como todo ser humano, mas obviamente que elas variam de pessoa pra pessoa.Não estou falando que de tooodo mundo seja diferente.Há um certo grupo que esteja passando pela mesma coisa, como mendigos, etc e tal.Já passei por uma porrada de coisas toscas na minha vida.Desde dormir em um local e acordar em outro lugar bem longe de onde eu estava e escapar de assaltos na pura sorte.Também sou dono de uma personalidade meio que imprevisível, e vivo questionando a normalidade que se instala na mente da maioria.Normalidade que às vezes me incomoda.Começemos sem mais delongas.

    4:30 da manhã.Delegacia de Polícia da cidade de Niterói.
    David, 22 anos, 1, 87m, 67 kg.
    Um jovem franzino, emburrado e caladão.Ele não reclamara mais da sua bela sorte como antes.Tinha permanecido totalmente calado e só esperando pelo melhor.O “melhor”que poderia acontecer, segundo seu pensamento, era a saída definitiva daquele lugar.Estava com fome.Tinha devorado apenas um sanduíche, X-tudo, de R$ 2, 50(caro, segundo ele).Após o acontecimento que o levou à delegacia, tinha urrado feito um leão e arreganhado os dentes, tal como uma hiena.Aliás, até emitindo ganidos estranhos semelhantes a risos, como o mesmo animal carniceiro.Emoção?Talvez.Seu pensamento necessitava de adrenalina.Ele não se metia em conflitos diretos há 2 anos.Há estes dois anos atrás tinha apanhado e batido em sua irmã, fato que ele lamenta sempre que recorda.Motivo: a televisão.Naquele tempo ele estava enfeitiçado pela tv à cabo.Também pudera...não tinha um leque variado de diversões.Nunca foi um classe-média, sempre se sentiu um paria da sociedade.É aquela mesma coisa do “agora que eu arrumei quer tirar o meu barato.Te fudê”.Algo do tipo.E então, retornando.David nunca foi com a cara de policiais.Um deles chamou Dave para conversar e explicar o que ele estava fazendo com um spray de pimenta.Aliás, todo este escarcéu foi por causa do spray, que entrou em ação quando Dave iria ser assaltado enquanto andava pelas ruas do bairro de Barreto, perto dali.O assaltante era um homem bem vestido, mulato, magrelo e rastafári. Sem nada nas mãos a não ser a arma.Um canivete.Dave já tinha sido assaltado anos atrás, em uma loja de roupas infantis(“R$ 3,50 não é nada”, diz ele), em que quem pagou o pato maior foram suas amigas, funcionárias do local.E foi-se relógio de ouro e pequenas quantias em grana, incluindo a de Dave.E rolou o chororô.Ele já estava acostumado com violência e intimidação, elas não.Fato.
    Dave foi sendo interrogado pelo policial barrigudo.E explicou:
    - Senhor, eu estava andando normalmente, iria pegar um ônibus pra voltar pro Rio.Eu nem moro aqui em Niterói, como eu disse.Antes de eu entrar no ônibus da Coesa(nome da Viação)o cara me atacou, me arranhando com a faca nas minhas costas.Dei uma banda nele, peguei o spray e espirrei o spray no cara.Então eu é que to errado?
    - Ninguém disse que você tá errado.Acontece que ele era alérgico a pimenta, agora tá no hospital por sua causa – mal terminou a frase, Dave disse desesperadamente:
    - Peraí...qual é?Não estou generalizando mas a Polícia do Rio é violenta e gosta de ver mesmo é vagabundo fodido.Vocês deveriam me apoiar, não dizer que eu tô errado.Eu agi pra me defender!
    - Dá pra deixar eu terminar de falar e pode se sentar? – Perguntou o polícia.Calmo.
    - Mas tão falando que eu tô errado...
    - SENTA A BUNDA AÍ, PORRA!!!
    Dave sentou e ficou na dele.Óbvio.
    - Não tô dizendo que você tá errado, mas acontece que não quero ver a família daquele vagabundo, isso mesmo que você disse, vagabundo, ficar pegando no meu pé.E ainda mais o fato de o spray de pimenta não ter a venda liberada no Brasil vai ficar difícil pra você.
    - Eu comprei esse spray na internet.Mas por favor, senhor.Quebra meu galho.O cara é um delinqüente, iria me roubar, eu apenas me defendi.O errado nessa história não sou eu.Me libera pelo amor de Deus.
    Entreolharam-se.
    David foi liberado 30 minutos depois.Pegou o ônibus intermunicipal.Entre uma mordida e outra numa maçã velha, adormeceu.Chegou pregado em casa, todo sujo(ou como ele diz: “cagado”).Estava amanhecendo.Deixou a tv ligada e afundou no edredon.O mesmo estava cheio de migalhas de pão.Dave costuma comer e ler na cama.Nunca deu atenção a “comer e ler ao mesmo tempo faz mal”.Não ligou.Apenas dormiu.
    Às 10:30 da manhã recebeu uma ligação. Acordou cheio de manha, com aquela coisa clichê de “mais 5 minutinhos”, mas se tocou que não há ninguém na sua casa a não ser ele mesmo.Se bem que foi a segunda vez que acordou como se alguém desse um tapa na cara dele.”tap!”Pareceu que realmente foi um tapa, e de mulher.Algo como “acorda, filho da puta”.Hhahaha.Atendeu, com o braço todo marcado e doendo.
    - Alôôô... – entoou com uma voz preguiçosa.
    - Alô, David.Você ainda está dormindo?Por quê está dormindo ainda se tem um monte de trabalho pra você fazer aqui? – Respondeu uma voz feminina, grossa e decidida.
    - Foi mal, é que aconteceu um probleminha em Niterói, quando fui visitar uma amiga.Eu já vou me arrumar, ó, me desculpa mesmo, tá?Não faço de novo. – Levanta-se rapidamente.
    - Tá com medo que eu te despeça?Não vai ser assim tão fácil, fique tranqüilo.Só espero que seja mais responsável da próxima vez.Estou te esperando.
    - Muito obrigado, chefa!
    Dave fugiu do sol como um vampiro.Por enquanto.Tomou um legítimo “banho de gato”(quando a pessoa toma um banho rapidíssimo), se arrumou com suas vestes amarrotadas e encaminhou-se ao trabalho.
    Ele não gosta de dar “bom-dia”.Colecionou adversários por isto.Há pessoas que não se conformam em não serem cumprimentadas e passam a ter uma espécie de “opinião formada”sobre a pessoa.Ela é isso e aquilo.E mesmo sendo adultos adquirem um comportamento por vezes acometido quase que apenas por jovens.O da raiva gratuita, o que Dave chama de “Mágoa de Caboclo”.Dave está acostumado com esse tipo de gente e o que eles têm a oferecer.E sempre soube devolver na mesma moeda.Pior ainda no ambiente de trabalho.Quando há concorrência na própria empresa, ainda mais protagonizado por pessoas que você menos gosta, há de dar tudo de si para vencer.Ou como Dave pensa, “dar uma de pacífico e abaixar a cabeça”.Por este pensamento ele perdeu um emprego anterior.E depois ficou chorando as pitangas em cima da antiga chefe.Ela sumiu, ele a perseguiu, e não conseguiu conversar com ela, após 1 ano inteiro de procura.Há quem diga que o problema é em Dave, não nos outros crianções.Talvez.
    Dave não conseguiu se despedir das ramelas em seus olhos, o que lhe rendeu olhares das pessoas por mais de uns segundos.Para ele é assim: homem que olha para ele por mais de 3 segundos é gay.Ele sempre teve este tipo de condenação.E sofre todos os dias com isso, sempre desejando ser esquecido pelas pessoas, mandando elas direcionar seus olhares para a puta que pariu.Já pensou se eles realmente não se importassem mais com Dave?Ele morreria, é fato.
    Sentou e morgou debruçado no teclado do computador, com 10 páginas de documentos para digitar.E a caspa caindo entre as teclas, lentamente.Quando iria puxar um ronco, levou um beijo no cangote.Para sua surpresa, era um homem.
    - Flávio!Porra, cara.Já falei pra você não ficar com essas brincadeiras, rapá! – Dave brada apontando o dedo para Flávio Junqueira, seu único amigo de fato no trabalho.
    - É zueira.Aliás, isso é uma vingancinha por você ter me zuado no churrasco semana passada. – Diz Flávio, ajeitando o óculos fino de aro preto.
    - Pode me zoar de qualquer jeito, menos assim.Essa coisa de beijar o pescoço dos outros vai dar em merda, pára com isso, porra.
    - Tá bom, eu exagerei mesmo.Mas fiz isso porque sei que tu ia ficar puto.Mas mudando de assunto, como foi o fim de semana?Tá com a cara de quem acordou chupando limão...ou algo pior.
    Quase foi enforcado.
    - Sabe se a chefe chegou?Ela iria falar uma coisa comigo, desde sexta ela ficou de ver.Disse que tinha chegado algo pra mim na internet, mas nem disse isso pra mim quando ligou pra minha casa hoje.
    - Bem, ela ainda não chegou, provavelmente deve estar entubada no trânsito.Aí, estou fazendo um chazinho pro pessoal, aproveita que está aquele clima de confraternização falsa e se enturma.Já era hora, não?
    - Não.Os caras ficam putinhos só porque eu não dou “bom-dia”.Até as mulheres, claro.Eles não esperavam isso de mim.
    - Acham que só porque você é jovem que você é assim, revoltado.
    - Eu não me acho revoltado, não.
    - Claro que não.Você dificilmente consegue ser duro consigo mesmo. – E Flávio foi servir o chá.A chefe chegou na hora do chá, surpreendendo a todos.Cabelos louros curtos, alta, poucas rugas, uma celulite aqui e acolá, salto alto e terninho rosa curtinho.E para complementar, lindos e ofuscantes olhos azuis.Ela se chama Marisa Grandenberg, 43 anos.
    Entoaram um “bom dia”bem sonoro, enquanto Dave disse o seu, mas de maneira contida.Chamou o mesmo para seu gabinete.
    - Eu não vou falar sobre seu atraso, não quero parecer chata com você, até porque você é novato aqui.Bem, você já viu seus documentos?
    - Eles estão na minha mãe que mora na Rocinha.E eu não compareço lá desde que explodiu aquela guerra de facções.Não quero ir pra lá e ser confundido com “comando”, “terceiro”, essas coisas.Até porque eu sou jovem.
    - Eu entendo perfeitamente.Eu posso ir com você, então.Eu estou empenhada em te ajudar, melhorar a sua vida.
    Dave embaraçou-se.Pensaria que, se fosse com ela a uma favela tão perigosa como aquela, poderia levantar comentários alheios e desconfiança.
    - Vamos fazer assim.Eu posso ir nesta hora do almoço?Eu sei que cheguei atrasado, mas...
    - Se você terminar aqueles documentos todos, hehehhe...brincadeira.Pode deixar pra fazer em outro dia, resolva logo essa questão dos documentos.
    - Obrigado.
    Dave pensou que poderia resolver logo este imbrólio, e poder seguir sua vida tranquilamente.Ele havia passado por várias poucas e boas.Precisava do spray de pimenta, pensou ele.Mas de que adianta um reles spray diante de um fuzil AR-15?Não fica dependendo de spray, se for parado por algum bandido, explique o que veio fazer lá.Simples.
    Almoçou, cantou a mulher do restaurante, de lá pegou o ônibus para a Rocinha.Reclamou do Ar Condicionado, que estava incomodando mesmo num dia de calor extremo como aquele.
    David já não tinha ido à Rocinha há muito tempo.Sua mãe permaneceu lá enquanto ele foi tentar a vida.Ela nunca conseguiu se mudar, embora tinha dito que iria mudar-se para Niterói.E sempre disse isso, uns 3 anos seguidos.Nos dias em que Dave foi visitar a mãe, ela sempre pedia que ele permanecesse lá mais um pouco.Aquela coisa de “seus olhos estão cansados, dorme aí”.Normal.A casa onde ela morava era um cubículo.Não tinha os cômodos normais para uma casa.Era tudo ao mesmo tempo.E o cheiro de sangue menstruado se tornava notório nos pensamentos de Dave.Tal sangue permanecia no colchão sujo e infestado de ácaros que sua mãe usava para dormir.Dave, sempre que visitava a mãe, não trazia quase nada.E ela sempre quis que ele fizesse questão de comer o que ela oferecia.Era um ovo frito, ou uma comida mal feita, um Sucrilhos que estava enfurnado no armário ou um leite que estava para azedar.Dave via tudo aquilo, e quando sua mãe não estava lá(provavelmente vadiando ou fazendo algum biscate)ele chorava, entristecido com aquelas condições deploráveis que sua mãe vivia.De que adianta cair no berreiro sendo que não fazia nada para melhorar?Naquele tempo ele estava em situações quase iguais, com a diferença que ele vivia em um abrigo.Mas não trabalhava.Sua mãe era jovem, trinta e tantos anos, mas apresentava uma aparência tosca.Seus cabelos estavam se tornando grisalhos e ao mesmo tempo, caindo.Seus dentes eram apenas 10 ao todo(há muitos anos), seu corpo estava excessivamente esquálido.Ela bebia e usava drogas(o que ela chamava de “meu pozinho”).E numa discussão com Dave, ele se aborreceu a tal ponto que a xingou de “filha da puta” e a mandou para aquele lugar.E correu para o abrigo.Ele se arrepende disso até hoje.Amargamente.
    Chegando no local, a maior favela da América Latina, andou com um semblante tenso, mexendo os dedos sem parar.Sua mãe morava em um dos locais mais altos da favela, a Cachopa.Nem teve tempo de visitar os seus outros parentes que moram na Rocinha há décadas(parentes que falavam mal dele para sua mãe), subiu direto à casa da mãe.
    - Pó de 10, pó de 10 !!! – é o que ele ouve por alguns metros acima.
    Chegando lá após grande esforço, Dave pensa que a primeira coisa que pedirá a mãe será as desculpas, entaladas no coração desde o último dia em que se viram – e discutiram – e se xingaram.E após, os documentos.Ele espera que eles ainda estejam lá.A casa da mãe de Dave continua a mesma.Com as dimensões de um banheiro grande, a casa não possui cômodos(como foi dito anteriormente), tendo tudo no mesmo lugar, geladeira(desligada), fogão, armário(aos cacos)cama(quebrada e com cheiro ruim)e um sem-número de roupas espalhadas pelo chão.Do lado de fora, uma poça enorme e um tanque de lavar roupas.
    Dave olhou o estado da geladeira por dentro.Comida estragada.Abriu a tampa das panelas que estavam no fogão.Ele não soube descrever o que era aquela “espuma branca”em cima da comida.As coisas não mudaram NADA.Sua mãe precisava de ajuda mais do que nunca, e como ele mudou de vida – pelo menos um pouquinho - , ele poderia fazer alguma coisa.Colocar a mãe na casa dele?Não.Era um aluguel, e ele mal tinha comida para si mesmo.Poderia deixá-la na casa das primas?Não, elas não gostam de sua mãe, e isso tem décadas.Nem ele sabe o motivo.O que poderia ser feito, afinal???
    Vizinho a cara da mãe de David, havia uma casa maior.Era de um casal de nordestinos que foram “tentar a sorte”na cidade grande, e permanecem no Rio permanentemente.Dave se lembra das filhas bonitas deles.Mas elas já tinham saído para a escola.Foi procurar os documentos.Enquanto ele procurava, ouvia gritos e quebra-quebra.Acontecia na casa dos nordestinos.E começou a ficar mais grave quando um som de tiro ecoou.Dave se abaixou rapidamente.A porta da casa deles se abriu e de lá saiu uma menina pálida, lourinha de olhos azuis claríssimos.Uma menina que poderia ser interpretada como um “anjo”para pessoas mais impressionáveis.Ela estava agitadíssima, chorando e batendo na porta da casa da mãe de Dave implorando socorro.Ele se assustou, mas abriu a porta.Mal viu quem estava batendo, sentiu um vento passar para dentro de casa.Era a menina, se escondendo no cobertor imundo.
    - Sai daqui, menina!Eles vão vir até aqui! – Grita Dave, desesperadamente.
    Ela chora e se enfurna no cobertor.Dave vai tirá-la e quando a toca, ouve uma explosão dentro da casa dos vizinhos.3 segundos após a explosão, a casa vai abaixo, desmoronando.Dave não desmaia, mas cai em cima da menina.Obviamente a explosão chama atenção de todo mundo.
    O casal de nordestinos tinha morrido.

    4 da tarde.Hospital Miguel Couto, bairro do Leblon.
    David recebe curativos na ala de enfermaria(claro).A menina lourinha é ouvida pela assistente social.Antes de tudo isso a polícia havia passado pelo local do acidente.Descobriram que era apenas uma briga de casal, que poderia até ser considerada “normal”se não houvesse o ocorrido.A mulher morreu com o Revólver 38(mais vulgarmente conhecido como “treizoitão”)na mão.O homem, baleado no peito, morreu na hora.Provavelmente a mulher se matou explodindo o bujão de gás com um tiro.A arma tinha a numeração raspada e era revestida de prata maciça.Levaram Dave e a menina para o hospital, óbvio.Eles estavam apenas a 3 metros da explosão.E como disse, a casa veio abaixo, como um castelo de cartas quando é tocado.Tudo o que Dave quis saber era da menina, o que aconteceu com ela.Ele foi acompanhado até a sala da assistente social.A menina estava lá: de banho tomado, roupas novas(com desenhos infantis), sapatinho azul e semblante atemorizado.Quando viu Dave, tratou de correr em direção dele e abraçá-lo.Ela media 1, 45m.Ele, 1, 87m.Ela chorou muito.A assistente social tratou de procurar um local onde ela poderia permanecer até acalmarem as coisas.O que foi discutido é que a menina em si tinha uma fisionomia totalmente diferente dos supostos “pais”dela.Eles tinham uma pele mais morena, cabelos negros, estatura baixa e um leve achatamento na cabeça(o que provocaria motivo de risos nos mais preconceituosos).A menina era deveras pálida, magra, loura, olhos azuis e nariz afinado.Daí levantaram várias hipóteses:
    Ela poderia ser adotada?
    Ela poderia ser...sequestrada?
    Estas eram as mais estudadas.
    Os documentos dos falecidos foram queimados com a explosão, assim como suas peles.As doutoras começaram a conversar com a menina.Sentaram ela na maca, Dave ficou ouvindo, ela ficou olhando para ele o tempo todo.Daí...
    - Eu não sou...filha deles.Eu fui tirada dos meus pais.
    E era o que todo mundo pensava, mesmo.Até Dave pensava isso.O próximo passo foi ligar para o Conselho Tutelar.Eles apareceram em 20 minutos.Duas mulheres com cara de psicólogas.Dave queria saber tudo, as coisas não poderiam terminar assim, pensou ele.Elas disseram ao mesmo que a menina iria para um abrigo de menores situado num bairro da cidade(Tijuca, na Zona Norte).Ele já conhecia o Conselho Tutelar.Já foi abrigado quando era menor e maior de idade, por uns anos.Melhorou sua situação, após liberar a Preguiçite Aguda.E está onde está agora.Ele só queria saber se a menina estaria num lugar melhor.
    - Qual é seu nome? – Perguntou Dave, olhando nos olhos da menina.
    - É...Anita.E o seu?
    - David.Olha, a minha mãe morava lá perto de onde você estava, naquela casa onde eu tava.Eu espero que agora esteja tudo bem para você, que você ache seus pais e fique com eles, onde quer que eles estejam.
    - Eu...eu...eu... – disse Anita, embaraçada.
    - Pode falar.
    - Eu não quero ficar com os meus pais.Desde o início.
    - Co...como é que é?
    - Mas eu não quero deixar de ser sua amiga.Eu te agradeço. – Disse Anita, após enxugar as lágrimas e esboçar um semblante sorridente.
    E ela o beijou na bochecha.
    Anita tinha 13 anos de idade.Após o beijo, ela foi conduzida pela assistente social para uma Kombi do Conselho Tutelar para o abrigo.Dave fez questão de saber o endereço do mesmo.Conseguiu.
    Rua Dezembargador Isidro, Nº 48.
    Ela, de calça branca, sapatinho azul e camisa rosa, acenou um “tchau”para David.Ele acenou também.
    Após todo o imbrólio, ele ligou para a chefe.A primeira coisa que ela disse foi:

    - Eu te dou uma chance pra arrumar seus documentos e você vem me passar a perna, seu folgado?

    Hhahahaa.

    CONTINUA ^^

  • #2
    Cês não sabem o que perdem...

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    • #3
      SEM PARAGRAFO É FÓDA.......
      LISTÃO DE HQS.....

      HELLBLAZER, SUPERAVENTURAS MARVEL, HOMEM-ARANHA, CONAN, WOLVERINE, E AS ORIGENS DOS HERÓIS MARVEL (CAP. AMÉRICA 100, AS GRANDES BATALHAS, SURFISTA)!!!

      CLIQUEM AQUI:
      http://www.mbbforum.com/mbb/viewtopi...211503#1211503

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      • #4
        Parei em "meu nome é David e tenho 23 anos de idade"...
        PROTETORES NACIONAIS: protetoresnacionais.com

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        • #5
          NÃO VOU LER

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          • #6
            Postado originalmente por Lecø
            NÃO VOU LER
            Nem eu!
            Marveloser é um bicho todo burro!

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            • #7
              Pô, ajeita isso aí que eu leio com o maior prazer.

              Comment


              • #8
                Postado originalmente por RENARD
                Postado originalmente por Lecø
                NÃO VOU LER
                Nem eu!
                Aposto que tu leu, Retardanerd.


                E Leo Van Vilet, já tá tudo ajeitado.

                Comment


                • #9
                  Day, hour, minute... man.

                  Comment


                  • #10
                    Ô... não gostei não.

                    Comment


                    • #11
                      Eu até daria uma lida... se os pontos e virgulas não estivessem tão juntos das palavras.
                      Postado originalmente por Oz Jordan
                      eu sempre considerei o ajax negão, só q um negão verde. em vista de q os marcianos do caralhø lá eram brancos e verdes, o verde é o negro espacial.

                      Comment


                      • #12
                        Postado originalmente por LEORADD
                        SEM PARAGRAFO É FÓDA.......
                        Escrever como um chimpanzé também é foda!!!

                        Postado originalmente por Mutant_Slaughter
                        Eu até daria uma lida... se os pontos e virgulas não estivessem tão juntos das palavras.
                        O problema é que você é acomodado demais.

                        Comment


                        • #13
                          Li e gostei muito, nota Gustavo Levin!

                          Continue assim, campeão, você tem futuro .

                          Comment


                          • #14
                            Blame it on the Bossa Nova.

                            Comment


                            • #15
                              what a incredible pace!

                              Comment

                              Working...
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