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  • [Mário Analwiisa] Disaster Report !!! MUITO BOM !!!

    Baixei esse jogo (e sua continuação, Raw Danger) e recomendo. vou comentar sobre a analise do Terra. vamos lá

    Disaster Report
    Bruno Abreu



    Disaster Report, conhecido no Japão como Zettai Zetsumei Toshi, é um survival-horror diferente para o seu Playstation 2. No lugar de zumbis, enfrenta-se a fúria da mãe natureza, em uma cidade que sofre um terremoto dos maiores já registrados na escala Richter.

    O jogo é uma desgraça tecnicamente, mas sua mistura de Resident Evil, Silent Hill e ICO é surpreendentemente competente e um bocado original.

    Não achei o jogo toda essa desgraça, mas também não é um primor. os gráficos são antigos e não muito elaborados e a câmera incomoda um pouco às vezes.

    Terror sísmico

    Em Disaster você assume o papel de Keith Helm, um repórter que conseguiu um trabalho em Capital City, região central de Stiver Island, uma ilha artificial construída com o que há de mais moderno na arquitetura japonesa. Ainda no trem que o levaria à cidade, Keith experimenta o terror de um abalo sísmico que deixa a ilha em ruínas e o trem em que viajava prestes a cair no mar. Com sorte, alguns sobreviventes são resgatados via helicóptero, mas você ficou pra trás e agora terá que se virar para sobreviver neste cenário caótico, que continua a sofrer pequenos abalos.

    Isso é muita sacanagem. vc acorda, tudo detonado, e vê um helicoptero indo embora e te deixando uma malinha com uma mensagem. "Se vira"

    Logo no começo você encontra uma companhia. É uma mulher que está presa em um vagão instável, quase caindo no mar. Se você vai até ela o peso fará o trem cair, é claro, portanto é preciso inventar uma outra forma para regatá-la com segurança. Você encontrou uma corda. ¿Will you take it? Yes or No?¿ ¿ é o clássico ¿survival-horror¿ residentevilano, mas em um cenário totalmente novo, onde seus inimigos não são feitos de carne decadente, mas de concreto.

    Gostei dessa caracteristica dos RPG antigos (tipo Indiana Jones and the fade of atlantis). vc tem que pegar objetos, resolver quebra-cabeças para passar de um ponto ao outro e coisas assim. bem legal mesmo.

    Os diálogos dignos de um filme B não deixam dúvida: este é mais um jogo da família de Resident Evil e Silent Hill. Mas tem alguns elementos de ICO também, o que é bem interessante. O cenário gigantesco e aquela sensação de solidão de um sobrevivente numa cidade destruída lembram muito o jogo da Sony. Logo no começo você encontrará a garota do trem, que funciona como a Yorda de ICO, sofisticando os quebra-cabeças do jogo. Você pode inclusive chamá-la à distância com um grito e em alguns momentos puxá-la pela mão.

    Apesar dos gráficos, os cenários são bem legais. cheios de carros, predios, coisas arregaçadas e coisa e tal. são simples mas eficientes

    Quem gostou de ICO deve dar uma conferida em Disaster Report, pois é um dos poucos jogos com alguma semelhança, embora tenha um tema totalmente diferente e nem 10% do brilhantismo técnico de ICO.

    Até me animo a jogar ICO depois de ler isso. nunca fui muito com a cara dele

    Aliás, a parte gráfica e sonora é um péssimo cartão de visitas para esse jogo. Há muito slow-down, a imagem é borrada desnecessariamente em muitos momentos, e a câmera é um verdadeiro Disaster! É estranho que a equipe da Irem saiba como fazer um jogo de aventura de altíssimo nível, mas não tenha competência para produzir algo nos padrões modernos de gráficos e som. Pode ser problema de um orçamento limitado, mas o fato é que esta deficiência irá assustar grande parte do público.

    Aqui ele tem razão. a parte sonora é razoável, os gráficos são um tanto quanto pobres, há um slow down quando vc corre (corre ou não corre ???) e a câmera é um saco às vezes. ela muda de posição e vc tem que corrijir com a visão em primeira pessoa para ver o que tem à frente


    A fragilidade da vida

    Disaster é basicamente um jogo de exploração e resolução de puzzles, conceitualmente perfeito. Seu objetivo primário é escapar, bolando estratégias a la MacGyver para superar os obstáculos. Aos poucos, porém, suas motivações serão alimentadas por uma trama interessante, que explica a real causa do terremoto e apresenta alguns vilões básicos para dar aquele suspense extra.

    Os desastres, especialmente, são impressionantes e grandiosos. Você pode estar andando calmamente e ver um prédio inteiro desabar na sua frente, carros e ônibus sendo amassados por concreto que desaba, enfim, todo o cenário sendo modificado em tempo real enquanto você joga.

    Isso é bem legal. no começo do jogo tudo desmorona depois que vc passa. depois tem um globo (tipo planeta diário) que cai do prédio na sua frente e o elevado por onde vc chega na cidade cai na sua cabeça se ficar olhando como um coió

    Aquele ditado que diz que para morrer só é preciso estar vivo se aplica bem a Disaster Report. Você nunca sabe quando um pedaço do teto pode cair sobre sua cabeça e liquidá-lo de uma vez por todas. É verdade que essa característica rende algumas mortes inesperadas e, digamos, sacanas, mas é realista.

    Tem algumas que são inevitáveis. a primeira vez que fui salvar a mina fiz errado e caí com ela na água. Tomei o elevado na cabeça porque não fui muito para o canto (essa foi foda. deu dó). morri umas duas de cabaçada.

    Keith, nosso corajoso repórter, depende também de água para não padecer. Há um medidor de sede que varia com o seu esforço físico (se correr demais, o nível cai mais rápido), e este exige que você tome certos cuidados, como se fosse uma segunda barra de energia.

    A água é o mais importante do jogo. nas torneiras do jogo, vc bebe água, enche suas garrafas de água e salva o jogo. vc tem que beber agua o tempo todo.

    E não é apenas a sua vida que depende das suas ações. Como em Silent Hill, suas decisões ao longo da aventura irão determinar que tipo de final ela terá. Se você termina com a mocinha loira, sozinho, quem morre, quem vive ¿ tudo depende do caminho que você seguiu em pontos-chave da jornada. Mais ou menos na metade do jogo há uma bifurcação na trama, e você deve escolher que rumo e com quem irá seguir. Com isso você pode terminar o jogo de uma maneira e mais tarde experimentar o que teria acontecido caso optasse pela outra direção. É uma idéia bacana que prolonga bastante a durabilidade do jogo.

    Essa parte me animou mais ainda para continuar jogando

    O Veredicto: Independente dos defeitos técnicos, Disaster Report é um jogo bem ambicioso, imersivo, com uma ambientação interessantíssima e uma aventura totalmente verossímil. Recomendado para quem privilegia o conteúdo sobre a forma.

    Concordo. tem alguns defeitos, mas é um jogo antigo. vale a pena jogar. recomendo

    http://games.terra.com.br/interna/0,...EI6530,00.html

    Imagens
    as imagens estão um pouco ruins. o jogo é melhor que isso (mas não muito).



    você e a minazinha na ponte tentando chegar na cidade.


    olha só com quem o Kratos aprendeu a se equilibrar


    Esse é o elevado que cai na sua cabeça pouco tempo depois.


    esse é o helicóptero filho da puta que te deixa na merda com a mochilinha do começo. e pra pegar a mochilinha dá um puta trampo.


    CGI da hora que vc salva a minazinha do cacete.


    sem comentários


    Quando o mundo treme, vc se abaixa. senão perde energia (e ás vezes toma um capote).


    o mundo cai a seus pés o tempo todo.


    mas pelo menos depois vc acha uma mochilona.

    Nota 6,5
    Isso é só uma brincadeira ...

  • #2
    Já tinha jogado isso, é bem divertido mesmo.

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    • #3
      Eu baixei o Raw Danger, vamos ver se é bão...

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      • #4
        Esse jogo é muito bom. Tem uns 7 finais. Quando um PS2 for 50 doletas nos eua é um dos top10 pra comprar. Quando eu tinha o meu PS2 piratão eu joguei muito ele. Não é um primor de gráfico nem de jogabilidade mas é que nem o seriado Jericho ( é um desastre e vc pode vivenciar como é a merda toda)
        abraços

        Mclarry

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